quarta-feira, 15 de abril de 2009

Entre sapos e pavões


por Leandro Furtado

A estudante de história Vanessa Coelho, 21 anos, deve passar a maior parte da sua vida dentro de um ônibus. Mora em Seropédica, estuda na UFRRJ, faz um estágio em Campo Alegre e agora está no Bairro-Escola.

É a primeira vez que trabalha com crianças, mas acredita em inspiração na hora de aplicar sua oficina. “Eles gostam muito do que faço, eu tenho total liberdade, e as crianças são ótimas.”

Ela escolheu um lugar onde quase ninguém quis trabalhar por ser de difícil acesso, mas onde as crianças são muito livres. “Elas não têm muitos preconceitos, nem muita noção de limite espacial.”

Essa nova realidade ficou marcada para ela no dia em que viu as crianças correndo atrás de um pavão, que levaram na maior algazarra para dentro da sala. “Você vê que é um modelo de escola diferente”, conta Vanessa Coelho. “Imagina, eu vou estar num lugar cheio de grama, falando de cultura e de repente pula um sapo. Vai ser uma loucura”.

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