sexta-feira, 20 de março de 2009

Liberdade das ruas

por Breno Marques

O catador Wilson dos Santos, 47 anos, morou em Mesquita até perder o emprego de estoquista em uma confecção de roupas. Trabalhou anos nessa empresa, embora a contragosto. Desempregado e amargurado, começou a “viver dos restos”, como ele próprio define a atividade que abraçou por absoluta falta de opção.

A rua terminou sendo o destino natural de Wilson dos Santos, na qual foi morar há três anos. Vinha de um período de três meses de fome, no qual seu único alimento era água. Descobriu então uma comunidade muito mais solidária do que aquela de que foi enxotado depois de uma grande traição. “Na empresa, se você errar, eles logo te botam você na rua, não perguntam nem por quê.”

Viver na rua lhe dá um sentimento de liberdade que desconhecia em meio ao “rigoroso mundo das empresas”. “Aqui faço o que eu quero e o que tiver vontade. Se quiser acordar tarde, acordo.”

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