quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A mãe de Wendell Vitor

Naty, Natália, Espivitada, Responsável, Produtora!
por Mariane Dias [admiradora e amiga de Natália Ferreira]

Escorpiana, essa tal menininha é das que mais me encatam em nossa equipe de Jovens Repórteres. Ela, que é de vida boa e mole, de mente boa e até mesmo a garota certa pra assumir uma certa 'produção', sempre necessária em nossas reuniões, em nosso espaço, a cada evento, a cada reportagem. Sempre rolam aquelas ligações de avisos importantíssimas e é ela que sempre tá lá, esquentando a orelha e sempre atenta.

Moradora de Comendador Soares, Natália Ferreira é uma mulher de olhos castanhos, cabelinhos enroladinhos, um sorriso que parece grudado no seu rosto bochechudo. Ela está sempre nos dando uma moral. Faça ou faça sol, ela está de bom astral.

Poderia escrever sobre toda a galerinha que hoje separou seu horariozinho debaixo de chuva pra nos encontrarmos e falar sobre história de nossos pais, mães, e até mesmo de nós. Mas resolvi falar da mãe de Wendel Vitor, hoje com 4 anos de idade, sua maior preocupação e destino de quase toda a graninha que recebemos todo mês. Também é nele que deposita os sonhos que com certeza teve ao longo do seu complicado caminho.

Para garantir a escola do filho, ela entregou panfletos no Centro de Nova Iguaçu e carregou bandeiras de lançamentos imoboliários até entrar em nossa equipe. Tentou fazer as três coisas ao mesmo tempo, mas, apesar da força, da vontade e do sonho, teve que abrir mão das outras batalhas.

Para Natália, o sorrir de cada dia é o que mais importa. Muito mesmo! Há um tempinho, quando conheci ela bela menina, confesso que tinha um outro olhar por ela. Ela chegava sempre afoita pelas escadas de nosso prédio, sempre falando alto. Lembro que Rafael Soares, o nosso Nike conhecido, me disse que por trás daquela menina mulher havia uma pessoa muito tímida, esforçada e com muitos sonhos.

A cada dia, alguns esporros necessários, eu via que ela estava mudando, estava ficando centrada, comportada. Nike sempre me falava que ela só precisava de oportunidades ou até mesmo um certo empurrão, para enxergar o que tinha pelo caminho dela. Talvez seja por isso que ele virou o chefinho para todos nós. Esse apelido foi Natália quem botou nele.

Sim, me emocionou muito e sempre me emociona cada gesto dela, cada ajuda, mesmo quando não pode. É bonito vê-la chegando de uniforme, pois não tem o dinheiro da passagem. Mas ela sempre está ali e pode crer nos colocando ordem.

Não consigo pensar o que seria de Natália se tivesse um vida mole, se um dia não tivesse entregado panfleto, se um dia não tivesse queimado a pele sob o sol escaldante dos dias em que passou segurando a bandeira dos lançamentos imobiliários da Barra da Tijuca.

Hoje ela é elogiada por Julio Ludemir, nosso chefão. É de dar orgulho pra qualquer um, e uma motivação enorme pra sermos melhores do que já somos.

Das ruas, dos papéis, do filho, das contas a pagar, e sempre um sorriso a sonhar, de uma balada curtir, e de um coração a sentir. Sou tua fã, muié!

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