quarta-feira, 22 de julho de 2009

Dever cumprido

MÃES EDUCADORAS

Mulheres contam importância da experiência nas escolas para nova geração de mães educadoras
por Dariana Nogueira

O encontro de mães-educadoras, que aconteceu na Escola Municipal Monteiro Lobato em Nova Iguaçu, nesta terça-feira, contou com a presença tanto das mães que estão chegando agora quanto daquelas que já integraram o projeto anteriormente.

É o caso da dona de casa Graziele Messias de 29 anos, que atua no Colégio José Luís da Silva, em Austin. Mãe de quatro filhos e há quase um ano no projeto, Graziele conta os benefícios do programa para sua vida pessoal e a comunidade de uma forma geral. “Me afastar da escola completamente seria como me afastar de uma família que eu mesma construí”, afirma Graziele.

Moradora do bairro onde está localizada a escola que trabalha, ela sempre participa das atividades que envolvem ambas as partes. “Eu sempre fui muito ligada em tudo o que acontece no bairro, como abaixo-assinado, festas, eventos, etc. Também sou muito ativa na escola, porque meus filhos estudam lá. Quando surgiu a oportunidade de unir as duas coisas, não pude recusar.”

Graziele demonstra como o projeto trouxe melhorias em vários aspectos de sua vida – na relação com os filhos em casa e principalmente em sua vida pessoal. “Depois que comecei a trabalhar na escola, eu mudei muito, adquiri mais autocontrole, minha autoestima cresceu e, além disso, o melhor de tudo foram as pessoas que passaram a fazer parte da minha vida a partir disso. Criei laços de amizade verdadeira com algumas mães e funcionários da escola. Além das crianças, que passei a ter um afeto imenso.”

Outro exemplo bastante interessante é o das amigas Cleonice de Souza, de 40 anos, e Naira Oliveira, 43. Desde o ano passado no Colégio Mazor Vieira Costa, em Jardim Tropical, elas acreditam com entusiasmo no trabalho que desenvolvem.

“Esse trabalho é maravilhoso! Nós vemos a mudança no comportamento das crianças das mais variadas formas, não apenas nas atitudes, mas em outros aspectos também, como melhorias na alimentação e higiene, já que elas passam o dia inteiro na escola e essas tarefas podem ser melhor controladas por nós, que sabemos fazer isso melhor do que ninguém porque somos mães”, diz Cleonice.

Elas também aprenderam muito na escola. “O projeto nos deu a oportunidade de lidar com muitas crianças. Isto significa que convivemos com personalidades diferentes, pessoas diferentes, trazendo uma experiência incrível para nós. E essa experiência nós levaremos pra vida inteira, eu tenho certeza”, diz uma satisfeita Naira.

Terminando seu prazo de atuação no programa, essas mulheres saem com a sensação de dever cumprido, com a consciência da gigantesca contribuição que deram não apenas ao lar, ao bairro ou à escola, mas à sociedade como um todo.

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