Maria Helena tem que entregar 2.500 exemplares por dia, de segunda à sexta, no horário de 9:00hs às 19:00hs. E a guerreira ainda arranja força para ajudar sua filha, de 22 anos, também na mesma profissão: “Depois que terminar aqui, vou ajudar a minha filha que está no outro ponto”, conta a mãe zelosa que, mesmo com a bolsa cheia de panfletos, pretendia ajudar a filha. “O primeiro emprego que aparecer, eu pego!”, fala Maria, que não perde as esperanças de conseguir um emprego melhor. E enquanto nenhuma outra oportunidade aparece, ela já tem em vista um próximo trabalho: panfletagem do curso de Solda.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Sonho de papel
por Tatiana Sant’Anna
Um ofício nada fácil. De sol a sol e a chuva que não atrapalhe, Maria Helena da Silva, 46 anos, trabalha há três anos como panfletista: “É muito cansativo”, repete a frase duas vezes, estando ela com um olhar perdido na multidão e com uma das mãos estendida, à espera de que alguém pegue o panfleto que está sendo entregue. Estando nesse ofício porque não encontra um emprego com carteira assinada, Maria revela que este também é um trabalho informal. Para ela, o emprego ‘paga bem’: “É só um salário mínimo”, confessa Maria Helena, que não tem direito ao vale refeição e nem ao dinheiro da condução.
Maria Helena tem que entregar 2.500 exemplares por dia, de segunda à sexta, no horário de 9:00hs às 19:00hs. E a guerreira ainda arranja força para ajudar sua filha, de 22 anos, também na mesma profissão: “Depois que terminar aqui, vou ajudar a minha filha que está no outro ponto”, conta a mãe zelosa que, mesmo com a bolsa cheia de panfletos, pretendia ajudar a filha. “O primeiro emprego que aparecer, eu pego!”, fala Maria, que não perde as esperanças de conseguir um emprego melhor. E enquanto nenhuma outra oportunidade aparece, ela já tem em vista um próximo trabalho: panfletagem do curso de Solda.
Maria Helena tem que entregar 2.500 exemplares por dia, de segunda à sexta, no horário de 9:00hs às 19:00hs. E a guerreira ainda arranja força para ajudar sua filha, de 22 anos, também na mesma profissão: “Depois que terminar aqui, vou ajudar a minha filha que está no outro ponto”, conta a mãe zelosa que, mesmo com a bolsa cheia de panfletos, pretendia ajudar a filha. “O primeiro emprego que aparecer, eu pego!”, fala Maria, que não perde as esperanças de conseguir um emprego melhor. E enquanto nenhuma outra oportunidade aparece, ela já tem em vista um próximo trabalho: panfletagem do curso de Solda.
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e uma profição de orgulhor...
ResponderExcluire diguena como todas as outras...
tenho orgulho dessa profição pk muitas mulheres fição no sol o dia todo para ganhar alguns trocados para ajudar a renda de casa que muitas das vezes a maioria e poca...
são verdadeiras lutadoras praba4es portudo mulheres guerreiras e minha mãe e uma delas...
Ass:Camila Elen
Cara ser panfletista não é fácil..
ResponderExcluirEU posso dizer por experiencia própria.. O mais cruel é quando o cara pega, e amassa três metros depois jogando a bolinha de papel no chão.
É um desrespeito desencorajador. Essa senhora ai (perdoem-me a colocação mas...)é FODA. Sou fã dela.
Tatiana tá de parabens meeesmo, soube acertar nas perguntas e estraiu o necessário para a matéria. Conta a verdade sofrida de uma senhora que não tem vergonha do ofício e se entrega de cabeça erguida..
É um trabalho dificil mesmo, e que ninguém dá valor. Tanto é que são poucos os que pegam o papel, e menos ainda os que se dispoem a ler.
ResponderExcluirMesmo que não seja do interesse, isso é um ato de respeito com a pessoa que está entregando.
Por esse motivo considero os panfletistas verdadeiros guerreiros mesmo. E a Maria Helena mais ainda, que ainda encontra ânimo pra ir ajudar a filha.
Além do texto que expressou bem essa luta diária, gostei muito da foto também!
Parabéns pela matéria Tatii ! Sou tua fã ! Continue assim. beijos, Deus t abençõe ! paz!
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