sábado, 29 de agosto de 2009

A fera do II Iguacine

OLHA O II IGUACINE AÍ,GENTE
Longa "Um Lobisomen na Amazônia" causa surpresas, risadas e reflexões
por Wanderson Duke Ramalho

Um grupo de amigos entra na Amazônia para assistir a uma cerimônia em uma aldeia, mesmo sabendo dos estranhos assasinatos que têm ocorrido na região. Dirigido por Ivan Cardoso (As Sete Vampiras), com Evandro Mesquita, Danielle Winits, Nuno Leal Maia, Tony Tornado, Orlando Drummond e Sidney Magal no elenco estelar. O longa-metragem “Um Lobisomem na Amazônia” tem motivos de peso para que uma obra do gênero terrir tenha uma excelente aceitação do público. Segundo Ivan Cardoso (diretor), o roteiro é baseado na obra “Amazônia Misteriosa”, de Gastão Cruls, escritor brasileiro do século XX.
O longa foi exibido no II Iguacine nesta sexta-feira, ás 20h. Entre alternâncias de risadas, suspense e terror, o filme foi recebido de braços abertos pelo público que estava presente no teatro do Espaço Cultura Sylvio Monteiro. Os espectadores - cabe-me mencionar aqui a inquietação de alguns deles em partes mais “calientes” do filme - ao assistirem a exibição, conseguiram repensar as obras desse gêreno de cinema não muito popular para a maioria das pessoas.

O filme trafega em uma linha tênue entre o terror e a sátira, fazendo com que diversas emoções e surpresas sejam experimentadas pelos contempladores dessa arte. Situando seu enredo em um cenário nacional, a Amazônia, acaba por trazer uma certa identidade ao filme. Pois foge do clichê de “Amazônia Pulmão do Mundo”, explorando-a ao máximo em suas riquezas e contribuições para a cena cinematográfica brasileira.
“Pode-se dizer que foi totalmente o oposto do que eu esperava. Já tinho ouvido falar no filme, e pesquisei uns dias antes desta exibição, mas confesso não estar preparada para isto!Mesmo agora,no fim da sessão”, conta Lidiane Souza, 17.

É o tom do humor chanchadesco, paródico, sendo bem realizado por atores de talento do gênero terrir de Cardoso. É necessário o elogio: Evandro Mesquita, Guará, Tornado e Leal Maia têm momentos realmente iluminados! Além da participação fugaz e inesquecível de Sidney Magal - que vale um reforço, inesquecível”-, a que nenhuma descrição faria jus. Uns poucos momentos confusos, uns vários personagens desvairados e umas tantas situações mal-resolvidas não tiram o brilho dessa diversão. Num panorama de muita caretice, o desrespeito desse filme às convenções do bom acabamento é muito benvindo.
“Por vezes o via como um filme só de humor. O Zoólogo e o Delegado apanham a cabeça da vítima e, com medo, jogam-na um no outro. Cruel, porém hilário”, diz Mauro Vasconcellos, 19.

Interatividade:
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