terça-feira, 9 de junho de 2009

Cuidados com nossa casa

CERÂMICA

Douglas Brasil acende velinhas para árvore mais velha da escola
por Lívia Pereira

No dia do meio ambiente, a Escola Municipal Douglas Brasil ofereceu à comunidade escolar um projeto totalmente voltado para atitudes que favoreçam uma convivência saudável com nosso meio. As recém-empossadas diretoras Jarina Almeida e Eliane Archanjo, que já trabalhavam na escola como orientadoras pedagógicas, contam que essa mobilização em torno do dia do meio ambiente não vem de hoje. Todos os anos, os três turnos se envolvem no projeto que não é apenas uma comemoração, mas um meio de conscientização geral.

Neste ano, a abertura do projeto foi feita com as turmas iniciais do Ensino Fundamental, no turno da manhã. A solenidade teve início ao som do Hino Nacional e do hino de Nova Iguaçu. Dentre as inúmeras exposições de cartazes, brinquedos de sucata e maquetes com material reaproveitável, algo em especial nos chama a atenção: a homenagem prestada à árvore mais antiga da escola, que já sopra as velinhas de mais de cinquenta anos de idade.

“Se o homem parasse e pensasse, o mundo não seria assim”, disse o aluno do 8º ano, Rômulo Santos Cesário, de 13 anos. A seu lado estava sua colega de turma Érica Souza da Silva, de 14 anos. “Às vezes, a gente nem percebe que coisas pequenas podem ter grandes consequências”, disse ela. Os dois falaram um pouco a respeito do que mais chamou atenção nas atividades de que participaram em sala de aula, antes do dia de culminância do projeto: aquecimento global, reciclagem, decomposição do lixo, camada de ozônio e efeito estufa.

Os temas foram trabalhados no cotidiano da escola, já que o dia do meio ambiente seria apenas um “palco” onde pudessem expressar o aprendizado obtido ao longo do ano. A grande atração da tarde foi a participação do 6º ano cantando a música “Terra, planeta Água”, de Guilherme Arantes, com coreografia dos alunos das outras turmas. Após a apresentação musical, foi feita uma palestra de Isabella Paiva, Tuane Vieira e Rafaela Souza (9ºano) baseada em documentário feito pelos próprios alunos do ano passado sobre a poluição do Rio Botas. Para eles, o rio é um recurso natural de grande utilidade para os moradores, trazendo a reflexão de que nós mesmos destruímos o meio em que vivemos e nos privamos de belezas que nos pertencem.

Por último, a professora de ciências Kellen Ferreira Vieira falou sobre sua intensa participação no projeto, do qual foi a coordenadora. “Desde fevereiro deste ano, estou tentando interligar toda a escola através da conscientização sobre os cuidados com o meio ambiente e a redução do desperdício”, disse ela, que tem pós-graduação em Ciências Ambientais.

O projeto é algo que não se prende a paredes, mas que é feito através da vivência, também fora das salas de aula.
“Já estamos obtendo resultados expressivos, como por exemplo, a redução do lixo nas salas e o nível de consciência dos alunos que tem aumentado gradativamente”, comemora.

Levantando a bandeira de que é preciso preservar para não faltar, essa escola é o exemplo de que não faltam oportunidades a quem deve e quer sair de sua zona de conforto e lutar por seu próprio lar: a natureza.


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