sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fábrica de escorpiões
















Carnaval aumenta casos de DST e gravidez precoce

por Juliane Mello

No Carnaval são quatro dias de folia onde tudo é permitido. É uma alegria contagiante em que os jovens caem na folia sem se importar com as conseqüências. O resultado das bebidas e estimulantes usados para aguentar a brincadeira pode ser medido pelo número de pessoas nascidas sob o signo de escorpião.

Foi isso o que aconteceu com Paula, que, apesar dos poucos 14 anos, resolveu “cair na gandaia” sem o consentimento dos pais. Foi então para a casa de uma amiga e, lá, produziu uma fantasia que lhe permitisse chamar a atenção de todos os rapazes presentes no baile.

O resultado superou todas as expectativas da jovem Paula. “Um rapaz mais velho deu em cima de mim e ficamos”, lembra ela. Nove meses depois, ela estava dando à luz a uma linda criancinha. “Sobrou pra minha mãe”, diz Paula, que hoje tem 21 anos, está casada e tem uma outra filha.

Lua-de-mel
Durante a gravidez, ela descobriu ter sido gerada da mesma forma. “Minha mãe me contou que também fui fabricada no carnaval.” Mas embora seus pais estivessem em lua-de-mel, ela não considera o caso deles muito diferente do seu. “No final deu tudo certo, e o resultado está aqui na frente de vocês contando essas histórias.” No entanto, ela tem plena consciência de que aquela gravidez não foi planejada. “Como eu, eles estão felizes com o resultado daquela noite de carnaval.”

Há dois carnavais, Juliana era uma jovem razoavelmente experiente, que já mantinha relações sexuais com o namorado e sempre de camisinha. Mas o excesso de álcool fez com que não tomasse as devidas precauções e nove meses depois ela estava aumentando as estatísticas dos filhos do carnaval. “Não me arrependo de ter tido a minha filha”, conta ela, que hoje tem 21 anos e está noiva. “Só acho que isso não poderia ter acontecido naquele momento.”

As longas horas de ócio da gravidez permitiram que revissem suas vidas e hoje gostariam de alertar os pais, pedindo para que conversassem mais com os seus filhos. “Eles não podem ir para o carnaval sem entender os riscos do álcool e do sexo sem camisinha”, diz Juliana. Paula aconselha os jovens a darem mais ouvido aos pais, como ela própria acha que devia ter feito com os seus. “Usem camisinha sempre, independentemente de ser namorado ou marido.”

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