sexta-feira, 10 de julho de 2009

As panteras de Miguel Couto

MIGUEL COUTO


Professoras do quarto ano são tão unidas quanto as personagens do seriado
por Carine Caitano

Seus nomes e histórias são diferentes. São mulheres diferentes, com expectativas diversas. Na Escola Municipal Ana Maria Ramalho, em Miguel Couto, elas se juntam e assumem a sua diversidade, contribuindo para a formação das turmas em que lecionam.

Na turma de 4º ano do primeiro segmento, a professora regente é Luciene Dutra. Formada há seis anos, esse é o seu primeiro ano nessa escola. A mudança, segundo ela, é necessária em um trabalho em que é sempre importante estar se reciclando: “A minha prática pedagógica mudou muito desde que comecei a lecionar. Desde que entrei sou apaixonada pelo magistério. Se você não tiver amor pelo que faz e estiver disposto a fazer concessões, não consegue se satisfazer em sala de aula.”

Sinalizando algumas das dificuldades encontradas ao longo do período letivo, Luciene aponta a problemática familiar, presente no cotidiano dos alunos: “É claro que existem problemas de aprendizagem mas, tão importante quanto conteúdos curriculares, é apresentar valores morais às crianças. Infelizmente, o número de crianças com famílias desestruturadas ou que falham em aspectos educacionais é grande e cabe à escola suprir a necessidade de exemplos que há na infância.”

Quem dá exemplo – e que exemplo!- é a professora Eleonora de Fátima, responsável pelo incentivo à leitura. Trazendo sempre novas propostas de trabalho, ela tem por objetivo despertar na criança um interesse real pela leitura, aquele que vai além da decifração do código escrito. Assim, está sempre se reinventando e propondo trabalhos variados, incluindo biblioteca ambulante, um livro escrito pela turma inteira, resgate de cantigas de roda na hora da contação de história e até livros gigantes, como o citado na matéria Se esse livro fosse meu.

Ao lado de Eleonora e Luciene, está Maria de Fátima Gomes. Ela é oficineira de cultura e mobiliza os alunos em ações sociais e os faz viajar com atividades e contações de história divertidíssimas. Quem confirma é Alicia Amorim, de 6 anos, uma das 35 alunas da turma: “Eu gosto das três e gosto quando todas estão aqui porque fica mais fácil tirar dúvida, ensinar a gente, passar livrinho... mas se a gente fizer bagunça, são três pra chamar atenção, né?”. Alicia, apesar de tímida, serve como porta-voz do sentimento das crianças quando nos referimos às ‘tias’.

Maria de Fátima frisa que é importante fazer um trabalho uniforme, que acrescente ao dia-a-dia escolar e lembrar que, com as suas colegas de classe, serve de exemplo para seus alunos. “É muito importante pregar a socialização. O Bairro-Escola resgata esse lado emocional. Permite que as crianças passem mais tempo na escola e em locais onde usufruam de atividades construtivas. E eu não sou a Mulher-Maravilha. Sozinha, não teria como proporcionar tanta coisa legal. Eu, Eleonora e Maria de Fátima trabalhamos juntas, sempre ouvindo sugestões da outra, trocando experiências”, afirma a educadora.

Olhando as crianças concentrada na atividades, durante a nossa conversa, é possível afirmar: Luciene pode não ser a Mulher- Maravilha. Mas juntas, elas são As Panteras.

Interatividade:
Para você, são os poderes da Mulher-Maravilha que seriam melhor aproveitados em sala de aula?

Um comentário:

  1. Linda Matéria! Achei bem explicativa, com um "Quê" suave e meigo, além de deixar bem a mostra o real objetivo do Bairro Escola.
    Pra ficar perfeita, só faltou a foto...
    Mas mesmo assim: MEU VOTO DESSA SEMANA VAI PARA CARINE CAITANO E SUAS PANTERAS DE M.COUTO. Parabéns!

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