por Breno Marques
Quem passa pela Praça da Liberdade e vê aquela

Para começo de conversa, Emmanuelle de Souza nasceu na Suíça, país no qual fez o curso de enfermagem que lhe deu o passaporte que a transformou numa cidadã do mundo, com passagens por nada menos do que 29 países.
Essa longa viagem começou pela Etiópia, país africano para o qual viajou em uma missão humanitária durante uma das muitas epidemias que o atingiram. “Vi muita gente morrendo lá”, conta a enfermeira. “Muitas delas eu tinha prestado ajuda, inutilmente.”
As imagens desse primeiro grande embate com a morte jamais saíram dos seus olhos. Ela não acha isso ruim. “Acho que o que me motiva a trabalhar é presenciar essas imagens”, diz a enfermeira suíça. “Isso mostra que as pessoas precisam de ajuda.”
Salva pelos anjos
Foi também na Etiópia que Emannuelle de Souza participou de uma das cenas mais dramáticas da sua vida. Estava em um país em guerra e pegou uma carona em um jipe do exército europeu, sentada ao lado do motorista. De repente, o pneu dianteiro passou por cima de uma mina e todos os passageiros foram atirados para cima, com uma força sobrenatural. Ela foi a única sobrevivente. “Lembro apenas do estouro”, conta. “Deus me salvou.”
Esse “Deus” na verdade era um grupo de médicos norte-americanos, que saíram do meio do meio de uma nuvem de poeira para socorrê-la sob o sol causticante do deserto. “Só gritava socorro, mais nada”. Aqueles “anjos vindos do céu” cuidaram de Emannuelle durante 26 horas ininterruptas. “Verdadeiros médicos”, afirma ela, emocionando-se.
Chegou ao Brasil em 1998, como sempre preocupada em servir um país sacudido por uma epidemia. “Vim para o Rio porque soube que a cólera havia chegado aqui”, lembra a enfermeira. A epidemia do cólera terminou no campo da ameaça, mas o quadro de miséria, fom

Decidida a ficar, foi até a Suíça para se desfazer de seus bens. “Foi com esse dinheiro que pude comprar a passagem e me manter durante um bom tempo aqui.” Antes de pegar o avião que a conduziu até o outro lado do Atlântico, decidiu alugar um carro para visitar uma amiga na França. Como ela parece ter um ímã para os grandes dramas humanos, avistou um carro capotado na beira de uma ribanceira, quase coberto pela neve. “Fui correndo ver o que tinha acontecido.”
Parto no carro
Deparou-se então com um quadro dramático, que com seus longos anos como experiência conseguiu resolver. Havia um homem todo ensangüentado, que ela colocou no colo, levou até o seu carro e o colocou no banco traseiro para que se aquecesse com o calor do radiador. Voltou em seguida para o carro, onde encontrou uma grávida de nove meses com as vias respiratórias obstruídas, que ela conseguiu liberar com um canudo de plástico depois de levá-la para o carro. “Quando consegui fazer com ela respirasse, a sua bolsa estourou. Tive que fazer o parto dentro carro mesmo. Foi incrível.”
Apesar de toda essa experiência, seu diploma não foi reconhecido no Brasil, onde o máximo que ela conseguiu ser foi voluntária em um posto de saúde. “Não sei por que me demitiram três meses depois”, conta. Hoje casada com um brasileiro, Emmanuelle mede pressão arterial na Praça da Liberdade, no Centro. “Adoro meu trabalho, apesar de não dar dinheiro. Mas minha vida é ajudar as pessoas. O dia em que eu não puder ajudar ninguém eu prefiro que Deus me leve.”
Essa_eh_a_história_mais_Pik_de_todas_Mto_SHOW.
ResponderExcluirShe's_the_best_of_the_Best.
A_matéria_tb_tah_fora_de_série_uma_das_melhores(Se_n_a_melhor)que_eu_ja_li.
Tah_de_parabens!!!!!!
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Obs:Minha_barra_de_espaço_n_tah_funcionando..^^
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Fodônica!!!
ResponderExcluirbreno repetirei as palavras ditas pelo júlio: "você acha cada personagem.."
realmente você surpreende-nos a cada matéria.
parabéns.
Se VERIFICA pressão arterial.
ResponderExcluirNão sei no que você acredita, menino, mas num texto jornalístico não acho muito legal vc dizer que o "Deus" que salvou a enfermeira foram médicos...
No mais, ótima personagem, matéria legal.