segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Drama costurado com humor

ONTEM, NO II IGUACINE

Marcelo Zona Sul, clássico do cinema brasileiro, é exibido no último dia de Iguacine com presença de Xavier de Oliveira
por Carine Caitano

Silêncio no pátio so Espaço Cultural Sylvio Monteiro. Funcionários e plateia encontram-se no auditório a pedido de Marcus Vinícius Faustini, secretário de Cultura de Nova Iguaçu, com motivos bem especias. Xavier, diretor e roteirista de Marcelo Zona Sul, prestigia o festival com exibição do longa e bate papo com plateia.

Abordar o cotidiano da juventude é comum. Mas o que diferencia essa produção é a leveza e verdade contida nos diálogos e ações dos personagens. Antes mesmo do apagar das luzes, Faustini sobrevoou as realizações do Iguacine. Os filmes, as trocas, conversas, encontros e desencontros promovidos, que só acrescentam à cidade de Nova Iguaçu. O secretário também comparou o papel político de um festival de cinema na Baixada Fluminense com o manifesto escondido no longa de Xavier.

Iniciado com imagens do cotidiano carioca dos anos 60, o filme arrancou boas risadas da plateia. E também surpreendeu algumas pessoas, pelas gírias tão comuns ao nosso dia-a-dia e até pela fotografia em preto e branco. "Nunca mais assisti nada em preto e branco", diz Jorge Luis, professor de Vila de Cava. "A gente tá tão acostumado com cores, alta definição, que se esquece da beleza que é tonalizar filmes assim".

Outras das caracteríticas marcantes do filme, presente nas produções da época, foi a música narrando a cena, ouvida nos momentos de solidão e apuros de Marcelo, personagem principal da trama. Além disso, conferimos facilmente o processo de urbanização do Rio de Janeiro e a descoberta dos pontos turísticos ainda famosos da cidade.

Lindberg Farias, Prefeito de Nova Iguaçu, entregou o prêmio de honra ao diretor e o público, extasiado, aplaudiu de pé.

Interatividade:
Quem você aplaudiria de pé?

Um comentário:

  1. Aplaudir de pé não é pra qlqr um... Eu aplaudiria de pé aqueles que acreditam no que fazem, aos que mesmo sem recursos modificam a realidade,enfim, aqueles que agem, pois ser humano de verdade tem que estar em movimento.

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