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terça-feira, 24 de junho de 2008

Peixes da paz

Pacto pela Paz engloba os projetos da SEMUVV para reduzir índice de violência letal

Por Flávia Ferreira
Fotos: Felipe Rodrigo e site da Semuvv

O Pacto pela Paz é uma iniciativa que pretende reunir, através da internet, pessoas e instituições comprometidas com a segurança pública. O objetivo desse trabalho é reduzir o índice de violência letal. "Acreditamos que o sistema tradicional de combate a violência feito pela polícia com o enfrentamento direto não traz muitos resultados", diz Alexandre Machado, responsável pelo setor de comunicação e relacionamento da SEMUVV (Secretaria Municipal de Valorização da Vida e Prevenção da Violência). Essa rede está conectada por duas comunidades do GRAAL e um perfil do Pacto pela Paz no popular site de relacionamento Orkut, sendo que ainda está em pauta uma futura criação do Blog do GRAAL. Esse programa se aplica aos moradores de Nova Iguaçu, sendo seu foco principal os jovens na faixa etária entre 14 e 24 anos – principais alvos da violência, inclusive da violência letal.

Na internet, através do site de relacionamento Orkut, o trabalho é mapear a rede e trocar informações. "Vamos pegar o trabalho presencial na formação da rede real e estender isso na forma de um braço para a internet", diz Alexandre. Para mostrar como as comunidades do Orkut podem ser úteis aos jovens do grupo reflexivo, ele cita o exemplo dos jovens do Graal do bairro Miguel, que Couto estendem os debates dos grupos reflexivos na internet. "A idéia é usar o site institucional da secretaria e um de relacionamento". Segundo ele, a escolha do Orkut foi feita pensando na possibilidade de estreitar o convívio dos grupos. Desta forma, o projeto fomenta a participação dos jovens nos debates sobre segurança e formam uma rede virtual pela paz.

A internet vem se estabelecendo como um meio de interação privilegiada. "A sociedade funciona cada vez mais em rede", diz Rosa Lima, também responsável pelo setor de comunicação e relacionamento da SEMUVV. O Pacto pela Paz engloba todos os projetos da SEMUVV: o grupo reflexivo GRAAL, o FAVO (Atendimento a Famílias Vítimas de Violência) e o Lutando pela Paz. "A discussão é motivadora para se conseguir reduzir o clima de violência, as ações começam a acontecer", diz Alexandre.

Os projetos implementados foram testados em outros locais. Esse é o caso do Lutando pela Paz, que o secretário da SEMUVV, Luiz Eduardo Soares, implantou em Porto Alegre utilizando a mesma metodologia. A implementação deste projeto, que faz uso das artes marciais, gerou uma série de debates. "Ao contrário do que era exposto nos debates, onde muita gente achou que as artes maciais aumentariam a violência, essas aulas motivaram a disciplina, hierarquia e a moral". Com isso, concluía-se que a aulas de artes marciais não eram e nem geravam violência.

A prática mostra que não basta equipar a polícia para reduzir a violência. "Vemos que o crescimento da violência e o acesso facilitado às drogas têm se tornado cada vez mais universal", diz Alexandre. O mundo atual precisa de menos repressão e mais prevenção. "Precisamos proteger os nossos jovens, que são os que mais sofrem com as crueldades, não necessariamente de policiais, mas de todos os lados."

Para os coordenadores da SEMUVV, os jovens entram no crime por falta de oportunidades e opções. "É aí que esses projetos entram, uma vez que criam meios de competir com os traficantes", diz Alexandre. O GRAAL começou com os policiais do famoso Batalhão da Morte, através de Fernando Acosta, que é o mentor desta metodologia. "Os policiais participantes estavam tão envolvidos que fizeram outros policiais chorarem", lembra Alexandre.

O Pacto pela Paz também se alimenta dos grupos reflexivos criados para proteger as mulheres da violência dos homens. Nas ações deslanchadas a partir da entrada em vigor da Lei Maria da Penha, decidiu-se que o amparo legal dado às mulheres agredidas deveria ser somado a grupos reflexivos formados pelos agressores dessas mulheres. Outro projeto que amplia a rede do pacto é o Favo, um grupo reflexivo que atende familiares de vítimas de chacinas.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Abandono precoce

Pais adolescentes dificilmente assumem a paternidade.

Por Carla de Souza Domingues e Lucília da Soledade Eleutério

Há muitos pontos em comum entre os chamados casos de gravidez precoce, mas um que salta aos olhos até dos observadores menos atentos é que os pais das crianças sempre saem de cena.

"Não sei o que o pai do meu filho faz no momento", diz Sheila de Souza Conceição, que engravidou com 16 anos e hoje, mãe de um bebê de nove meses, dá-se por uma felizarda porque recebe pensão alimentícia do pai da criança.

Sheila, que mora com os pais, teve a mesma sorte que Juliane Jesus da Costa, que também engravidou com 16 anos. "O sustento da criança vem do pai da criança, mas minha mãe também ajuda", diz ela.

Gravidez tumultuada

Como Sheila e Juliane, Thamires Gomes da Silva foi abandonada pelo namorado. Mas a situação dela é bem mais dramática do que a de suas companheiras de infortúnio. Além de não contar com ele para pagar as fraldas do seu filho de um ano, Thamires teve uma gravidez tumultuada por causa das constantes discussões com o namorado. "Ele demorou a aceitar o fato de que seria pai aos 18 anos."

Além dos conflitos com a dificuldade do namorado de aceitar a paternidade, Thamires teve que engolir a notícia de que ele a traía com uma menina que se dizia sua amiga. Para dar cores ainda mais dramáticas ao seu caso, o ex-namorado e a ex-amiga acabaram de ter um filho.

Prazeres da juventude

Thamires hoje se sente feliz com o fato de ter voltado a estudar e, principalmente, de estar reconciliada com a mãe. "Ela demorou a se acostumar com a idéia de que sua única filha mulher estava grávida", conta ela, que hoje está com 18 anos.

Criada na igreja evangélica, Gisele Silva, que engravidou aos 17 anos, enfrentou a um só tempo a crítica dos pais e a dificuldades de seu jovem namorado abrir mão dos prazeres da juventude. Hoje com 22 anos, a primeira conquista de Gisele ao engravidar foi incluir os seus pais e os sogros na conversa com o namorado. "Mas nós terminamos logo depois que minha filha nasceu", conta ela, que hoje estuda enfermagem e está casada com um homem que trata sua filha como se fosse o pai biológico.

Quem é o pai?

A jovem repórter Carla de Souza Domingues, que engravidou aos 15 anos, hoje recebe pensão alimentícia do ex-namorado, que hoje trabalha na empresa de ônibus Salutran. Mas sua história foi ainda mais complicada do que a de Gisele. "Quando descobri que estava grávida, o namoro com o pai da minha filha tinha acabado havia dois meses", conta Carla.

Carla passou por situações humilhantes com o namorado, que desconfiou que a filha não fosse dele. "Ele disse que eu só queria o dinheiro dele", lembra Carla, hoje com 18 anos. Ela teve essa discussão com o namorado no dia em que lhe pediu ajuda para fazer o aborto, que cogitou ao saber que estava grávida.

DNA

O desfecho dessa história foi menos traumático do que o de Raylena Dias de Oliveira, que engravidou aos 13 anos. "Mesmo depois de ver que a criança era a cara dele", conta a menina, "ele não hesitou em pedir o exame de DNA." Mesmo com o resultado positivo, o pai do filho de Raylena demorou dois anos para reconhecer a paternidade do seu filho. Como todos os outros pais precoces, ele deixou Raylena na pista.

De certa forma, Raylena teve mais sorte do que Lucélia Rafael, que engravidou aos 14 anos e foi abandonada pelo ficante depois de lhe informar que aquele amor de baile funk dera frutos. "Lá se vão dois anos e aquele cafajeste não admite nem fazer o DNA", queixa-se Ivanil Meireles Rafael, a avó da criança.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Avós precoces

Drama da gravidez precoce também abala a vida das mães, que assumem a criação dos netos.
Texto e fotos por Flávia Sá

Conhecida em Jardim Iguaçu como dona Vani, a dona de casa Ivanil Meireles Rafael tinha grandes planos para a filha Lucélia Rafael, que era uma estudante de 14 anos. "Queria que ela se formasse", conta a mãe, que em nome desse ideal vencia os pudores para conversar abertamente sobre sexo com Lucélia e alertava para a necessidade do uso de preservativos.

Apesar dos cuidados de dona Vani, Lucélia resolveu se entregar a Victor, um ficante pelo qual havia caído de amores. E engravidou. "Eu não sei o que me deu direito", lembra dona Vani, que passou toda a gravidez da filha perturbada. "Só sei que não queria que aquilo estivesse acontecendo."

Como dona Vani temia, Victor, o pai da sua neta Victoria, não assumiu a criança. "Lá se vão dois anos e aquele cafajeste não admite nem fazer o exame de DNA", lamenta a dona de casa, embora hoje esteja muito feliz com a neta Victoria e com o fato de a filha Lucélia ter voltado para a escola. O drama de Dona Vani é semelhante ao de muitas outras mães de Nova Iguaçu, que se tornam elas próprias mães tardias e avós precoces.

Esse foi o caso da doméstica Cristiane Oliveira, que, aos 33 anos, viu a filha Deiseré engravidar aos 12 anos. Houve, no entanto, duas grandes diferenças em relação ao drama vivido por dona Vani. Em primeiro lugar, o rapaz que engravidou sua pequena Deisiré assumiu a tanto a relação com a filha quanto paternidade da criança. Também foi muito diferente a reação de Cristiane ao saber da gravidez de Deisiré. "Só ficaria espantada se fosse num outro tempo", diz Cristiane. "Hoje em dia é normal ter filho com essa idade."

Esses netos inesperados e de certa forma indesejados produzem verdadeiras revoluções na vida dessas mulheres, mas com freqüência eles ganham o status de "uma nova razão para viver". "Eu nunca pensei que fosse amar tanto o Vladimir", afirma a cozinheira Joaquina Duarte, a mãe adotiva de Sabrina Carmo, uma adolescente rebelde que engravidou aos 14 anos.

Esse final feliz foi surpreendente para Joaquina, que, quando soube da gravidez de Sabrina entrou num desespero semelhante ao de dona Vani. "Queria que fosse um pesadelo, sabe?", lembra Joaquina. Além de ter uma relação difícil com a filha adotiva, preocupou-se com a ingenuidade de Sabrina. "Ela não lavava nem as calcinhas", diz. "Como é que ia lavar as fraldas de xixi e cocô?"

Uma pessoa um pouco menos atenta pode confundir a história de Joaquina com a da cozinheira Silvana Xavier Dias, mãe de Raylene Dias de Oliveira, que engravidou aos 13 anos. "Era uma criança esperando outra", lamenta. Como Joaquina, Silvana tinha uma relação difícil com a filha Raylene, que "era uma menina da pipa voada". Também como a mãe de Sabrina, a mãe de Raylene se encantou pela neta. "Ela é a minha razão de viver", afirma. "E vou a todos os lugares com ela." Até quando viaja.

A biografia dessas mães também se confunde no tocante ao sentimento de culpa que invadiu o coração delas ao receber a notícia da gravidez das filhas. A cozinheira Joaquina, a mãe de Sabrina, e a dona de casa Neuza Ribeira, mãe de Gleice Kelly, se sentiram traídas pelas filhas. "Eu confiava plenamente neles", conta Joaquina. "Nunca imaginei que isso pudesse acontecer, mas eu tive uma parcela de culpa nisso porque dava muita liberdade a Sabrina." Gleyce Kelly, que estava com 17 anos ao engravidar, era uma mulher comparada a Sabrina, que na época tinha 14 anos. Mas dona Neuza também ficou possessa com a filha. "Confiei muito nos dois."

Mas Gleyce teve mais sorte do que Sabrina, pois o namorado, embora tenha sido irresponsável durante o namoro, não titubeou ao assumir tanto a relação com a mulher quanto a paternidade de Victoria. Infelizmente, o destino não bafejou a dona de casa Maria Eunice Menezes e sua filha Aline Menezes, que engravidou dos 15 para os 16 anos. Com uma história marcada por tragédias pessoais, Maria Eunice entrou em desespero quando soube da gravidez da filha, há cerca de dez anos. "Minha filha não ouvia ninguém e só queria saber de farra e essa droga de baile", lembra, emocionando-se.

Maria Eunice conhecia bem o pai do seu neto, um puxador de carro da vizinhança conhecido como Bebeto. Mas mesmo sabendo que aquela história não ia acabar bem, principalmente quando a filha "rebelde e desaforada" apareceu grávida mais uma vez. "Eu falei pra ela se virar, aquilo era o fim da picada", diz Maria Eunice num acesso de raiva, como se estivesse revivendo o drama. "´Não, não, chega´, eu falei pra ela."

Os fatos logo comprovaram a velha tese de que coração de mãe não se engana. "Ele chegou a bater na minha filha mesmo grávida", recorda. Maria Eunice pensou em chamar a polícia, mas resolveu lavar as mãos. "Botei a vida da minha filha e dos meus netos na mão de Deus", conta. O desfecho daquela história se deu num domingo em que o Flamengo estava decidindo o campeonato carioca de 2001 com o Vasco da Gama. "Os bandidos deram dois tiros na testa do Bebeto."

A filha Aline passou um tempo foragida, pois os bandidos disseram que ela sabia demais. "Ela deixou os filhos comigo e sumiu", lembra Maria Eunice. Mais uma vez, porém, o tempo foi o melhor remédio. "Agora já está tudo melhor", diz Maria Eunice, que enfim reuniu a família toda numa mesma casa. Além de estar morando com a mãe, a filha Aline percebeu com quem pode contar nas horas mais difíceis. "Graças a Deus, ela se deu conta que sua amiga sou eu e está me tratando melhor."

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Supinos, legs e qualidade de vida

Academia de ginástica a céu aberto leva emprego e saúde para Miguel Couto.

Por William Faria da Costa


Em mais uma tentativa de melhorar a qualidade de vida dos moradores de Nova Iguaçu, a Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu inaugurou uma academia de ginástica a céu aberto em Miguel Couto no dia 9 de fevereiro de 2007. As aulas são inteiramente grátis e podem ser freqüentadas por toda a comunidade do bairro.

Com pouco mais de um ano de existência, a academia já virou um ponto de referência no bairro de Miguel Couto e na cidade de Nova Iguaçu, com cerca de 3.000 inscritos e 1.500 alunos assíduos. Além de ser um espaço para a saúde e para o lazer, a academia proporciona 16 empregos para moradores da região: quatro professores de educação física, quatro estagiários, dois auxiliares administrativos, dois auxiliares de serviços gerais, um professor de capoeira e três vigias.


Entre as atividades oferecidas, tem ginástica localizada, aeróbica e alongamento para adultos e jovens a partir dos 15 anos. Porém, os menores de 18 anos só podem freqüentar o espaço se, além de apresentar o atestado médico e as duas fotos ¾ exigidos dos demais alunos no ato da matrícula, entregarem a autorização assinada pelo responsável. O público da academia é mais abragente. Além dos jovens e adultos, crianças a partir de sete anos podem participar.


A academia funciona de segunda a sexta-feira em dois horários: das 6h às 10h40h e das 16h às 20h40. Aos sábados, só tem aula na parte da manhã, das 7h às 11h. A academia não funciona entre as 10h40 e as 16h por causa da exposição ao sol, não aconselhada pelos médicos.

Os freqüentadores do horário da manhã na sua maioria são mulheres e idosos. Já a partir das 16h, a academia é tomada de jovens do sexo masculino. Os alunos e funcionários que entrevistei se mostraram muito satisfeitos com o projeto. Alguns ressaltaram a importância da prática de exercícios físicos em uma área carente, onde em geral o cuidado com o corpo é visto como supérfluo.


A academia a céu aberto de Miguel Couto foi a segunda a ser inaugurada de uma série de três - as outras duas ficam em Jardim Tropical, inaugurada em 14 de agosto de 2006, e na Via Light, próxima ao Hipermercado Extra, inaugurada em 1º de maio de 2008.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Nem tudo está perdido

Estudioso do clima mostra que ainda há tempo para impedir o aquecimento global.

Por:Avril Nobre
fotos: retiradas da internet

Professor da USP e diretor do LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica), Pedro Leite da Silva Dias deu uma palestra sobre um dos temas mais candentes da atualidade na SBPC: “Mudanças Climáticas – Como enfrentarmos essas mudanças”. Ao contrário do discurso alarmista veiculado com freqüência na mídia, o professor fez uma leitura otimista e tranqüilizadora do chamado aquecimento global. “Não devemos ver esse problema como uma catástrofe, como o fim do mundo”, disse o pesquisador. “Catástrofe será se ninguém fizer nada.”

Pedro Leite é um dos primeiros estudiosos da questão ambiental no Brasil. “Esse tema me fascina desde os anos 70, quando fazia a minha pós-graduação nos Estados Unidos.” Depois que tomou consciência do problema, o professor vem dedicando um tempo considerável de suas pesquisas a entender melhor os processos associados às mudanças climáticas. Mas ele não se limita a entender o problema. “Faz uns 10 anos que eu também passei a me preocupar com o que fazer.”

Mas antes de partir para a ação, o doutor em ciências atmosféricas pela Universidade do Colorado propôs uma correção conceitual no problema climático. “Todos dizem que o problema é causado pelo "Efeito Estufa”, lembrou. Na verdade, explicou, o problema não é o efeito estufa em si, mas o aumento dele. “Se não fossem o efeito estufa na atmosfera e o papel que é exercido por alguns gases que estão aqui presentes, nós nem estaríamos aqui.” De acordo com o professor da USP, gases como o dióxido de carbono e o vapor d´água funcionam como um vidro, impedindo a saída do calor. “A atmosfera funciona como um cobertor.”

Para os céticos, Pedro Leite lembrou que a Terra foi muito mais quente há 80 milhões de anos. “Nessa época, não existia nem gelo.” É claro que ninguém estava lá, mas a estimativa da temperatura pode ser feita com base no tipo de fauna e flora daquela época. “A formação da Antártica, por exemplo, só se deu há cerca 40 milhões de anos.” As expectativas atuais são de que nos próximos100 anos a temperatura varie de 3 a 5 graus nos cálculos mais otimistas e, nos mais pessimistas, até 8 graus. “Então isso nos devolveria a temperatura que a Terra tinha há milhões”, constatou.

Pedro Leite duvida da eficácia de ações globalizadas como o famoso Protocolo de Kyoto, mas acredita que a humanidade pode aproveitar essas crises ou mudanças forçadas pelo ambiente para mudar várias coisas em nossas vidas. “Se quisermos e nos unirmos, ainda há tempo de mudarmos esse quadro e evitarmos o aquecimento global em estágio mais sério.”

Nesta quinta-feira o SESC tornou-se palco de uma dos maiores reuniões responsável pela popularização, dos conhecimentos científicos e tecnológicos alem de tratar, também de assuntos ambientais, trata-se da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).A SBPC é uma entidade civil, sem fins lucrativos nem cor político-partidária, voltada principalmente para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Todos os anos, ela organiza sua Reunião Anual (atualmente em sua 60ª edição) e, semestralmente, as Reuniões Regionais, realizadas cada vez em um estado diferente.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Via crucis universitária

O drama da juventude de Nova Iguaçu para chegar à universidade pública.
Por Aninha Paiva, Aline Maciel, Renata Manso, Daniella Vieira, Tatiana Sant’Anna e Fernanda Dias
A universidade pública e gratuita, um sonho remoto para as classes populares dos grandes centros urbanos, sempre foi um pesadelo para o jovem de Nova Iguaçu. Além da competição desigual com os estudantes provenientes das escolas particulares, há a distância quase indecente do campus. Chegar à UFRJ, UERJ, UNIRIO, UFF e da própria Rural continua a ser uma via crucis mesmo para os universitários contemplados pela generosa política de cotas do governo Lula.

“Eu chegava em casa à meia-noite”, lembra o hoje físico Flávio Eugênio Geraldeli, formado pela UERJ em 1992. O trajeto de ida e volta era feito num trem sempre atrasado, que roncava pela estrada de ferro quase tão alto quanto o estômago vazio. Não foram poucas as vezes em que esse morador da Posse pensou em desistir. “Enfrentei todo tipo de dificuldade”, conta. “Mas a maior delas foi a distância.”

Moradora de Austin, Marize Zanon não teve a mesma determinação de Flávio Geraldeli e desistiu do curso de administração da faculdade São Judas Tadeu, em Piedade, logo no primeiro período. Contemplada com uma bolsa do PROUNI, Mariza Zanon sonhou com uma vida colorida quando se viu livre da mensalidade de R$ 450. Mas o cotidiano das aulas apresentou uma série de outras contas para as quais não estava preparada. "Apenas com as passagens das três conduções diárias, que pegava sempre cheias, gastava R$ 114", contabiliza. Havia ainda o custo mensal com as apostilas, que sangrava seu orçamento em R$ 50. Muitas vezes assistiu aula com fome, pois não tinha dinheiro para lanchar.

“Estou esperando a chegada de uma universidade pública aqui”, diz Mariza, que abandonou os estudos depois das seguidas tentativas frustradas de se transferir para as faculdades particulares da Baixada. “Como era bolsista, não fui aceita em nenhum dos cursos em que tentei me inscrever.”

Na verdade, a frustração de Mariza Zanon poderá ser resolvida com a inauguração do Instituto Multidisciplinar, uma Unidade Acadêmica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A obra, numa
área de 44 mil metros quadrados nas proximidades do Aero Clube de Nova Iguaçu, deve ficar pronta no próximo mês de outubro. Funcionando desde 2006 no Colégio Monteiro Lobato, o Instituto Multidisplinar já oferece seis cursos no período noturno. "Vamos mudar Nova Iguaçu", garantiu o reitor Ricardo Motta Miranda, um engenheiro agrônomo cuja historia profissional praticamente se confunde com a da Rural, onde entrou aos 16 anos para cursar a Escola Agrícola.

A estudante Ariana Couto, de 18 anos, está fazendo um caminho inverso ao de Mariza Zanon. Depois de passar no curso de Turismo/Hotelaria na UFRRJ de Nova Iguaçu, ela resolveu enfrentar o desafio de realizar um sonho incutido pela professora Albertina, que lhe ensinava português no ensino médio. “Acho fascina
nte a nossa língua”, diz ela, que passou para Letras/Latim no último vestibular da UFRJ.

Ela sabe que não será fácil, mas resolveu se lançar a esse desafio com base nas informações obtidas no Pré-vestibular. “Decidi fazer uma faculdade púbica pelo fato de o ensino ser qualificado e o diploma reconhecido.” A rotina de Ariana é quase uma campanha militar, que começa às 4h40 h e só vai terminar às 6h40, pois o curso tem aulas de manhã e à tarde. Essa rotina, além de impedir que procure um emprego, demanda custos que ultrapassam os R$ 300 que recebe da bolsa auxílio. “Só com passagens eu gasto R$100 por semana”, diz Ariana. Todo esse esforço deve ser compensado na hora em que se formar e for à procura de um emprego.

“Um diploma da UFRJ faz toda a diferença”, afirma.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Divino e maravilhoso basquete maranhense

Quadra de basquete une Comunidade do Divino
à Vila Nova


Por Maicon Christian Soares da Silva, Bruno Marinho, Pixula Alves,
Marcelle da Fonseca



Um muro invisível separava a comunidade do Divino Espírito Santo do restante da cidade de Nova Iguaçu. Ele foi construído nos fundos do Vasquinho, um clube da Vila Nova que se tornaria um dos cinco parceiros do Bairro-Escola naquela área. “Era assim”, explica o segurança Fredson Muniz Mendes. “Vocês não vêm no Divino e nós não vamos aí.”

Essa fronteira começou a ser desbravada em abril de 2007, quando os responsáveis pelas oficinas culturais do Bairro-Escola descobriram um trecho de rua esburacado no qual havia uma perna de três com um aro no topo. Era a chamada quadra do Divino, freqüentada pela juventude interessada na cultura hip hop principalmente nas noites de segunda e sexta-feira. “Faz parte da filosofia do Bairro-Escola descobrir e potencializar os personagens e as características culturais de cada lugar”, diz Rômulo Sales, coordenador das oficinas culturais do programa.

Coerente com essa filosofia de trabalho, o Bairro-Escola convergiu diversas ações para a quadra. “A comunidade virou o centro de tudo”, diz Fredson, que no passado sentia vergonha de morar em uma área vista como uma favela habitada por “ladrões e maconheiros”. O sentimento de inferioridade não resistiu às obras que nivelaram o piso, iluminaram a área e grafitaram as paredes em torno da quadra, além de pintar a fachada de todas as casas do Divino. “Hoje até os estudantes da Estácio de Sá cortam caminho por aqui.”

E é por isso que a Capistrano de Abreu está se preparando para um passo impensável até a implantação do programa. “Estamos só esperando o calor amainar”, conta Adriana, “para organizar atividades esportivas na quadra do Divino.”

terça-feira, 1 de abril de 2008

De volta ao quintal

Psicóloga de Vila de Cava cria brinquedos pedagógicos para o Bairro-Escola.
Por Flávia de Sá e Natalia Ferreira
Fotos - Leonardo Victor
Márcia Guadalupe é psicóloga, educadora e parceira do programa Bairro-Escola, que conheceu melhor no projeto “Escola de Paz” da Escola Professora Irene da Silva Oliveira, em Vila de Cava. Esse projeto reúne os pais dos alunos a cada dois meses para que tenham um dia igual ao dos estudantes. Mãe de Ariel, Márcia se encantou com o que viu e ofereceu o quintal da sua casa para o programa. “O Bairro-Escola tira as crianças da rua”, elogia a psicóloga. “O programa também permite que elas se sociabilizem com os outros coleguinhas.”
No Quintal da Márcia, os alunos do horário integral são recebidos com três cês: “Criatividade, compreensão e carinho", explica a psicóloga. Segundo ela, o quintal é um espaço especial para trabalhar a educação. “Aqui a criança tem contato com a terra e com as plantas”, diz.
Márcia criou diversos brinquedos que funcionam como ferramentas educacionais. Uma tirolesa improvisada com um cabo de aço entre duas árvores ensina conceitos de física como velocidade, peso e deslocamento, além de trabalhar a fobia de altura que afeta algumas crianças. Há ainda o “
skate de árvore” e o “elevatório”, que ajudam a desenvolver a coordenação motora da criança de forma radical. “Já reparou que toda criança gosta mesmo é de ficar em pé nos balanços de praça pública?”, pergunta. “Então, aqui eles podem.”
Com as lixeiras coloridas, as crianças aprendem a fazer coleta seletiva de resíduos como papel, metal, plástico e vidro. “As diferentes cores dos latões também ajudam na identificação de casos de daltonismo”, diz Márcia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

III corrida e caminhada pelos 175 anos da cidade


Atletas suam a camisa para comemorar aniversário do município

Por Flávia Ferreira
Imagem: Rio runners e planeta aventura


Já está quase na hora dos iguaçuanos suarem a camisa para comemorar os 175 anos da nossa cidade. Essa é a 3° edição da corrida em comemoração ao aniversário de Nova Iguaçu, que atrai cada vez mais participantes e atletas de alto nível competitivo. É o caso de Jorge Luiz de Souza, 46 anos, que é ex-campeão sul-americano de menores, categorias para os corredores entre 15 e 17 anos, e também ex-campeão brasileiro nos cinco mil metros. Hoje, ele integra a equipe Dinossauros que participa de corridas e maratonas em todo o país.

O evento acontece no dia 13, na Via Light, e os participantes poderão se inscrever tanto para a corrida (8km) como para a caminhada (4 km). As inscrições vão até o dia 12, podendo ser feita em cinco postos ou através do site da riorunners. É necessário pagar 10 reais no ato da inscrição. Os corredores receberão, no dia da corrida, uma bolsa com a camiseta do evento desportivo, que começarão a ser entregues às 6h30m. A largada acontecerá na Via light, na altura da Rua Luiz de Lima, no Centro, às 9h, com previsão de chegada para às 10h.



Premiações:

  • 1º colocado (masculino e feminino) de Nova Iguaçu;
  • para academias com maior número de inscritos;
  • para empresas e grupos mais numerosos
  • medalhas para todos os inscritos que completarem a prova.

Postos de inscrição:

  • Loja RD Artigos Esportivos- Rua Senador Vergueiro,237 loja B- Flamengo
  • Federação de Atletismo do Estado do Rio de Janeiro- Rua Luiz Barbosa,32, Vila Isabel
  • Loja Danopé Esportes- Av. Marechal Floriano Peixoto, 1.818- Centro de Nova Iguaçu
  • Loja Físico e Forma- Av. Governador Roberto Silveira, 540 Lj. 116/118- Nova Iguaçu
  • Vila Olímpica de Nova Iguaçu- Rua Luiz de Lima, 268- 2669-5744

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A transposição X Dom Cappio

STF contraria a vontade de Dom Cappio: obras de transposição do Velho Chico continuarão em janeiro.

Por Bruno Marinho
montagem: Bruno Marinho

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a continuação das obras de transposição do rio São Francisco para levar água, através de bombeamento por canais, a 12 milhões de pessoas que vivem, em estado de miséria, no sertão nordestino. Essa decisão caiu como uma bomba sobre o Bispo de Barra (BA), Dom Luiz Flávio Cappio que, em greve de fome a 23 dias, desmaiou e estava internado na Unidade de tratamento intensivo do hospital Memorial de Petrolina, em Pernambuco. Hoje o Bisto terá alta e irá decidir se continua ou não com seu protesto.

Dom Luiz luta pelo arquivamento do projeto de transposição do rio São Francisco, do governo federal, e a imediata retirada do exército dos eixos Leste e Norte. Segundo Cappio, o projeto causará danos ambientais irreversíveis e que 70% dele será destinado à irrigação e para produtores de camarão e de frutas para exportação. Apenas 5% serão aplicados para a população do sertão do semi-árido, que pagará caro pelo consumo da água.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a greve de fome de Dom Cappio está sendo encarada no Vaticano como problema de Estado envolvendo o Vaticano e o Brasil. falam também da hipótese de Dom Cappio ser afastado de seu bispado em Barra e que o próprio Papa Bento XVI escreveria ao bispo determinando o fim do jejum. Cappio diz que ele extrapolou todos os limites e causou um grande problema a Santa Sé.

“Tu nos indicas o caminho da desobediência civil e da objeção de consciência, que se associa à luta das organizações populares e dos movimentos sociais do Brasil e da Pátria Grande”, diz uma comissão de religiosos em uma carta de soliedariedade enviada ao bispo. Isso afirma a união de alguns grupos da igreja que concordam com Cappio e que todos estão lutando pelo que acreditam e defendem.
O governo afirma que está aberto a sugestões de como melhorar o projeto, mas que não irá se curvar a decisão de um homem.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Ato de cidadania

Moradores de Vila de Cava apostam na reciclagem
Por Marcelo Esteves

A Escola Agência de Comunicação esteve na Igreja de São Pedro, em Vila de Cava, para observar o trabalho de coleta seletiva feito por Isabel Pacífico, Helena Batista e seu Darcid, responsáveis por distribuir informativos pela vizinhança visando incentivar os moradores a juntar garrafas PET, papelão, latinhas de refrigerantes, jornais, revistas e sucata para, tão logo, serem recolhidos. Através do auxílio dos catadores Edemilton, Paulão e Eliazar, eles vão de casa em casa, com o objetivo social de reciclar e manter o bairro de Vila de Cava mais limpo, como também promover outro meio para eles adquirirem algum tipo de renda.

Porém, há sérias dificuldades na locomoção do lixo que será reciclado.

- O nosso triciclo está quebrado. Aí, então, é preciso carregar os sacos de lixo recicláveis nas costas ou arranjar uma bicicleta com baú - comentou dona Isabel.

Outro agravante mencionado naquela tarde foi a desistência de alguns catadores.

- Antes eram mais ou menos 16 catadores, hoje são apenas seis. Muitos sentem vergonha de serem vistos como catadores - conclui Helena.

Seu Darcid ainda realiza a função de revender os materiais já devidamente separados por Helena e Isabel, dividindo as quantias de dinheiro em partes iguais. O grande passo dado por esses cooperadores de Vila de Cava fica claramente registrado na forte disposição de preservar o bairro e a bela natureza da região do, agora rentável, lixo urbano.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Coletivos de meio ambiente

Você sabe como preservar o meio ambiente?
Por Tatiana Sant’Anna e Carolina de Alcantara

É fácil. Basta não jogar metais, papéis, vidros ou qualquer outro material nas ruas, rios e encostas. Sendo assim, você estará colaborando para preservação do meio ambiente. Hoje em dia, muitas pessoas adquirem um bom lucro através desses materiais.

Atualmente, a palavra reciclagem está na boca do povo, porém, pouco se pratica. Foi pensando nisso que surgiram os coletivos de meio ambiente, que são espaços onde os moradores podem trocar opiniões e falar sobre preservação.

É importante a conscientização nos bairros sobre os problemas ambientais que ocorre dentro do município de Nova Iguaçu. A participação da população nos Conselhos Bairro Escola, levando opiniões e sugestões, são essenciais para a solução desses problemas.

O território iguaçuano tem 67% de áreas de preservação ambiental e importantes unidades de conservação criadas por leis federais, estaduais e municipais.
A educação ambiental procura ajudar a população a entender os problemas ambientais do município, levando-as a respeitar e a colaborar na conservação do meio ambiente.

Faça a sua parte!

Coleta Seletiva

Vila de Cava tem coleta seletiva

Por Camila Elen e Flávia Ferreira


Pessoas como Seu Darcídio, Dona Isabel e Ana Clara, ambos motivadores da iniciativa de coleta seletiva em Vila de Cava, uniram-se em grupo de catadores (foto) para recolher materiais recicláveis, já separados, na comunidade. A idéia central é conscientizar e melhorar o meio ambiente com o esforço direto das pessoas do bairro.

Segundo Seu Darcídio, "não existe um dono, não somos nem um pouquinho capitalistas. Não importa o que o indivíduo tem ou o que o cara é, visamos o ser humano. Tudo é decidido em grupo, sempre em grupo". Através de pequenos avisos as pessoas ficam sabendo da ação, então, separam o lixo reciclável do não reciclável, guardam e esperam os coletores em suas casas.
Hoje, 60 casas colaboram com a coleta, e o mais surpreendente é que pessoas de outras localidades também colaboram. Atualmente dez famílias do bairro tiram seu sustento com a reciclagem dos resíduos, mostrando as inúmeras possibilidades que o lixo traz e que, através da RECICLAGEM, é possível conseguir um trabalho honesto, digno e que gera renda.

Educação Ambiental

Alegria de cuidar do meio ambiente

Por Daniel Santos e Thiago Oliveira - Foto: Rafael Nike
Existem lugares e pessoas que lutam para conscientizar a população sobre a preservação do meio ambiente e formas de reciclagem. Essas iniciativas vêm de pessoas como a gente, que participa de ações voluntárias e que se preocupa com o futuro.


É o caso da educadora Márcia Guadalupe (foto), que abriu sua casa para receber as crianças da rede municipal para um trabalho bem interessante de educação ambiental. Márcia é parceira do Bairro-Escola. Lá na "casa da Márcia" elas vivem o meio ambiente.

Nessas tarefas, as crianças aprendem brincando a dar valor a terra, as plantas e até mesmo como plantar uma hortinha. Aprendem também o significado das cores nos latões da coleta seletiva e identificam objetos que podem ou não ser reciclados.

Atitudes como essas fazem com que a sociedade passe a ter uma nova visão e a dar mais importância ao meio ambiente.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Evolução x conservação: o que fazer?

Manejo sustentável como ponto de equilíbrio
Por Flávia ferreira
Imagem: Salvatore
Se olharmos o mapa do Brasil, veremos que a Mata Atlântica segue toda a faixa litorânea do nosso território, acompanhando o oceano Atlântico, de onde originou seu nome. Esta mata pode ser considerada, por conta de sua fauna e flora, uma das mais ricas florestas tropicais do planeta. Um conjunto de matas que se estende do Ceará ao Rio Grande do Sul, passando por Piauí, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná e Santa Catarina.

O capitalismo adotado pelo Brasil nos últimos tempos, buscando uma evolução a qualquer custo, obteve como resultado a devastação quase total de nossa floresta, e com isso uma decadência na qualidade de vida do campo e da cidade, que cresceram com essa ideologia.

Um dos visíveis impactos ambientas causados por essa destruição é o efeito estufa, pois as árvores em geral contribuem para baixar os índices de dióxido de carbono no ar, o que não ocorre em conseqüência do desmatamento, ocasionando elevadas temperaturas e fortes chuvas. A cidade de Nova Iguaçu obtêm parte desta floresta, a qual, atualmente, se encontra reduzida quase à metade pelas queimadas. É visível a destruição causada pelo homem e suas máquinas, a maior causa disso é a pedreira localizada na Serra de Madureira.

Mesmo reduzida e fragmentada, a Mata Atlântica ainda abriga áreas florestais riquíssimas, com milhares de espécies vegetais e animais endêmicos, ou seja, que não existem em nenhum outro lugar. Ao total, ela abriga cerca de 450 espécies de árvores por hectare, 20 mil espécies de plantas (oito mil endêmicas), 261mamíferos (73 endêmicos), 620 aves (160 endêmicas), 200 répteis (60 endêmicos) e 268 anfíbios (253 endêmicos).

A exploração correta dessa biodiversidade é possível por meio do manejo sustentável, essa nova concepção inclui a necessidade de preservação do ambiente, significando, enfim, um desenvolvimento que atenda as necessidades do presente sem comprometer a vida do planeta e das futuras gerações.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Jota Rodrigues: mais de meio século de poesia popular

“O bom artista nem sempre é visto pela sua boa arte, mas sim pela simplicidade”
Por Rodrigo Valo e Saulo Ribeiro

José Rodrigues de Oliveira ou apenas “Jota Rodrigues” é poeta popular de literatura de cordel, xilogravador, grande conhecedor das plantas medicinais e, acima de tudo, um homem simples. Nascido em águas belas, sertão de Pernambuco, Jota obteve desde cedo o interesse pela arte, se maravilhava e ficava até altas horas ouvindo seu pai, José Salustiano, lavrador e violeiro repentista, tocar depois de um dia de trabalho.


Em 1946, José escreve o seu primeiro folheto: “Cordel tiatro e curtura da roça” e no início de 64 o poeta chega a Morro Agudo, Nova Iguaçu. Depois de editar várias obras, o cordelista se apresenta à Feira de São Cristóvão onde é discriminado por ser analfabeto. Surpreso com a ignorância dos seus pares, desconhecedores da verdadeira identidade do cordel, Jota passa a procurar outros meios de divulgar suas obras e começa a apresentar sua proposta em museus, escolas, creches e universidades.


Os temas abordados pelo poeta refletem fantasia, desejos, sonhos, esperanças, fatos históricos e o sofrimento do povo. Até agora são mais de 400 obras, entre eles folhetos com oito páginas, romances com 32 e um livro intitulado “Primeira Antologia de Cordéis do Jota Rodrigues”, no qual são reproduzidos, na íntegra, 12 folhtetos do autor.


O cordelista, mesmo sofrendo diversos momentos difíceis para divulgar seu trabalho diz:


- Para viver na arte tem que viver para arte – afirma o poeta.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sorria Bairro-Escola

Programa de saúde bucal investe na educação contra cáries

Por Flávia Ferreira

A saúde bucal é um dos problemas que mais preocupam a humanidade, ir ao dentista pode não ser a coisa mais agradável, porém é necessário. Segundo pesquisas, as crianças de até 3 anos de idade possuem, em média, pelo menos um dente com cárie. Quando a idade é de 5 anos esta média aumenta para três dentes cariados por criança.

O projeto Sorria Bairro-Escola é um projeto pioneiro na Baixada Fluminense, onde todas as crianças matriculadas nas creches municipais receberão, durante um ano e meio, instruções sobre como cuidar de sua saúde bucal. Nessa ação serão distribuídos três mil kits contendo: escova de dente, pasta de dente e fio dental. As crianças contempladas pelo programa terão seus dentes tratados nas próprias creches com uma técnica que dispensa o uso do temido motorzinho. Essa técnica trata dos casos de cárie dentária, principalmente em estágio inicial.

- O projeto veio para fazer com que as crianças tenham habito da escovação e que aprendendo isto na escola, obviamente o fará em casa. A promoção deste projeto é um meio de dizer que a educação se faz com saúde e a saúde com educação - disse Marli Freitas, secretária de saúde do municipio de Nova Iguaçu.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Ele está chegando

Cine Tela Brasil passará por Nova Iguaçu


Flávia Ferreira

O Cine Tela Brasil é a primeira sala de cinema do país que vai até você. Ela percorre as periferias e as cidades levando o cinema para quem não tem acesso às salas convencionais. Este cinema popular trata-se de uma sala com conforto e padrões altíssimos.

Ele conta com: sala escura, 225 lugares, ar condicionado, projeção cinemascope 35 mm, som stereo surround com leitor a laser, tela de 21m². Serão exibidos os seguintes filmes brasileiros: Se e fosse você e Casamento de Louise, para adolescentes e adultos, e Turma da Mônica, para as crianças. A exibição de filmes nacionais tem o propósito de mostrar para o público nossa realidade, nossos problemas.

O Cine Tela Brasil muda de cidade toda semana. Você tem apenas três dias para pegar um cineminha, então dê uma olhada no site da sala de cinema itinerante para saber o local mais próximo de você.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Aventure-se!

Ciclistas percorrem do centro de Nova Iguaçu até Tinguá

Por Thiago Chagas

O 1° passeio ciclístico do grupo Aventureiros -Nova Iguaçu ocorrerá no dia 16 de setembro, com aproximadamente 200 participantes. O ponto de largada será na praça Santos Dumont e o percurso terá como ponto final a Fazenda Atlântica,em tinguá. Além do passeio, o grupo de Aventureiros pede a colaboração dos participantes para doações de livros (em bom estado).


O valor da inscrição é de 7 reais por pessoa (incluindo camisa + garrafinha + entrada na fazenda). As inscrições podem ser feitas pelo site ou nos postos de inscrição abaixo:
  • Imobiliária Nova Radical (Trav. Almerinda Lucas de Azeredo, 11, sala 513, Centro - NI)

  • Loja de Bicicletas Mello’s (Av. Governador Roberto Silveira, 411, Centro - NI)

Todos os inscritos deverão fazer o pagamento no ato da inscrição, onde receberão um comprovante que deverá ser levado no dia do evento.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A busca pela perfeição

Dietas milagrosas podem causar sérios danos à saúde
por Flávia Ferreira
A balança e o espelho são arquiinimigos daqueles que estão acima do peso. E aí, vale qualquer malabarismo para perder os quilinhos a mais. O que não falta são dietas milagrosas, mas que podem causar sérios danos à saúde, e o indesejável efeito sanfona.

Foi-se o tempo em que dieta era coisa para gente obesa, e que cardápio se restringia a grelhados e salada. Hoje, a busca pelo corpo perfeito faz surgir a cada dia uma novidade para emagrecer. E os obesos, gordinhos ou obcecados pela magreza, respondem com a mesma voracidade, se submetendo a qualquer coisa por uns quilinhos a menos. As dietas relâmpagos, são uma boa alternativa para quem precisa perder peso rápido, contudo não propõem uma reeducação alimentar, sendo assim, dificilmente a pessoa se mantém com o mesmo peso após o regime.

É preciso mudar os hábitos físicos e alimentares, para emagrecer e manter o peso. Praticar exercícios regularmente e seguir uma dieta balanceada são maneiras de preservar a saúde e manter a forma, pois a atividade física ajuda a controlar várias doenças, entre elas a obesidade.

Quem prática esporte, para seguir uma dieta, necessita da orientação de um profissional de educação física e nutricionista,por ter um gasto energetico maior do que os sedentários ou adeptos de execícios moderados. É desaconselhável manter uma dieta com restrição de certos alimentos ou exagerar nos exercícios,pois falta de nutrientes torna o corpo suscetível a lesões e a fadiga muscular e cerebral. Uma dieta a longo prazo, visando uma reeducação alimentar, é sempre a melhor opção para chegar ao peso desejado.

Fonte: Alimentação e saúde de A a Z.
Dieta e emagrecimento.
Essencial - um guia prático para cuidar da saúde (herbarium).

Uma kombi que resiste ao tempo

II IGUACINE Exibido na sessão de homenagens do II Iguacine, 'Marcelo Zona Sul' continua encantando plateias 40 anos depois de sua es...