terça-feira, 12 de maio de 2009

Pai voluntário

Professor de artes marciais do Escola Aberta auxila na Oficina de Horta
por Nany Rabello

O professor de artes marciais e defesa pessoal Roberto Alvez, 36 anos, chegou à Escola Municipal Rubens Falcão para das aulas nas manhãs de sábado pelo programa Escola Aberta. Mas esse morador do Bandeirantes ficou tão encantado com a experiência com o colégio de Santa Eugênio, para o qual sempre vai de bicicleta, que cavou um lugar no projeto das mães voluntárias.


Betão, como é conhecido por seus alunos, auxilia na Oficina de Horta, a pedido da diretora do colégio, e diz que gosta muito. “Eu gosto é disso, mexer com a terra, plantar, é muito bom.” As crianças adoram a oficina de horta porque têm a possibilidade de lidar com a terra, se sujando, utilizando as ferramentas e aprendendo sobre o que comem.

“As crianças ficam orgulhosas do jeito que plantam, saem daqui falando do que fizeram, mas depois que vão embora eu vou lá e dou uma 'ajeitadinha', pra ficar direito”, comenta. Ele não gosta de ajeitar as plantas na frente das crianças, para não desestimulá-las. “Elas podem ficar envergonhadas e até perder a vontade de ir para a oficina.”

Para controlar as crianças, há um “cantinho do castigo” na secretaria, para onde Betão leva algumas crianças frequentemente. “A vontade de plantar é muito grande!”, brinca ele.

Além de passar a semana na horta, auxiliando a oficineira, nas manhãs de sábado e de domingo Betão tem mais duas turmas. De 9 às 11 horas da manhã, há uma aula de kick-boxing e a partir das 11 horas uma turma só de mulheres para aula de defesa pessoal. “Como as meninas ficam envergonhadas de treinar junto com os meninos, há uma turma só pra elas.”

Os pais das crianças o procuram para saber o que o filho aprendeu, se gostou, como se comportou, e ficam felizes com o resultado. “A hora que o filho poderia estar na rua aprontando, ele está aqui aprendendo algo de bom.” O próprio Roberto tem 2 filhos na escola e fica muito feliz em ver o aprendizado deles com o projeto. Até em feriados Roberto vai à escola para continuar cuidando do jardim, e confessa que ficaria chateado se saísse da oficina de horta. “Tudo que eu faço, faço com orgulho. Tento fazer o meu melhor para ficar tudo bonito e bem feito.”

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