quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Regras, leis e éticas


Um debate na visão de um jovem repórter
por Luiz F. Garcez

"Todas as revoluções são impossíveis até que se tornem inevitáveis"
Leon Trotsky

Na última segunda-feira na Casa de Cultura Sylvio Monteiro aconteceu o encontro semanal da Escola Agência de Comunicação. A antropóloga Marcella Camargo propôs um debate sobre os temas regras, leis e éticas.

Grupos foram formados, opiniões não faltaram, e o debate foi mais que proveitoso. E de fato foi um debate, não uma conversa de “compadres”, onde todo o mundo diz amém. Houve divergências, até pequenas trocas de “farpas”. Em algumas ocasiões debates acalorados, mas sem perder a ternura.

Em alguns momentos, para fundamentar suas falas, alguns jovens se utilizaram de pensadores, como Karl Marx. Aí sim o debate ficou quente e não faltaram argumentos diversos, porém com muito embasamento e respeito, ao critico do capitalismo.

Divergências para solidificar relações
Pude notar várias conclusões. Alguns grupos concluíram que a lei vem do povo para o povo. Mas calma lá! Em tempos de repressão, de ditadura, quem faz as leis não são as lideranças, os ditadores? As leis vêm de cima para baixo e nesses tempos de repressão "manda quem pode, obedece quem tem juízo", certo?

Outros grupos concluíram que a lei vem do Estado. Porém, na explanação deles parecia que o Estado era um ser animado, mágico e intocável. O Estado somos nós, nós somos a nação. O nosso Estado é formado por pessoas, somos seres humanos comuns, que nós elegemos e colocamos no poder . Devemos ressaltar que qualquer um de nós pode se candidatar a esses cargos.

Voltando a Karl Marx, teve um grupo que o citou para defender uma sociedade sem regras. Humildemente discordei, pois Marx era defensor da ditadura do proletariado, assunto bastante explorado por ele em seus livros. Ou seja, ditadura tem regras e por sinal, bastante rígidas.

Os jovens querem expressar suas idéias
O debate teve que ser interrompido porque os trabalhos deveriam começar. Havia um cronograma a ser cumprido. Porém, aquela experiência ficou com gostinho de “quero mais” em cada um de nós.. Com certeza nos fez pensar em refletir em cada frase, em cada palavra, em cada divergência, em cada sentimento que foi dedicado ali. Mais do que apenas debater, serviu como estopim para uma grande reflexão conjunta. Assunto que foi e vai continuar aparecendo na roda de conversa entre nós.

A “roda da cultura” chega a Nova Iguaçu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário