terça-feira, 9 de junho de 2009

Experimentações de um mundo novo

Nova pesquisa mostra evolução das oficinas culturais
por Mayara Freire

Os jovens do Núcleo de Pesquisas da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu se reuniram esta semana para expor os resultados a respeito das mediações culturais realizadas pelo Bairro-Escola. O Núcleo, que funciona desde o final do ano passado, avaliou as oficinas com o objetivo de mensurar o grau de assimilação da formação e a aplicação do trabalho com as crianças por parte dos mediadores. Durante dois meses, aproximadamente 30 estudantes analisaram o desempenho, através de pesquisas quantitativas, dos oficineiros Bairro Escola.

“É a segunda mostra de resultados neste ano. A primeira, sobre o projeto ‘Minha Rua Tem História’, foi bastante satisfatória. Espero que possamos encontrar coisas boas neste também”, contou a jovem pesquisadora Camila de Oliveira, de 21 anos, antes de entrar na sala de reunião.

Bruno Marinho, de 19 anos, jovem que também participa do projeto de pesquisa, ressalta a importância dos jovens pesquisadores. “Nós somos essenciais para o aprimoramento deste projeto, sabendo se está em bom funcionamento ou não. Analisamos como eles se veem e seu poder de persuasão sobre as crianças. Além disso, acompanhamos o desenvolvimento, sabendo se eles estão criando coisas novas e se os alunos assimilam, vendo o impacto na vida da criança”, explicou Bruno.

Alguns jovens pesquisadores não escondiam o nervosismo diante da responsabilidade de uma avaliação e conclusão das pesquisas. “Estamos nervosos e ansiosos para mostrar os resultados”, contou um deles.

Oportunidade
A pesquisa constatou que, para os mediadores, foi bastante proveitoso participar das oficinas de formação. “Foi a oportunidade deles experimentarem ações que a maioria jamais teria oportunidade”, afirmou a coordenadora do Núcleo, a antropóloga paulista Marcella Camargo. As pesquisas servem para gerar informação e transformação nas oficinas culturais. Com isso, buscam-se criar novas metodologias e encorajamento cultural, principalmente nas relações sociais dentro das escolas.

Marcella Camargo considera positivo o resultado e acredita que isso irá favorecer melhoramentos nos trabalhos de mediação. “Percebemos que as oficinas são um bom exemplo de que existe um bom impacto em todos os aspectos, sobretudo na melhoria do desempenho dos alunos na escola. A metodologia é muito boa, pois os mediadores se envolvem com o trabalho, exploram outros campos e embarcam em outros conceitos. Acima de tudo resgatam a cultura popular, muitas vezes perdida, e fazem experimentações de um mundo novo”, relatou.

Entretanto, este benefício pessoal não garante uma capacitação profissional que permita a todos os mediadores promoverem as mesmas experimentações. Os aspectos negativos analisados foram a dificuldade de aplicação das técnicas com as crianças. Em muitos casos, os oficineiros ainda não conseguiram garantir a atenção e persuadir os alunos. Por isso, eles frequentam aulas ministradas no Espaço Cultural Sylvio Monteiro para aprimorar essas técnicas.

Interatividade:
De que forma você avalia suas próprias ações?

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