segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Força da comunidade
















Leão de Iguaçu quer se aproximar da comunidade para chegar ao Grupo Especial
por Leonardo de Oliveira e Lucas Lima

O carnaval de Nova Iguaçu possui o segundo maior desfile de escolas de samba do estado do Rio de Janeiro. São nada menos que 17 escolas desfilando na avenida improvisada no Centro da cidade. Duas delas participam também do desfile do grupo 3, na Estrada Intendente Magalhães: a Leão de Nova Iguaçu e a Imperial de Morro Agudo.

O Grêmio Recreativo Escola de Samba (GRES) Leão de Nova Iguaçu, cuja sede fica no bairro de Santa Eugênia, foi fundado em 1968. Criado a partir do Bloco Recreativo Leão de Iguaçu, o Leão, assim conhecido popularmente pelos moradores do bairro, foi uma iniciativa de um grupo de jovens que queriam divulgar o carnaval na cidade.

A escola já teve seus dias de glória, desfilando no grupo especial da Sapucaí no ano de 1992. Apesar do apelo popular da homenagem à escritora de novelas Janete Clair, o enredo “O Leão na selva de ilusões” não foi suficiente para garantir a Leão no grupo de elite. Depois de vários vitórias e derrotas, a escola se encontra no grupo Rio de Janeiro 3, o penúltimo grupo de escolas de samba do carnaval carioca.

Falta sequência
A escola continua enfrentando muitos problemas, mas, para a diretoria atual, o grande problema da Leão foi o desligamento do bairro. “A comunidade não acredita mais na Leão”, conta Anderson Miranda, 32 anos, um dos atuais diretores. Esse pensamento encontra eco na diretora do departamento feminino, Sueli Henrique, 63 anos. “A diretoria promete esporte e lazer aos moradores do bairro, mas começam e não dão sequência”, queixa-se a diretora. Outro grande problema encontrado pela escola é a falta de verba e de apoio do governo.

Grande parte de integrantes da escola acredita que a integração escola-moradores trará melhores resultados à agremiação. “Se a diretoria fizer um bom trabalho social, esta ligação pode ser refeita”, afirma o carnavalesco Ivan Carneiro, 62, que pretende se candidatar à presidência da escola nas próximas eleições. “Pretendo levantar a escola fazendo escolinhas de futebol, escolinhas de mestre-sala e porta-bandeiras para crianças”, promete.

A escola já teve grandes nomes do samba dentro do seu grupo de compositores e puxadores, como Dedé da Portela, Dacy da Mangueira e o famoso Neguinho da Beija flor, ex-morador do bairro.

Para Anderson Miranda, a realização do Bloco da Toalha, realizado na própria rua da escola, no ultimo sábado, dia 14, é mostra da reaproximação da escola com a comunidade. “Das 400 camisas disponíveis, 320 já foram vendidas para a participação do bloco”, comemora o diretor. O dinheiro arrecadado com as camisas será revertido na melhoria da quadra, para que a Leão possa atender melhor o bairro.

Neste ano, a agremiação desfila com o enredo “Da pré-história ao carnaval, o leão conta a sua história”. O objetivo da escola é subir para o grupo Rio de Janeiro 2, aproximando-se assim do Grupo Especial.

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