segunda-feira, 14 de julho de 2008

Bom Pra Chuchu

Rua do Chuchu reúne diversas tribos em Austin

Por Sheila Loureiro e Flávia Fereira
Fotos: Narizinho


Sexta-feira feira é um dia especial na Rua do Chuchu. Essa rua fica no centro de Austin, um bairro de nova Iguaçu. Ela é famosa por seus badalados fins de semana, principalmente na sexta-feira. Muitos jovens, adolescentes e crianças lotam a rua para comer, beber e dançar.

Sueli Álvares é exemplo disso. Moradora de Austin há seis anos, ela pode ser encontrada quase todos os fins de semana na Rua do Chuchu. "Quando a festa começa, as pessoas ligam o som na alturas. Uns botam rock, outros pagode e mais à frente quem domina é o funk. Assim, fica tudo de bom."

Ela gosta muito de beber uma cervejinha e, por conta disso, começa a noite pela lanchonete Central. Logo depois, faz uma paradinha no Bar do Pagode para dançar um pouco, já que lá toca vários ritmos. Mas nem tudo são flores na Rua do Chuchu. "As pessoas não sabem curtir", queixa-se ela. "Ficam brigando, pedindo para tirar as musicas de rock."

Samba rock

"Os fins de semana na Rua do Chuchu são a maior curtição", diz Beth, de 21 anos. "Muito barulho, muito gatinho, muita gente." Mas, além de tudo isso, Beth gosta de beber no bar onde rola um pagodinho em todos os finais de semana. "Todo fim de semana estou na Rua do Chuchu", confirma.

Porém, não é só atrás do pagode que Beth vai. "Freqüento, também, o Bar do Devanir", revela. O Bar do Devanir é conhecido pelos freqüentadores, mas não por seu nome, e sim por ser o point do rock em Austin. "Neste bar, conheci um garoto muito maneiro, que usava aquela roupa toda preta, cheio de pulseiras e olhos pintados", descreve ela. Ela não se importa com todas essas características. "O que vale é a intenção. Não é porque ele se veste assim que vou julgá-lo".

E no maior clima de descontração, Beth ainda bebeu um copinho com o garoto e curtiu o resto da noite. E como prova de que na Rua do Chuchu o preconceito não tem vez, Beth revela um segredo. "No final da noite de sexta-feira, acabei ficando com o garoto", sussurra.

Ramon é um dos tantos apaixonados e fanáticos por rock que freqüentam a Rua do Chuchu. "Rock é a minha curtição. Por isso, em todos os fins de semana, estou firme e forte aqui na rua", diz ele. Segundo Ramon, ele e seus amigos não seriam nada sem o Bar do Devanir. "Não sou contra os demais ritmos, mas tenho que admitir que o bar do rock é o melhor da Rua do Chuchu". No bar do rock não costuma rolar briga, "por isso é tão cheio assim", explica Ramon.

Aconteça o que acontecer

Eva Magalhães também freqüenta a Rua do Chuchu nos fins de semana. "O bom é que moro perto, no bairro da Mariléia", diz Eva. Todos os fins de semana ela está na famosa rua, dançando funk, pagode e até forró. Enfim, tudo o que a rua tem para oferecer.

Mesmo com todas as opções de lazer da Rua do Chuchu, Eva não gosta da banda de rock que fica no fim da rua. "Não tenho nada contra, cada um com seu cada um".

Ela conhece todos os points da rua, como o Bar do Devanir (o bar do rock), e a lanchonete Escaly, onde rola o pagode. Eva só reclama das pessoas que brigam por pequenas coisas. "Brigam por causa da equipe de som ou por causa da música. Cada um quer escutar uma coisa", explica.

Beth não tem papa na língua nem mesmo quando o assunto é polêmico. A freqüentadora conta que algumas mulheres chegam a sair escondidas de seus maridos. "O marido que descobre, até bate na esposa", fofoca. No entanto, mesmo presenciando coisas que desaprova, Beth continua freqüentando o lugar. "Lá é bem movimentado, adoro a Lanchonete Central, o Bar do Rock, o Bar do Pagode. É uma diversão para quem curte Austin", disse ela, valorizando o local.

Amor e ódio

"Gosto de ver as pessoas felizes, independente do tipo de música", diz o comerciante Henrique, dono da Lanchonete Escaly. Ele colocou música no bar com a intenção de divertir as pessoas, mas, segundo ele, tem gente que não sabe o que é diversão. "Só buscam confusão, esquecendo do resto". A Escaly é tudo na vida de Henrique, tanto que ele abre seu coração, quando o seu bar é o assunto. "Sou apaixonado por tudo isso, pois aqui vivi e vivo minha vida", emociona-se.

Renata mora, uma amante do pagode, está todas as sextas-feiras na Rua do Chuchu. Ela conhece moradores de Austin que, por não gostarem da Rua do Chuchu, acabam desencorajando outras pessoas a conhecer o local. Ela cita o exemplo da mãe de uma amiga sua: "Ela quase não deixa minha colega sair para curtir a Rua do Chuchu". Mas Renata não vê nada de mais em curtir a rua. "O que seria da gente sem a Rua do Chuchu?", pergunta.

Um comentário:

  1. muito bom rua do chuchu quem tocava la na equipe de som na rua era leyzinho dj falecido.ricardinho dj.betinho dj CEZAR DJ SCORPIUS DISCO.GRAU DE AUSTIN GRANDE BAILE

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