segunda-feira, 7 de abril de 2008

Divino e maravilhoso basquete maranhense

Quadra de basquete une Comunidade do Divino
à Vila Nova


Por Maicon Christian Soares da Silva, Bruno Marinho, Pixula Alves,
Marcelle da Fonseca



Um muro invisível separava a comunidade do Divino Espírito Santo do restante da cidade de Nova Iguaçu. Ele foi construído nos fundos do Vasquinho, um clube da Vila Nova que se tornaria um dos cinco parceiros do Bairro-Escola naquela área. “Era assim”, explica o segurança Fredson Muniz Mendes. “Vocês não vêm no Divino e nós não vamos aí.”

Essa fronteira começou a ser desbravada em abril de 2007, quando os responsáveis pelas oficinas culturais do Bairro-Escola descobriram um trecho de rua esburacado no qual havia uma perna de três com um aro no topo. Era a chamada quadra do Divino, freqüentada pela juventude interessada na cultura hip hop principalmente nas noites de segunda e sexta-feira. “Faz parte da filosofia do Bairro-Escola descobrir e potencializar os personagens e as características culturais de cada lugar”, diz Rômulo Sales, coordenador das oficinas culturais do programa.

Coerente com essa filosofia de trabalho, o Bairro-Escola convergiu diversas ações para a quadra. “A comunidade virou o centro de tudo”, diz Fredson, que no passado sentia vergonha de morar em uma área vista como uma favela habitada por “ladrões e maconheiros”. O sentimento de inferioridade não resistiu às obras que nivelaram o piso, iluminaram a área e grafitaram as paredes em torno da quadra, além de pintar a fachada de todas as casas do Divino. “Hoje até os estudantes da Estácio de Sá cortam caminho por aqui.”

E é por isso que a Capistrano de Abreu está se preparando para um passo impensável até a implantação do programa. “Estamos só esperando o calor amainar”, conta Adriana, “para organizar atividades esportivas na quadra do Divino.”

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