quarta-feira, 14 de maio de 2008

Amor voluntário

A felicidade alheia também traz felicidade.

Por Letícia da Rocha e Pixula Nunes

Mary Lucy Mendes da Costa Barreto, 48 anos, decidiu dar um rumo diferente a sua vida. Formada em magistério, Mary nunca exerceu a profissão, mas sentia falta de trabalhar. Então, em maio de 2004, com a ajuda do antigo diretor do Instituto de Educação Rangel Pestana, Wilson José da Silva, transformou uma pequena sala abandonada em sala de leitura.

Mary, que é a primeira voluntária da escola, diz sentir um prazer inexplicável ao realizar seu trabalho. Tem os alunos como filhos e os trata como tal. "Se eu tiver que chamar a atenção, eu chamo", diz Mary.

O início não foi nada fácil, no entanto. "A atual sala de leitura era uma sala suja e com muita teia de aranha. Então, limpei e transformei a pequena sala. Hoje, a sala tem cerca da 2 mil livros, televisão e até vídeo". A sala de leitura é freqüentada por alunos de todos os turnos, desde crianças até adultos, que sempre ficam chateados quando vêem a porta fechada. A única ajuda que a sala de leitura recebe é o apoio da família e, às vezes, alguns livros.

Há três anos Mary tem uma parceria com a entidade ambientalista Onda Verde, situada em Tinguá. Mediante o agendamento de um ônibus disponibilizado pela ONG, os alunos do instituto visitam a instituição algumas no ano.

Para aqueles que acham que dinheiro é tudo, Mary mostra que a felicidade alheia também traz felicidade.

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