sexta-feira, 25 de abril de 2008

No escurinho do cinema

Casal de jovens descobre magia do cinema com crianças do Bairro-Escola

Por Natália Ferreira
Imagens - Gabriela Gama

Minha primeira vez no cinema foi maravilhosa. O filme me chamou muito a atenção. Foi o Mutum, de Sandra Kogut. O filme conta a história de um menino que via o mundo de uma maneira diferente e distorcida, pois ele é míope. Mas ele e nós , os expectadores, só descobrimos isso no final.

Bom, voltando ao assunto anterior, minha primeira vez no cinema foi uma experiência muito boa. Gostei muito. Para ser sincera, só não gostei daquela criançada toda. Eles tocaram o maior rebu. Foi difícil prestar atenção na história.

Levei meu ex-marido comigo. Também foi a primeira vez dele. Ele gostou muito, mas ficou um pouco impaciente. Ele diz que não consegue ficar muito tempo parado num lugar só. Mesmo assim, tomou gosto. Disse que vai repetir a dose.

Ana Luísa Martins Costa, a roteirista do filme, estava lá. No fim da sessão, ela disse para a garotada que se inspirou no livro Manoelzão e Miguilim, de Guimarães Rosa. Ela gostou muito do livro e resolveu fazer o filme com sua amiga Sandra Kogut. Sempre que se encontravam, as duas falavam do desejo de adaptar a história de Miguilim para o cinema.

Ela disse que as cenas de que mais gostou foram a do menino tocando a boiada e a do banho do passarinho, onde as crianças faziam um chuveirinho com a boca perto da gaiola. Ela disse também que a cena de que o menino Thiago (o ator principal) mais gostou foi a que ele dava banho na cachorra Rebeca.

Mutum não é como Tropa de elite e Cidade de Deus, que eu assisti no DVD que os meus pais compraram há cerca de um ano. Mutum fala de um outro tipo de Brasil. A gente pensa que o Brasil de Mutum não existe mais, mas ele é tão real quanto as favelas cariocas. Que bom que a Sandra Kogut e a Ana Luísa mostraram esse pedaço do mundo para a gente.

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