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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sem destino

Fernando Tinguá promoveu a união entre os motociclistas e os ambientalistas
Por Felipe Rodrigo
Fotos retiradas do site da ong UBEM

A vida de Fernando Fraga Ferreira já deu mais voltas que o seu triciclo – e olhe que aquelas espalhafatosas três rodas já o levaram até a Guiana Francesa. A primeira manobra arriscada desse autodenominado eco-motociclista foi imposta por um funcionário do extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, cujo nome é Márcio Castro das Mercês. "É que ele fechou a serraria que o meu pai tinha em Tinguá", conta ele, que é mais conhecido como Fernando Tinguá. Dez anos depois de ser colocado na rua da amargura com os pais e os cinco irmãos, Fernando Tinguá usou sua impressionante força física para salvar a vida do mesmo Márcio, naquele momento ameaçada por causa de um carregamento de palmito apreendido na mesma Tinguá. “Estavam querendo tacar fogo no carro dele”, lembra Fernando.

Entre esses dois momentos da sua vida sinuosa, Fernando Tinguá viveu todo tipo de aventura: além de trabalhar em uma birosca logo depois de ser expulso de casa, foi agricultor, marinheiro e até mesmo garimpeiro na Serra do Navio, nos confins do Amapá. “Só não entrei para a Legião Estrangeira”, conta ele, “porque não consegui atravessar a fronteira do Amapá.” Foi por não conseguir entrar para a Legião Estrangeira da Guiana Francesa, um exército mercenário que vislumbrou como única possibilidade de sobrevivência quando tinha 14 anos, que entrou na corrida do ouro que atraiu milhares de pessoas para a região amazônica. “Cheguei a ter duas balsas”, revela. No entanto, a atividade que mais o marcou nessa época foi a de segurança dos compradores de ouro.

Bando de maconheiros

A corrida do ouro levou-o a passar dez longos anos sem ver a família. “Eles nem acreditavam que estivesse vivo”, lembra o criador da UBEM, a União Brasileira de Ecologistas e Motociclistas. Como paga ao fato de ter salvado sua vida, Márcio das Mercês apresentou o movimento ecológico a Fernando Tinguá. “Ele era o presidente do Grupo de Defesa da Natureza, uma das primeiras ongs ecológicas do Rio de Janeiro.” Também ajudou a mudar a vida de Fernando Tínguá a participação em um encontro de motociclistas, que até então ele via como um bando de maconheiros. A união do grupo, porém, só reforçou o ideal de proteger o meio ambiente. “Foi por isso que em 2001 criamos a ong UBEM”, lembra Tinguá.

Essa ong tirou amplo proveito do amor à liberdade dos motociclistas, espalhando células da UBEM por onde passavam. “Temos seis células entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo”, contabiliza. Todos os coordenadores dessas células têm, além do escudo no qual uma árvore se funde às rodas de uma motocicleta, o inconfundível visual de metaleiro. Mas ele não se abate quando ouve algum comentário desdenhoso sobre a exagerada estética dos cerca de 3 mil membros da ong de eco-motociclistas. “Esquisitas são as pessoas que destroem o planeta”, protesta Tinguá, com a tranqüilidade de quem já participou de diversas campanhas tanto em defesa da natureza quanto em prol das comunidades carentes, alfabetizando camponeses e distribuindo agasalhos em áreas pobres da Baixada Fluminense.

Árvore de ferro

Um dos símbolos mais expressivos do movimento liderado por Fernando Tinguá está na árvore de ferro, cujas folhas são CDs pendurados, mandada construir em Tinguá em julho de 2001, no início da história da ong. “Ela simboliza a união entre motociclistas, ecologistas e demais grupos ligados à natureza”, afirma o militante, que mora sozinho em um contêiner nas proximidades do Aero-Clube de Nova Iguaçu. Ele também tem a pretensão de mudar a imagem dos motociclistas, até então associada à violência e às drogas dos Hell´s Angels. “Somos contra as drogas”, afirma ele, apesar de o nome oficial da banda de rock da ong ser Santo Dayme, uma religião naturalista cujos rituais fazem amplo uso de uma erva alucinógena.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Nem tudo está perdido

Estudioso do clima mostra que ainda há tempo para impedir o aquecimento global.

Por:Avril Nobre
fotos: retiradas da internet

Professor da USP e diretor do LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica), Pedro Leite da Silva Dias deu uma palestra sobre um dos temas mais candentes da atualidade na SBPC: “Mudanças Climáticas – Como enfrentarmos essas mudanças”. Ao contrário do discurso alarmista veiculado com freqüência na mídia, o professor fez uma leitura otimista e tranqüilizadora do chamado aquecimento global. “Não devemos ver esse problema como uma catástrofe, como o fim do mundo”, disse o pesquisador. “Catástrofe será se ninguém fizer nada.”

Pedro Leite é um dos primeiros estudiosos da questão ambiental no Brasil. “Esse tema me fascina desde os anos 70, quando fazia a minha pós-graduação nos Estados Unidos.” Depois que tomou consciência do problema, o professor vem dedicando um tempo considerável de suas pesquisas a entender melhor os processos associados às mudanças climáticas. Mas ele não se limita a entender o problema. “Faz uns 10 anos que eu também passei a me preocupar com o que fazer.”

Mas antes de partir para a ação, o doutor em ciências atmosféricas pela Universidade do Colorado propôs uma correção conceitual no problema climático. “Todos dizem que o problema é causado pelo "Efeito Estufa”, lembrou. Na verdade, explicou, o problema não é o efeito estufa em si, mas o aumento dele. “Se não fossem o efeito estufa na atmosfera e o papel que é exercido por alguns gases que estão aqui presentes, nós nem estaríamos aqui.” De acordo com o professor da USP, gases como o dióxido de carbono e o vapor d´água funcionam como um vidro, impedindo a saída do calor. “A atmosfera funciona como um cobertor.”

Para os céticos, Pedro Leite lembrou que a Terra foi muito mais quente há 80 milhões de anos. “Nessa época, não existia nem gelo.” É claro que ninguém estava lá, mas a estimativa da temperatura pode ser feita com base no tipo de fauna e flora daquela época. “A formação da Antártica, por exemplo, só se deu há cerca 40 milhões de anos.” As expectativas atuais são de que nos próximos100 anos a temperatura varie de 3 a 5 graus nos cálculos mais otimistas e, nos mais pessimistas, até 8 graus. “Então isso nos devolveria a temperatura que a Terra tinha há milhões”, constatou.

Pedro Leite duvida da eficácia de ações globalizadas como o famoso Protocolo de Kyoto, mas acredita que a humanidade pode aproveitar essas crises ou mudanças forçadas pelo ambiente para mudar várias coisas em nossas vidas. “Se quisermos e nos unirmos, ainda há tempo de mudarmos esse quadro e evitarmos o aquecimento global em estágio mais sério.”

Nesta quinta-feira o SESC tornou-se palco de uma dos maiores reuniões responsável pela popularização, dos conhecimentos científicos e tecnológicos alem de tratar, também de assuntos ambientais, trata-se da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).A SBPC é uma entidade civil, sem fins lucrativos nem cor político-partidária, voltada principalmente para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Todos os anos, ela organiza sua Reunião Anual (atualmente em sua 60ª edição) e, semestralmente, as Reuniões Regionais, realizadas cada vez em um estado diferente.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A transposição X Dom Cappio

STF contraria a vontade de Dom Cappio: obras de transposição do Velho Chico continuarão em janeiro.

Por Bruno Marinho
montagem: Bruno Marinho

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a continuação das obras de transposição do rio São Francisco para levar água, através de bombeamento por canais, a 12 milhões de pessoas que vivem, em estado de miséria, no sertão nordestino. Essa decisão caiu como uma bomba sobre o Bispo de Barra (BA), Dom Luiz Flávio Cappio que, em greve de fome a 23 dias, desmaiou e estava internado na Unidade de tratamento intensivo do hospital Memorial de Petrolina, em Pernambuco. Hoje o Bisto terá alta e irá decidir se continua ou não com seu protesto.

Dom Luiz luta pelo arquivamento do projeto de transposição do rio São Francisco, do governo federal, e a imediata retirada do exército dos eixos Leste e Norte. Segundo Cappio, o projeto causará danos ambientais irreversíveis e que 70% dele será destinado à irrigação e para produtores de camarão e de frutas para exportação. Apenas 5% serão aplicados para a população do sertão do semi-árido, que pagará caro pelo consumo da água.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a greve de fome de Dom Cappio está sendo encarada no Vaticano como problema de Estado envolvendo o Vaticano e o Brasil. falam também da hipótese de Dom Cappio ser afastado de seu bispado em Barra e que o próprio Papa Bento XVI escreveria ao bispo determinando o fim do jejum. Cappio diz que ele extrapolou todos os limites e causou um grande problema a Santa Sé.

“Tu nos indicas o caminho da desobediência civil e da objeção de consciência, que se associa à luta das organizações populares e dos movimentos sociais do Brasil e da Pátria Grande”, diz uma comissão de religiosos em uma carta de soliedariedade enviada ao bispo. Isso afirma a união de alguns grupos da igreja que concordam com Cappio e que todos estão lutando pelo que acreditam e defendem.
O governo afirma que está aberto a sugestões de como melhorar o projeto, mas que não irá se curvar a decisão de um homem.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Ato de cidadania

Moradores de Vila de Cava apostam na reciclagem
Por Marcelo Esteves

A Escola Agência de Comunicação esteve na Igreja de São Pedro, em Vila de Cava, para observar o trabalho de coleta seletiva feito por Isabel Pacífico, Helena Batista e seu Darcid, responsáveis por distribuir informativos pela vizinhança visando incentivar os moradores a juntar garrafas PET, papelão, latinhas de refrigerantes, jornais, revistas e sucata para, tão logo, serem recolhidos. Através do auxílio dos catadores Edemilton, Paulão e Eliazar, eles vão de casa em casa, com o objetivo social de reciclar e manter o bairro de Vila de Cava mais limpo, como também promover outro meio para eles adquirirem algum tipo de renda.

Porém, há sérias dificuldades na locomoção do lixo que será reciclado.

- O nosso triciclo está quebrado. Aí, então, é preciso carregar os sacos de lixo recicláveis nas costas ou arranjar uma bicicleta com baú - comentou dona Isabel.

Outro agravante mencionado naquela tarde foi a desistência de alguns catadores.

- Antes eram mais ou menos 16 catadores, hoje são apenas seis. Muitos sentem vergonha de serem vistos como catadores - conclui Helena.

Seu Darcid ainda realiza a função de revender os materiais já devidamente separados por Helena e Isabel, dividindo as quantias de dinheiro em partes iguais. O grande passo dado por esses cooperadores de Vila de Cava fica claramente registrado na forte disposição de preservar o bairro e a bela natureza da região do, agora rentável, lixo urbano.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Coletivos de meio ambiente

Você sabe como preservar o meio ambiente?
Por Tatiana Sant’Anna e Carolina de Alcantara

É fácil. Basta não jogar metais, papéis, vidros ou qualquer outro material nas ruas, rios e encostas. Sendo assim, você estará colaborando para preservação do meio ambiente. Hoje em dia, muitas pessoas adquirem um bom lucro através desses materiais.

Atualmente, a palavra reciclagem está na boca do povo, porém, pouco se pratica. Foi pensando nisso que surgiram os coletivos de meio ambiente, que são espaços onde os moradores podem trocar opiniões e falar sobre preservação.

É importante a conscientização nos bairros sobre os problemas ambientais que ocorre dentro do município de Nova Iguaçu. A participação da população nos Conselhos Bairro Escola, levando opiniões e sugestões, são essenciais para a solução desses problemas.

O território iguaçuano tem 67% de áreas de preservação ambiental e importantes unidades de conservação criadas por leis federais, estaduais e municipais.
A educação ambiental procura ajudar a população a entender os problemas ambientais do município, levando-as a respeitar e a colaborar na conservação do meio ambiente.

Faça a sua parte!

Coleta Seletiva

Vila de Cava tem coleta seletiva

Por Camila Elen e Flávia Ferreira


Pessoas como Seu Darcídio, Dona Isabel e Ana Clara, ambos motivadores da iniciativa de coleta seletiva em Vila de Cava, uniram-se em grupo de catadores (foto) para recolher materiais recicláveis, já separados, na comunidade. A idéia central é conscientizar e melhorar o meio ambiente com o esforço direto das pessoas do bairro.

Segundo Seu Darcídio, "não existe um dono, não somos nem um pouquinho capitalistas. Não importa o que o indivíduo tem ou o que o cara é, visamos o ser humano. Tudo é decidido em grupo, sempre em grupo". Através de pequenos avisos as pessoas ficam sabendo da ação, então, separam o lixo reciclável do não reciclável, guardam e esperam os coletores em suas casas.
Hoje, 60 casas colaboram com a coleta, e o mais surpreendente é que pessoas de outras localidades também colaboram. Atualmente dez famílias do bairro tiram seu sustento com a reciclagem dos resíduos, mostrando as inúmeras possibilidades que o lixo traz e que, através da RECICLAGEM, é possível conseguir um trabalho honesto, digno e que gera renda.

Educação Ambiental

Alegria de cuidar do meio ambiente

Por Daniel Santos e Thiago Oliveira - Foto: Rafael Nike
Existem lugares e pessoas que lutam para conscientizar a população sobre a preservação do meio ambiente e formas de reciclagem. Essas iniciativas vêm de pessoas como a gente, que participa de ações voluntárias e que se preocupa com o futuro.


É o caso da educadora Márcia Guadalupe (foto), que abriu sua casa para receber as crianças da rede municipal para um trabalho bem interessante de educação ambiental. Márcia é parceira do Bairro-Escola. Lá na "casa da Márcia" elas vivem o meio ambiente.

Nessas tarefas, as crianças aprendem brincando a dar valor a terra, as plantas e até mesmo como plantar uma hortinha. Aprendem também o significado das cores nos latões da coleta seletiva e identificam objetos que podem ou não ser reciclados.

Atitudes como essas fazem com que a sociedade passe a ter uma nova visão e a dar mais importância ao meio ambiente.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Evolução x conservação: o que fazer?

Manejo sustentável como ponto de equilíbrio
Por Flávia ferreira
Imagem: Salvatore
Se olharmos o mapa do Brasil, veremos que a Mata Atlântica segue toda a faixa litorânea do nosso território, acompanhando o oceano Atlântico, de onde originou seu nome. Esta mata pode ser considerada, por conta de sua fauna e flora, uma das mais ricas florestas tropicais do planeta. Um conjunto de matas que se estende do Ceará ao Rio Grande do Sul, passando por Piauí, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná e Santa Catarina.

O capitalismo adotado pelo Brasil nos últimos tempos, buscando uma evolução a qualquer custo, obteve como resultado a devastação quase total de nossa floresta, e com isso uma decadência na qualidade de vida do campo e da cidade, que cresceram com essa ideologia.

Um dos visíveis impactos ambientas causados por essa destruição é o efeito estufa, pois as árvores em geral contribuem para baixar os índices de dióxido de carbono no ar, o que não ocorre em conseqüência do desmatamento, ocasionando elevadas temperaturas e fortes chuvas. A cidade de Nova Iguaçu obtêm parte desta floresta, a qual, atualmente, se encontra reduzida quase à metade pelas queimadas. É visível a destruição causada pelo homem e suas máquinas, a maior causa disso é a pedreira localizada na Serra de Madureira.

Mesmo reduzida e fragmentada, a Mata Atlântica ainda abriga áreas florestais riquíssimas, com milhares de espécies vegetais e animais endêmicos, ou seja, que não existem em nenhum outro lugar. Ao total, ela abriga cerca de 450 espécies de árvores por hectare, 20 mil espécies de plantas (oito mil endêmicas), 261mamíferos (73 endêmicos), 620 aves (160 endêmicas), 200 répteis (60 endêmicos) e 268 anfíbios (253 endêmicos).

A exploração correta dessa biodiversidade é possível por meio do manejo sustentável, essa nova concepção inclui a necessidade de preservação do ambiente, significando, enfim, um desenvolvimento que atenda as necessidades do presente sem comprometer a vida do planeta e das futuras gerações.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Unidos para mudar

Seminário na CDL demonstra que várias cabeças pensam melhor que uma
Por Bruno Marinho
Os representantes das coordenadorias e secretarias de Participação Popular, da Infância e Juventude, Valorização da vida e Prevenção da Violência, Meio-Ambiente e Projetos Urbanos, se reuniram no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas, no dia 5 de novembro, para refletir sobre a atuação das mesmas dentro do Bairro-Escola, um projeto do governo Lindberg Farias que integra a escola ao bairro para que as crianças tenham, além do horário integral, atividades extracurriculares dentro do sua comunidade com a ajuda dos moradores.
No início da palestra a coordenadora geral do Bairro-Escola, Maria Antônia Goulart, fez a apresentação e o direcionamento do seminário.

- Vamos produzir um olhar coletivo de tudo que estamos fazendo, ler o conjunto de ações das secretárias e juntar as experiências em uma ação com todas as coordenadorias- disse ela.

Os principais problemas apontados pelos participantes foram: a falta de comunicação entre secretarias do Bairro-Escola, os espaços para as atividades e os colaboradores. Contudo, houve o levantamento dos grupos atuantes como: os ComVidas, o GRAAL, Escola Aberta ,áreas de esportes em clubes esportivos, aulas de basquete e outras melhorias na estética, iluminação e pavimentação do bairro.
No final do seminário foi apresentada a Escola Agência de Comunicação do Bairro-Escola, que vem para fazer a ligação entre as coordenadorias e secretarias do projeto, além de repercutir as ações que ocorrem na cidade.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Da-lhe altitude!

Voar não é tão fácil como parece

Flávia Ferreira

Na Serra do Vulcão, também conhecida como Serra de Madureira, existem várias trilhas que atraem adeptos de esportes radicais. Há duas rampas para a prática de parapente e asa delta localizadas a 600m de altura, onde se pode chegar de carro ou gaiola – carro de madeira que utiliza motor de fusca. Para chegar até a rampa basta usar o acesso em frente à Universidade Iguaçu (UNIG) ou ao lado da fábrica de cosméticos Embeleze.

Foi por esse caminho que subimos, a pé, até a rampa de salto. Lá do alto é possível ter uma vista panorâmica da cidade e de vários outros pontos do Rio, como o Cristo redentor, Serra de tinguá, a praia da Barra e parte de Campo Grande. Abaixo, segue a entrevista que fizemos nas alturas com o instrutor de vôo livre Damião.


Há quanto tempo trabalha no esporte? Ele é muito praticado?
Trabalho há dois anos. É muito. Mas a melhor época para o vôo é o verão.

A Serra do Vulcão é um bom ponto para vôo?
Sim. Tem quadrante norte, o que proporciona uma excelente decolagem.

Quais as maiores dificuldades em um vôo?
Vento, o medo de decolar, falta e treino.

Quais os pontos turísticos daqui?
As trilhas, as matas, as rampas, o monte céu aberto, a cara do leão, entre outros.

Você indica os jovens a praticarem?
A prática é boa, a questão é respeitar o vento e saber quando decolar.

Uma kombi que resiste ao tempo

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