terça-feira, 17 de junho de 2008

A multiplicação do amor

Festa de Santo Antônio atrai multidão em Nova Iguaçu.
Texto e fotos por Bruno Marinho Loura e Marcelle da Fonseca

Santo Antônio inaugura as festas juninas em todo Brasil. Aqui em Nova Iguaçu ele tem um título mais que especial. É o padroeiro de nossa cidade e tem uma festa reconhecida por todos como a maior da Baixada Fluminense. A prefeitura fechou a Av. Avenida Marechal Floriano Peixoto entre a rua Dom Walmor e a Praça da Liberdade, fechando quase dois quilômetros durante quatro dias para que o santo casamenteiro fosse comemorado.

Na sexta-feira, dia de Santo Antônio, a Diocese e o Município de Nova Iguaçu amanheceram em festa. O altar da Catedral de Santo Antônio de Jacutinga, no Centro, havia sido adornado com muitas flores amarelas, vermelhas e brancas. Mesmo sendo uma sexta-feira 13, os católicos dos seis municípios da Baixada não se mostraram supersticiosos e aos poucos foram lotando a Catedral. Dirigiam-se e amontoavam-se à frente da imagem do santo, onde faziam seus pedidos: “Pedi a ele para que intercedesse junto a Deus pelos casamentos e noivados, pois está havendo muitos divórcios”, disse a dona de casa Nayane Couto, 34 anos.

A missa foi presidida pelo bispo diocesano Dom Luciano Bergamin, que em sua homilia ressaltou a campanha da fraternidade 2008, “Fraternidade e defesa da vida”. Ele também pediu ao santo para que abençoe as famílias e as ilumine na ora de votar. A celebração Eucarística foi co-presidida por dezenas de padres e diáconos. Também marcaram presença o prefeito da cidade, Lindberg Farias, autoridades militares e o deputado federal Nelson Bornier.

Pão na mesa

A missa foi concluída com a tradicional benção dos pães, uma homenagem ao fato de Santo Antônio distribuir esse tipo de alimento para as famílias pobres de Pádua e Lisboa. De acordo com a lenda cristã, não faltará pão na mesa de quem guardar um pão dentro de uma lata de mantimento. Há quem diga que o pão não mofa, mantendo suas propriedades durante um ano.

A procissão saiu em seguida, arrastando uma multidão pelas ruas do Centro. Por onde passava, o padre Geraldo Magalhães, pároco da Catedral, aspergia água benta sobre os fiéis, as barraquinhas e as lojas comerciais.

Festa do Oi

A festa, conhecida como a "festa do vai e vem" ou "festa do oi", também fez jus à tradição. A festa ganhou esse apelido por causa da multidão que se espreme na Avenida Marechal Floriano Peixoto. De um lado, forma-se uma fila que vai e, do outro, uma que vem. E nesse movimento, as pessoas mal têm tempo de cumprimentar os muitos conhecidos que vão encontrando: "oi, oi, oi."

Nesse vai-e-vem, as pessoas encontram várias barraquinhas de sopa, milho, cachorro-quente, hambúrguer, churrasquinho e artigos religiosos, como terços, medalhas, camisetas e fitinhas de Santo Antônio. Também há barraquinhas de artesanato e bebida. Mas o item mais vendido na festa é a cocada. Elas são oferecidos em pelo menos 20 barracas, nos mais variados sabores.


Depois das barraquinhas, as pessoas dançam, sambam, cantam e rebolam até o chão ao som dos grupos de pagode, funk e axé que se revezam no palanque. Nas mesas da Praça da Liberdade, a multidão bebe, come e gargalha.




O milagre do amor

Parte da multidão foi para a festa agradecer a graça concedida pelo santo casamenteiro. Esse foi o caso de Lidiane dos Santos Silva, que há dois anos vai à festa agradecer por ter conseguido o atual namorado. Não é diferente com Luciene Almeida Faria: “Eu agradeço muito a Deus e ao santinho, pois eu não conseguia namorado. Depois que pedi muito a Deus e tive fé na intercessão de Santo Antônio, consegui um ótimo namorado que mais tarde se tornou meu marido e no dia 13 de junho deste ano completamos 10 anos juntos”, disse ela.

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