quarta-feira, 2 de abril de 2008

Educação em reforma

Aulas do Grama continuam mesmo com escola fechada para reformas
Por Robert Fernandes, Maicon Christian, Camila Ellen
Fotos - Mariane Dias
Uma escola tradicional interromperia as aulas se precisasse passar por reformas. Mas os 650 alunos da Escola Municipal Darcy Ribeiro, onde o programa Bairro-Escola foi implantado no fim do ano letivo de 2006, não perderam um só dia de aula quando começaram as obras que permitiriam que a principal escola pública do bairro da Grama abrigasse um maior número de crianças. “Não parou nem o horário integral”, diz Rosane Viana, coordenadora do horário integral da escola.

A Igreja Nossa Senhora Aparecida é uma das parceiras que acolheram os estudantes da pré-escola à quarta série do Ensino Fundamental. Rosineide de Freitas Oliveira, coordenadora geral da Darcy Ribeiro, costurou parcerias com um armarinho, um salão de festas e até mesmo com uma instituição particular de ensino do bairro. “Hoje, quando as crianças demoram a chegar nos parceiros, eles nos ligam querendo saber o porquê”, afirma Rosa Viana.

As obras deviam ter acabado antes do reinício das aulas, mas já é possível ver as cores e as formas modernas da nova fachada. “Os alunos estão curiosos”, diz a mesma Rosana. “Toda hora eles vêm aqui me perguntar quando começarão a estudar nas salas reformadas.”

“Muitas mães começaram ou voltaram a trabalhar porque passaram a ter onde deixar os filhos”, diz Rosineide. Esse processo de libertação está sendo estudado pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo do estudo é calcular o impacto na renda das famílias que deixam os filhos em período integral nas escolas.

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