segunda-feira, 22 de junho de 2009

Bisavós educadoras

MIGUEL COUTO

Bisavó educadora ensina como viver bem e ser útil são ações complementares
por Dariana Abreu

O projeto de mães educadoras pode causar muito mais surpresas do que seu nome sugere. Uma delas é dona Maria Cândida, que trabalha há cerca de dois na Escola Municipal Ana Maria Ramalho, em Miguel Couto.

Com 65 anos e bisavó, dona Maria fala com entusiasmo ao Jovem Repórter do prazer que sente em contribuir para o projeto: “O projeto é um incentivo pra mim, sabe?! Serve pra gente não ficar para trás, abrir a cabeça. A gente ensina às crianças, mas tenho certeza de que aprendemos muito mais com elas.”

Ela, que começou a participar do programa desde o seu início, tem certeza de que sua experiência como mãe, avó e bisavó é de suma importância para o Bairro-Escola. “A coordenadora da escola às vezes me diz que um psicólogo talvez não tenha capacidade de expressão e compreensão com as crianças que eu tenho”, orgulha-se Maria Cândida.

Muito ativa, a aposentada declara que não se arrepende de ter sacrificado suas aulas de Tai Chi Chuan no Esporte Clube em favor do voluntariado na escola: “Preferi ficar com a escola porque os horários batiam e eu sempre amei lidar com as crianças.”

Dona Maria é atuante na comunidade e faz do bairro uma extensão de seu lar. Além da escola, participa assiduamente das atividades extras oferecidas em Miguel Couto. Seja cantando no coral da igreja, praticando esportes ou atuando na escola, dona Maria nos deixa o bonito exemplo de que nunca é tarde para ser útil, convertendo cidadania em qualidade de vida.



Interatividade:
Conte pra nós a história de uma bisavó que foge aos padrões.

Nenhum comentário:

Postar um comentário