segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

No balanço das férias

Jovens repórteres fazem primeiros balanços de sua participação no Recreio de Férias
texto e fotos por Giuseppe Stéfano e Jéssica de Oliveira

O dia já começou animado na Escola Municipal Marinete C. de Oliveira, em Comendador Soares. Passada a agitação das crianças e dos responsáveis durante a entrega dos uniformes, a equipe dividiu as turmas por idade para dar início a uma semana em que a escola serviria apenas para diversão, mudando a idéia de que escola é somente para estudar.



As crianças foram muito desinibidas para o primeiro dia, pois a maioria já se conhecia. A apresentação foi um pouco diferente; ao invés de cada um falar de si, eles apresentaram o colega ao lado. Sem mais delongas, a brincadeira começou: mímica. O tema era "O que não tem na sua escola, mas você gostaria que tivesse?" As respostas foram unânimes: a criançada sente muita falta de uma biblioteca e uma quadra de esportes. Pela escola ser muito pequena, as atividades esportivas e recreativas aconteceram no CIEP 113, onde eles puderam se soltar e usufruir de brinquedos e jogos ministrados pelos monitores.

Em meio a toda aquela diversão, as crianças aprenderam de forma lúdica a importância de se preservar o meio ambiente, seja em pinturas, músicas, artesanato, palestras e saídas para plantar sementes e mudas na comunidade.


Criança diz cada coisa...
Uma das dinâmicas de grupo foi saber qual foi a coisa mais impressionante que elas viram enquanto caminhavam pelo bairro.

Atropelamentos, cães raivosos e até homens nus foram citados, mas uma história, contada por Ismael Silva, de apenas 9 anos, se destacou. O alagoano que está passando as férias na casa da vó, que mora bem perto da escola, contou que das vezes que ficou de boca aberta, a maioria foi por causa de belas mulheres. "Um dia eu estava jogando bola na rua e de repente passa um linda morena. Eu olhei aquilo tudo e fiquei paralisado com tanta beleza", diz ele, com seu charmoso sotaque que já fez com que muitas "iguaçuaninhas" caíssem de paixão pelo arretado jovem conquistador.

"Tia, eu quero ser Gari". Com certeza, esse é o tipo de coisa que não se escuta todo dia, mas é exatamente isso que Cássia Oliveira, de 7 anos, respondeu ao ser perguntada sobre o que deseja fazer quando crescer. Ela não é a única que diz coisas inusitadas. João Vitor, também de 7 anos, quer ir além. "Tia, quando eu crescer, eu vou ter bastante dinheiro e vou comprar um prédio para as pessoas pobres irem morar sem pagar nada. Assim eles não vão mais ficar nas ruas."

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