quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Unidos para mudar

Seminário na CDL demonstra que várias cabeças pensam melhor que uma
Por Bruno Marinho
Os representantes das coordenadorias e secretarias de Participação Popular, da Infância e Juventude, Valorização da vida e Prevenção da Violência, Meio-Ambiente e Projetos Urbanos, se reuniram no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas, no dia 5 de novembro, para refletir sobre a atuação das mesmas dentro do Bairro-Escola, um projeto do governo Lindberg Farias que integra a escola ao bairro para que as crianças tenham, além do horário integral, atividades extracurriculares dentro do sua comunidade com a ajuda dos moradores.
No início da palestra a coordenadora geral do Bairro-Escola, Maria Antônia Goulart, fez a apresentação e o direcionamento do seminário.

- Vamos produzir um olhar coletivo de tudo que estamos fazendo, ler o conjunto de ações das secretárias e juntar as experiências em uma ação com todas as coordenadorias- disse ela.

Os principais problemas apontados pelos participantes foram: a falta de comunicação entre secretarias do Bairro-Escola, os espaços para as atividades e os colaboradores. Contudo, houve o levantamento dos grupos atuantes como: os ComVidas, o GRAAL, Escola Aberta ,áreas de esportes em clubes esportivos, aulas de basquete e outras melhorias na estética, iluminação e pavimentação do bairro.
No final do seminário foi apresentada a Escola Agência de Comunicação do Bairro-Escola, que vem para fazer a ligação entre as coordenadorias e secretarias do projeto, além de repercutir as ações que ocorrem na cidade.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Do Méier para o MUNDO

Dj Marlboro agita a festa de encerramento do Projeto Juventude Cidadã

Por Brenno Stock
Fernando Luiz Mattos da Matta, popularmente conhecido como DJ Marlboro, é o pai do funk carioca. Além de Dj, também é escritor nas horas vagas e produtor fonográfico. O funk que antes era coisa de "preto e favelado", vem animando festas de elite hoje em dia.

Numa entrevista exclusiva ao JOVEM REPÓRTER, ele nos mostra que o sucesso de 24 anos de carreira não subiu à cabeça. Malboro falou da sua empreitada internacional e como a mídia tem repercutido o funk e seu trabalho. Antenado, o dj vem dominando as rádios e várias ferramentas da internet como o MYSPACE, FOTOLOG, LAST.FM e comunidades do orkut. O DJ tocou na festa de encerramento do Projeto Juventude Cidadã promovido pela Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu. A festa? Bombou, é claro!

Jovem Reporter: Quando começou sua ligação com o funk?
Marlboro:
Comecei em 77, sou DJ há 30 anos, faço baile e toco funk. Eu sempre toquei Black Music, sempre toquei música negra. A Tendência na época era até mesmo internacional. O funk nacional não existia naquela época, só o internacional. E em 88, o Hermano Vianna fez a uma tese de mestrado que acabou virando um livro chamado “O Baile Funk Carioca”, daí eu ganhei uma bateria eletrônica e eu mesmo comecei a fazer as letras de funk, a formular as músicas e inventar os artistas, meu primeiro show foi em 89.

JR: E o que mudou de lá pra cá?
M: O funk ganhou cada vez mais originalidade, mais autenticidade, cada vez mais ficou desligado da coisa da origem internacional e ficou mais nacionalista, misturado com forró, com pagode e com axé. Cada vez mais ficou como uma coisa brasileira.

JR: E por que o funk carioca é tão original?
M: Porque o funk que se faz no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, não se faz em nenhum outro lugar do mundo. Essa originalidade se dá em virtude da galera, dos DJ’s dos MC’s. Há um tempo atrás era discriminado, as pessoas não davam nem um “alô” e até chamavam a música de marginal e desclassificada - até porque o funk é representado por uma população carente, que já era marginalizada. Hoje o funk dominou o mundo inteiro: Japão, Estados Unidos, Europa. Antes as pessoas falavam assim:
- Caramba! E a gente pensou que não ia chegar em lugar nenhum.
Agora está aí, conquistando o mundo.

JR: Como a mídia vem mostrando o funk?
M: De todas as formas. Graças a Deus parou a perseguição, de que tudo de ruim que acontecia na cidade era culpa do funk.
- Houve um arrastão ali.
- A culpa é do funk.
- Quebra-quebra não sei aonde.
- A culpa é do funk.
Quer dizer, pararam com isso, mas ainda continua com a discriminação de alguma forma. De algum otário, de alguma autoridade que não conhece o funk e que fica perseguindo, proibindo ou coibindo o funk.

JR: Depois de produzir a cantora M.I.A., do Sri Lanka, você está produzindo algum outro artista internacional?
M: Eles estão sempre se apropriando do funk. Tem vários artistas internacionais que estão pegando a batida do funk e fazendo produção, pegando as coisas daqui e começando a fundir com outras. Fico muito feliz por hoje estar sendo copiado por artistas internacionais, eu não imaginava que isso pudesse acontecer. Imaginava que o funk fosse conquistar seu espaço, o respeito da mídia e da população, e eu não ia ver isso. Imaginei que isso só fosse acontecer quando eu já estivesse morto ou aposentado, bem velhinho. Mas graças a Deus vi isso em vida.

JR: Quais são os novos nomes do funk para 2008?
M: Tem muita gente, tem o Jamay, Vinny e Will, Mayara, tem vários . O funk é um grande caldeirão de novidades.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sorria Bairro-Escola

Programa de saúde bucal investe na educação contra cáries

Por Flávia Ferreira

A saúde bucal é um dos problemas que mais preocupam a humanidade, ir ao dentista pode não ser a coisa mais agradável, porém é necessário. Segundo pesquisas, as crianças de até 3 anos de idade possuem, em média, pelo menos um dente com cárie. Quando a idade é de 5 anos esta média aumenta para três dentes cariados por criança.

O projeto Sorria Bairro-Escola é um projeto pioneiro na Baixada Fluminense, onde todas as crianças matriculadas nas creches municipais receberão, durante um ano e meio, instruções sobre como cuidar de sua saúde bucal. Nessa ação serão distribuídos três mil kits contendo: escova de dente, pasta de dente e fio dental. As crianças contempladas pelo programa terão seus dentes tratados nas próprias creches com uma técnica que dispensa o uso do temido motorzinho. Essa técnica trata dos casos de cárie dentária, principalmente em estágio inicial.

- O projeto veio para fazer com que as crianças tenham habito da escovação e que aprendendo isto na escola, obviamente o fará em casa. A promoção deste projeto é um meio de dizer que a educação se faz com saúde e a saúde com educação - disse Marli Freitas, secretária de saúde do municipio de Nova Iguaçu.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Da-lhe altitude!

Voar não é tão fácil como parece

Flávia Ferreira

Na Serra do Vulcão, também conhecida como Serra de Madureira, existem várias trilhas que atraem adeptos de esportes radicais. Há duas rampas para a prática de parapente e asa delta localizadas a 600m de altura, onde se pode chegar de carro ou gaiola – carro de madeira que utiliza motor de fusca. Para chegar até a rampa basta usar o acesso em frente à Universidade Iguaçu (UNIG) ou ao lado da fábrica de cosméticos Embeleze.

Foi por esse caminho que subimos, a pé, até a rampa de salto. Lá do alto é possível ter uma vista panorâmica da cidade e de vários outros pontos do Rio, como o Cristo redentor, Serra de tinguá, a praia da Barra e parte de Campo Grande. Abaixo, segue a entrevista que fizemos nas alturas com o instrutor de vôo livre Damião.


Há quanto tempo trabalha no esporte? Ele é muito praticado?
Trabalho há dois anos. É muito. Mas a melhor época para o vôo é o verão.

A Serra do Vulcão é um bom ponto para vôo?
Sim. Tem quadrante norte, o que proporciona uma excelente decolagem.

Quais as maiores dificuldades em um vôo?
Vento, o medo de decolar, falta e treino.

Quais os pontos turísticos daqui?
As trilhas, as matas, as rampas, o monte céu aberto, a cara do leão, entre outros.

Você indica os jovens a praticarem?
A prática é boa, a questão é respeitar o vento e saber quando decolar.

Jorge Vercilo ao vivo

Jorge Vercilo estará em Nova Iguaçu em única apresentação
O cantor se apresenta no dia 5 de outubro às 23hrs, na casa de show Rio Sampa, tocando seus novos e antigos sucessos, entre eles, "Que nem maré", "Fênix" e "Homem-aranha".

Esse grande compositor brasileiro traz para Nova Iguaçu seu já consagrado show do álbum "Jorge Vercilo ao vivo". O evento ainda conta com a participação dos melhores DJ's do Rio para agitar antes e depois da festa.

Clique aqui para mais informações do evento.

Universidade Pública em Nova Iguaçu

Moradores de Nova Iguaçu têm a oportunidade de ingressar em universidades federais e estaduais.
Bruno Marinho

O Iguaçuano recebe um grande presente, a Universidade Federal Rural chegou à Nova Iguaçu. O prédio está em construção no terreno ao lado do Aeroclube, porém, as aulas estão acontecendo no Colégio Municipal Monteiro Lobato, no Centro. Isso só foi possível através de um acordo feito entre o prefeito Lindberg Farias e a secretária municipal de Educação, Marli de Freitas, assinado em Brasília, no dia 14 de novembro de 2005. O convênio com o Ministério da Educação é para a construção do campus avançado da Universidade da Baixada, no município, e vai criar duas mil vagas para alunos. A administração do campus será de responsabilidade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Além da rural, temos em união com a UFRJ o pré-vestibular de Nova Iguaçu, que é um projeto de extensão realizado com a parceria da Universidade com a Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu. Desta forma, constitui-se um trabalho de integração das atividades de ensino, pesquisa e extensão, cujo principal objetivo é ampliar a possibilidade dos jovens de origem popular ingressarem no ensino superior, contribuindo na prática, para a democratização do acesso à universidade pública. São 450 vagas oferecidas para estudantes que comprovem residência na cidade e estejam cursando a terceira série ou tenham concluído o ensino médio.

No Brasil, a taxa de desemprego ainda está alta e com um curso superior as portas se abrem. Aproveite esta oportunidade!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Fernanda Abreu com exclusividade!

“O artista não tem o papel de formar ou transformar como os políticos.”
Flavia Ferreira e Camila Elen

Na semana passada, demos em nosso blog a dica do show da cantora Fernanda Abreu, que rolou no SESC de N.I. Nossa equipe aproveitou e foi conferir. Fernanda cantou as músicas do álbum MTV ao vivo, que balançaram a galera. Mesmo após 25 anos de estrada, ela não perde o pique e o entusiasmo. Dê uma olhadinha na entrevista que ela nos concedeu.

Como é ser Fernanda Abreu?
É fácil. Assim como qualquer outra pessoa, eu tenho responsabilidades, como cuidar de filhos e marido e a parte artística, como compor, gravar videoclipes, realizar shows.

Onde busca inspiração para montar seus espetáculos?
Primeiro surgem às músicas e depois os espetáculos. Inspiro-me em coisas variadas, mas principalmente na observação do dia-a-dia, uma conversa com um amigo, um outdoor, confissões amorosas, a situação do Rio de Janeiro. Busco com poesia falar a realidade.

Você declarou seu amor pelo Rio várias vezes, mas atualmente como você vê o Rio de Janeiro?Precisamos ter consciência se quisermos fazer algo por este estado. Nossa saída não é o aeroporto. É votar nas pessoas certas e cobrar de mesmas, afinal vivemos em uma sociedade e para torná-la mais justa e igual temos que cobrar não só dos nossos dirigentes, mas de todos.

O que você, como formadora de opinião, pode fazer para torna esta sociedade mais justa?
O artista não tem o papel de formar ou transformar como o político, o qual você vota e que cria leis e emendas, entretanto nós temos uma ascendência muito grande perante as pessoas, nesse ponto podemos ser vetores nessa transformação.

Manda um recado para os jovens que querem fazer algo pelo Rio.
Vocês vão herdar o Rio, então, se não fizerem nada vai ficar cada vez pior. A idéia e se conscientizar e tentar ver saídas e soluções. Ter sempre a cabeça no lugar. Contem comigo!

Uma kombi que resiste ao tempo

II IGUACINE Exibido na sessão de homenagens do II Iguacine, 'Marcelo Zona Sul' continua encantando plateias 40 anos depois de sua es...