
174 faz escala em Botafogo antes de última parada em Hollywood
Por Flavia Ferreira
O mais novo filme brasileiro a desfilar na passarela do Oscar é o "Última parada 174". A pré-estréia do filme aconteceu na sala 6 do Unibanco Arteplex, na praia de Botafogo. A história de um menino de rua que vivenciou dois grandes episódios drásticos da sociedade carioca é o ponto de partida do filme. O primeiro episódio foi a chacina da Candelária, da qual escapou por milagre. Seu envolvimento com as drogas, reforçado por uma crise de ciúme, fizeram dele o protagonista do seqüestro mais famoso do milênio.
O seqüestro ficou conhecido por ocupar os horários da TV por quase cinco horas no ano dia dos namorados de 2000. "Nossa idéia era contar essa história na ficção, porque a realidade está absurda, maluca e difícil de entender. Por isso, precisamos da ficção para interpretar a realidade", contou o diretor Bruno Barreto.


Ao contrário de seus colegas de filmagem, Marcelo Mello nunca pensou em ser ator, mas sempre aproveitou as oportunidades que a vida lhe deu. "As oportunidades são pequenas, mas, se você se esforçar e correr atrás, elas são possíveis", acredita ele. Antes de chegar às telas do cinema, Marcelo passou por Austin, bairro de Nova Iguaçu, e Vidigal, na Zona Sul do Rio. Segundo ele, o fato de vir de uma comunidade carente torna tudo mais difícil. "Temos que nos esforçar em dobro, pois é muito difícil achar alguém que te valoriza. As pessoas pensam que o fato de você morar em uma comunidade te torna mais irracional que ela", dispara Marcelo.

As cenas de violência são constantes, mas, para o diretor, há uma grande diferença entre seu filme e 'Cidade de Deus' e 'Tropa de Elite', duas outras obras que marcaram o cinema brasileiro ao mergulhar no drama das favelas cariocas. "'Última parada 174' trata da condição humana e não da condição social do Brasil", difere.
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