sexta-feira, 10 de julho de 2009

A banda dos 40

CERÂMICA

Com apenas um mês de ensaios, banda marcial do Estanislau já sonha em correr mundo
por Flávia Ferreira

O sol da tarde pode assustar algumas pessoas, mas a banda marcial da Escola Municipal Estanislau Ribeiro do Amaral não se abate com esse fiel e maçante companheiro. Há um mês o instrutor Jandersom Castelo Ferreira, 27, comanda uma trupe de 40 alunos duas vezes por semana. Apesar do pouco tempo, a sincronicidade entre seus integrantes já é notável. "Selecionamos, junto a coordenação, alguns alunos que tinham coordenação motora para lidar com os instrumentos, para inscrevê-los na banda", lembra o instrutor.

Segundo o Jandersom Ferreira, o grande problema da escola era a escassez de instrumentos, superada com o acordo entre a Prefeitura Municipal e o Governo Federal, mas em pouco tempo a prefeitura mandou os materiais básicos para começar o ensaio. Fora isso, ele não teve problema para convencer as criança a participarem da banda. "Não tive nenhum problema em trazer e despertar o interesse das crianças para participar. Eles gostaram da ideia, só não tenho condição de ter mais por conta dos poucos instrumentos", disse ele.


Atualmente a escola dispõe de surdo, gongo, tarol, caixa, mas ainda são necessários os instrumentos de sopro e a lira. "Estamos há cerca de um mês ensaiando. Eles conseguiram aprender rápido tudo que eu queria passar, não tive dificuldade. Alguns alunos que tocavam com uma baqueta só, já tocam com duas. Além disso, eu já recebi elogios dos professores pela disciplina dos alunos. A tendência agora é só melhorar. Chegando mais instrumentos, eu pretendo colocar mais músicas e acrescentar os instrumentos de sopro e a lira".

Meninas e meninos aprendem em uma grande sincronia como conduzir um desfile cívico através de seus batuques. Os mais antigos, como é o caso de André Renato, 13 anos, tentam passar o pouco que sabe para os mais novos. Esse já é o segundo ano que ele participa da banda. "A banda é boa porque eu aprendo várias coisas. Ano passado eu participei também, mas aí acabou o ano e a banda acabou também".

O abuso desses jovens já está tamanho que até batida de funk fazem com o tarol, caixa e o prato. Além de um ensino, é uma brincadeira prazerosa que atrai os olhares dos pais, funcionários e até das crianças que não conseguiram participar da grande brincadeira. Alguns funcionários inicialmente se incomodavam com a batucada, mas agora já acostumaram e se divertem ao som da banda marcial do Estanislau.

Janderson Castelo já pensa em levar seus alunos para eventos e festivais que envolvam outras bandas. "Pretendo que os alunos não fiquem só na escola e em desfiles cívicos, quero levá-los para encontros, festivais, todos uniformizados. Quero que eles conheçam outros ambientes, além do que já estão acostumados".

Interatividade:
Diga uma música que você gostaria que a banda do Estanislau tocasse.

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