terça-feira, 21 de outubro de 2008

As mães não sabem de nada

Jovem repórter só queria curtir, mas terminou dando um furo de reportagem
Por Marcelle Pereira

Creio ser desnecessário dizer que acordei com o galo cantando. Mas, como falo demais, resolvi contar. Como quase toda mulher, levei pelo menos uma hora e meia para me arrumar, além daqueles tão conhecidos 15 minutinhos (que se prolongam por quase meia hora) para levantar da cama. Depois foi sair de casa e pegar o ônibus, até chegar ao centro de Nova Iguaçu. Ah, esqueci de dizer que moro em Miguel Couto, e levo uns 40 minutinhos de ônibus em trânsito moderado.

Depois de chegar a Nova Iguaçu, me encontrei com a galera da Agência em frente ao Pólo Gastronômico, que fica próximo ao Colégio João Luis do Nascimento, beirando a Via Light. Desde esse momento, já estávamos em ritmo frenético e ansiosos para chegar, e assistir ao filme tãocomentado.

A viagem foi demais: curtimos no ônibus, brincamos com todos motoristas dos carros que passavam pela Dutra e Avenida Brasil. O que mais nos chamou atenção foi o motorista do caminhão da Kibon. Não havia um momento em que ele não buzinasse ou acenasse para a turma. Além disso, lembro de um tricolor que estava num carro de passeio indo para praia, que insistentemente nos convidava para ir junto com ele.

Ficamos eu, Flávia Sá, Mariane Dias, Camila Elen, Aline Marques e Bruno Marinho em toda a viagem brincando com os motoristas, fossem da PM, Aeronáutica ou Marinha. Quando finalmente chegamos a Botafogo, passamos a fazer o tipo sério e compenetrado, “menininha bem comportada”.

Chegamos com o filme já iniciado, e mesmo assim não deixamos nada do filme passar desapercebido.

O elenco do filme, junto com a maravilhosa direção, fizeram de tudo que vimos um espetáculo sem igual e quase indescritível. Curioso foi o fato da mãe de a atriz Gabriela Luiz (Soninha) não saber que ela fez o papel de uma prostituta no filme, segundo relato em off que tivemos na entrada do cinema.

Também sortearam uma camisa do ICA (Instituto de Cultura e Arte). Camila Elen e eu fomos sorteadas com a camisa grafitada na hora com a sigla.

O filme foi demais, as pessoas presentes ficaram, sem exceção, emocionadas. Tudo acontecendo num ambiente de reflexão, diversão, informação e descontração, como não podia faltar. Nossa vinda foi a mais comum possível, voltamos com um pouco de cansaço, afinal, gastamos quase toda energia na ida, mas valeu a pena.

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