terça-feira, 25 de agosto de 2009

Harri Pobre e a Ordem dos Pobres

O IGUACINE VEM AÍ

Adolescentes iguaçuanos gravam paródia de sucesso dos cinemas
por Julliane Mello

Harry Potter, série de livros adaptada com sucesso para a telona, está agora na tela de uma câmera digital. Quem fez esta mágica foi o estudante Levi Andrade, 16 anos, aluno do Colégio Estadual Arruda Negreiros, em Santa Eugênia.

“Os filmes brasileiros são muito violentos, apesar de mostrarem a nossa realidade”, afirma. Levi pensou em fazer uma adaptação do Harry Potter para mostrar ao povo da Baixada e usá-la como cenário. O filme tem violência, sexo e política, mas isso é usado no filme com muito humor e atualidades. A história é fictícia, mas sua imaginação não tem limites.

Levi conta também que se identificou com o filme Harry Potter por já ter lido os sete romances da escritora inglesa J. K. Rowling e percebido o forte vínculo de amizade entre o protagonista e os demais personagens. “Costumo chamar meus amigos de pobre, um apelidinho carinhoso, mas sempre digo a eles que ser pobre não é vergonha e só irei parar de chamá-los assim quando eles se tocarem que pobre também tem amigos, dignidade, educação e muito valor”, explica.

A história do filme é pra lá de mirabolante. O filme conta a história de Harri Pobre, um menino de 14 anos que mora em uma favela, cujos pais morreram quando ele era pequeno. O drama acontece em um tiroteio comandado por Pobremor, o dono da favela em que eles moravam. Harri é atingido na testa, mas sobrevive e fica com uma cicatriz misteriosa, em forma de pão francês. Ele foi morar com seus avós e aos 14 anos ficou sabendo que, como era pobre, teve que ser mandado para Arrudws, uma escola isolada de tudo situada num morro em Nova Iaguaçu, no meio do matagal. A escola era comandada pelo governo corrupto que excluía os jovens estudantes da sociedade por terem uma disciplina dita pejorativa, se tornando ameaça para todos.

"Ao chegar à escola, Harry se juntou a Burrone, o menino mais burro e a Reminione, a mais esperta, que acabou se tornando namorada de Harri", conta o roteirista e diretor da versão iguaçuana da história de Howling. "Quando ele soube que Pobremor tinha ligação com o governo, quis destruí-lo e à escola, que iria ser comandada por Bia Falcão a mando do vilão, para desmoralizar o menino." A razão para isso era muito simples. "Tudo isso por ele saber do tiroteio que matou os pais de muitos alunos de Arrudws. Inclusive os dele."

Mas Harry não desistiu e criou a Ordem dos Pobres, que oferecia cursos de tiro e lutas para fazer uma revolta. Bia Falcão criou, então, a Ordem Opositora. Bundador, o sábio da Ordem dos Pobres, diz a Harri que ele tem que desvendar uma profecia feita por uma Dobba, um demônio africano que vive no matagal. Esta profecia ira mudar sua vida.

"Um dia, Harri sentiu sua cicatriz arder como nunca e teve um sonho de que a Pobremor estaria no Senado e esta era sua chance pra destruí-lo", continua Levi Andrade. Harry Pobre aproveita a oportunidade para convocar toda a ordem e rumar para o Senado. Dobba também teve este pressentimento e foi encontrá-los. Chegando ao Senado, houve um tiroteio e Dobba morre, mas não sem antes profetizar o fim de Harri ou Pobremor.

O elenco do filme é composto pelos alunos do Arruda Negreiros, fãs de Levi pela sua imaginação fértil. “O Levi põe muito sentimento no que ele faz, independentemente de ser divertido ou não. Acho que o limite dele é realmente o céu.”, conta Tarcio Rodrigo, 17 anos, que protagoniza o Harri Pobre. Tarcio conta que o filme é muito divertido e todo mundo queria participar dele, mesmo não havendo cachê para os atores e técnicos e muito menos material certo para gravar. Continuaram gravando o filme e ainda não terminaram por falta destes materiais. Tarcio já fez parte de grupos de teatros escolares e quer um dia fazer um filme profissional.

A repercussão da história na escola foi enorme. Prova disto é João Marcos, 17 anos, colega de sala de Levi que, mesmo não tendo participado do filme, parabeniza o colega. “É impressionante esta história. Não acredito que isto tudo cabe em uma cabeça de 16 anos. O filme ainda não foi totalmente gravado, mas tenho certeza de que vai ficar muito bom”.

A falta de estrutura não afeta a vontade de Levi de terminar a gravação do longa de duas horas. E o jovem sonha em concorrer um dia em algum festival. “Eu vou chegar em Hollywood, mas eu posso começar por um fuleiro.”, brinca Levi. O jovem escritor e diretor também é ex-aluno da Escola Livre de Cinema e já gravou outros dois filmes: “O coelho que se chama coelho” e “A miséria não é tudo”.

Interatividade:
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4 comentários:

  1. Juliane, que história de vida espetacular, amiga parabéns!
    Esse menino vai mais longe que ele mesmo pode imaginar, ele é fantástico´e muito talentoso.Bjs e continue assim, escrevendo matérias diferentes e ricas em 'estórias' envolventes. Nanda Bastos
    Bjs!

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  2. Kde o Video ki voces ainda naum postarão

    Nos Somos de São Paulo e queremos ver o video

    Parabéns pela a criatividade de voces !!

    Gostariamos de resposta

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  3. BREuno DEscULpa Da dEMOrA dA reSPOSTa nãO cONsegUimoS poSTaR no BloG, maIS o LIncK QUE tEM O vídiO é
    hppps.Zip.Net


    lá tem um pequeno trailer no filme.
    para mais contatos pode me escrever =D

    jullianemello@yahoo.com


    Julliane Mello*

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  4. eu to no video q legal, lembro q comeceçamos a fazer soh pra nos divertir n imaginava q teria tanta repercursão...
    parabens levi, pela sua criatividade!!!

    By: Denise

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