terça-feira, 28 de julho de 2009

No colo da mãe

MÃES EDUCADORAS

Nova geração de mães educadoras se emocionam ao falar sobre o crescimento dos filhos
por Raphael Teixeira

Na primeira reunião de formação das Mães Educadoras, que aconteceu na Escola Municipal Monteiro Lobato no último dia 21 de julho, a nova geração de voluntarias mostrou a disposição que têm para se integrar no projeto que modifica a maneira como todos viam a participação das mães na educação dos filhos.

Em uma época em que todos falam da falta de tempo para a família, o projeto Mães Educadoras, da prefeitura de Nova Iguaçu, acaba com um grande tabu: o de que as mães só estavam com as crianças até o portão da escola.

Agora essa relação é bem mais próxima. “A mãe não só observa o desenvolvimento da criança, mas trabalha para que isso aconteça da melhor maneira possível. Em casa e na escola,” revela Bernadete Rufino, secretária adjunta de Educação e coordenadora do projeto Mães Educadoras.

É o caso de três mães, e amigas, que acabam de se juntar ao enorme grupo de voluntárias. Karina Modéstio, 29 anos, Juliana Fragoso, 26, e Marinalva Custódia, que não quis, nem sob tortura, revelar a idade apesar de ser linda e aparentar a mesma idade que as outras duas, moram em Vila de Cava e, após as férias, passarão a trabalhar na Escola Municipal Lúcia Viana Capelli.

“Saber que estamos próximas aos nossos filhos e que ainda podemos ajudar outros filhos é muito gratificante. E sempre acontece uma troca. Aprendemos muitas coisas com todos eles”, diz Karina, sendo aprovada pelas outras duas amigas.
O amor com que essas mães agarraram essa oportunidade é uma garantia de que o projeto vai dar certo mais uma vez. O comprometimento e carinho com que fazem da escola suas segundas casas é o segredo para a melhora no aprendizado dos filhos.

“Como somos amigas, conseguimos ver a mudança que esse projeto tem feito com nossos filhos. O filho da Juliana, Felipe, de 5 anos, ontem veio correndo para o colo da mãe dizer que já está escrevendo o próprio nome. Esses contecimentos nos dão vontade para estar cada vez mais próximas”, conta uma emocionada Marinalva.

Interatividade:
Qual foi sua reação ao saber que seu filho aprendeu a escrever?

Um comentário:

  1. O caso das três amigas é ótimo, por isso é bom ter sempre alguém atento!
    Ficou engraçada a parte "nem sob tortura". O Raphael soube lidar de forma bem humorada com uma informação que provavelmente faria falta.

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