terça-feira, 4 de agosto de 2009

Comida, diversão e política

MINISTRO NA BAIXADA


Comunidade artística da Baixada apoia mudanças na Lei Rouanet
por Nany Rabello // fotos Lucas Lima

O evento, marcado para as 15h, começou com quase uma hora de atraso, quando o chefe da Representação Regional do Rio de Janeiro e Espírito Santo, Adair Rocha, convocou a mesa.

O primeiro convidado a sentar-se à mesa foi o próprio ministro. Depois disso foram sendo chamados Lino Rocca, diretor do CETA, o prefeito de Mesquita, Artur Messias, a Secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Adriana Rattes, o presidente da Funarte, Sergio Manberti, o deputado estadual Alessandro Molon e o secretário de Cultura de Mesquita, Delmar Cavalcante. Após a convocação da mesa todos ficaram de pé para a saudação ao Hino Nacional, e a mediadora do encontro, Lúcia Pardo, que é chefe de Divisão de Políticas Culturais da RRRJ/ES, começou o debate.

Para o sorriso dos presentes, houve uma lindíssima apresentação de balé feita por uma aluna ‘especial’, que encantou a todos com seus belos movimentos de dança. Logo após sua apresentação, Lino Rocca começou seu discurso, durante o qual lembrou o encontro com o ex-ministro Gilberto Gil, que também levou quase mil pessoas a discutirem sobre política cultural. Muito emocionado, Lino Rocca rompeu em lágrimas após sua fala.

Depois de Lino Rocca, o deputado estadual Alessandro fez um empolgado discurso sobre a vitória da cultura na Baixada. “A gente não quer só comida”, disse ele no fim do seu discurso, citando a famosa canção do Titãs. “A gente quer comida, diversão e arte”.

O ministro apresentou dados do IBGE e do IPEA sobre o acesso à cultura no país e defendeu com veemência as mudanças da lei. “Não importa se o Rio de Janeiro tem o acesso à Lei Rouanet se a Baixada não tem!”, afirmou. O ministro também citou os 150 pontos de cultura que seriam entregues e o Vale-Cultura, um dos projetos que possibilitam o acesso da população à cultura no nosso país.

Muitas presentes estavam totalmente de acordo com as mudanças da lei, como, por exemplo, o cantor Daniel Guerra. Com uma longa militância na política cultural da Baixada, o vocalista da banda de forró Pimenta do Reino não viu nenhum ponto negativo no projeto de lei que o ministro encaminhará ao Congresso Nacional no próximo mês. “”Na verdade, a chance de a lei chegar aos lugares mais distantes do pais gera a possibilidade de todas terem acesso a nossa cultura, tornando-a mais democrática”, afirma.

A primeira baiana verdadeira de Mesquita e participante do projeto de Economia Solidária do Governo, Sônia ‘Baiana’, está muito feliz com a mudança da lei, e também com o fato de ter um evento desse nível sendo realizado em sua querida Baixada Fluminense. “Eu tenho prazer em dizer que sou da Baixada. Esse lugar é um caldeirão cultural”, defende. Segundo a baiana, tanto o evento quanto a mudança da lei são importantes, mas as melhorias só chegarão a nós se o povo da Baixada fizer uma ‘pressão’.

O produtor do Encontrarte e Delegado do SAETD/RJ, Everton Mesquita, também é favorável à mudança da Lei, mas enxerga suas dificuldades. “Para alguns vai ser difícil, pois não é uma lei fácil de se lidar”, afirma o produtor. “Mas com muito interesse e estudando bem a lei as pessoas interessadas conseguiram inscrever seus projetos. Um exemplo disso é o próprio Encontrarte, que hoje é apoiado pela Petrobrás.”

Há também que fique preocupado com as mudanças, como o Secretário de Cultura de Nilópolis, Augusto Vargas, que pretende analisar muito bem a fala do ministro e a proposta de mudança antes de dar uma posição sobre a mudança. Estou começando a fazer uma reflexão sobre o que está sendo proposto, mas vou ficar atento.” O secretário também lembrou que não adianta investir na produção de cultura se não há infraestrutura na Baixada para que essa cultura chegue ao povo. “Hoje nós estamos realizando este evento num clube porque Mesquita não possui um teatro”, comenta.

Um evento que irá, sem dúvida, mexer com a vida de todos que fazem cultura na nossa Baixada Fluminense, e a proposta de uma mudança que irá mexer com a vida de todos deste Brasil a fora.

Interatividade:
Você concorda com o secretário de Cultura de Nilópolis, quando ele diz que não faz sentido investir em cultura se não temos infraestrutura para receber os eventos?

2 comentários:

  1. Como se trata de um texto descritivo eu vo até entender o porque do 2º parágrafo, mas não vou esconder que foi um SAAACO ler aqueles nomes e seus cargos e ainda por cima ler que eles se levantaram para o hino nacional (me senti perdendo tempo lendo o 2º parágrafo)...mas blza, sei que tinha que fazer isso =)

    Alguem pode me dizer oq eh a "Lei Rouanet"???
    xP

    Bom...fora isso o texto ta muito legal, foi bem além doque eu esperava lendo o 2º paragrafo xD, sério mesmo. Gostei da matéria, realmente tirando o 2º paragrafo não deixa enjoativo e tão pouco repetitivo os elementos textuais apresentados(pareci meu professor de Lingua Portuguesa).

    Muito bom trabalho Nany, Do your best!

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  2. Pronto..ja sei o que é essa "Lei Rouanet", é a Lei de incentivo a cultura. \o/


    Bom... quanto a interatividade (q por sinal eu gostei bastante)creio que EM PARTE o secretário tem razão, afinal não adianta querer espremer limões com as mãos para fazer limonada se na casa do vizinho tem uma máquina de ultima geração..

    Mas sinto que há possibildiade dessa Lei estimular o desenvolvimento da infraestrutura da própria baixada, isso seria bom para "políticos e civis". Obviamente não é tão simplório quanto parece, porisso menciono la em cima que o secretário nilopolitano tem razão em parte.

    Uma solução que me ocorre na mente é distribuir a verba obtida pela lei proporcionalmente a estrutura do município, talvez desta maneira ocorra a corrida de cada prefeitura para um "melhor acolhimento" deste benefício, pois quando se fala em entrar dinheiro todo mundo mexe os pauzinhos..
    FIM ^^
    Abraços a todos, sem excessão!!!

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