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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pintando o sete

Espaço das 7 artes leva moda para o Sylvio Monteiro


Texto e fotos de Daniel Santos


O Espaço 7 Artes é um aglomerado cultural que abriga diversas agências e companhias artísticas no Centro de Nova Iguaçu. Sua sede fica na Av. Amaral Peixoto n 518. Este mês, os artistas saíram do Espaço 7 Artes para se apresentar no palco do Espaço Cultural Sylvio Monteiro.

As modelos da Agência Conexão Modelo foram um dos destaques da noite, arrancando aplausos e suspiros da platéia. As meninas esbanjaram charme e beleza na passarela. Diante de grande público, as modelos mostraram porque são consideradas top na área da moda. Nem o nervosismo comprometeu o desempenho delas na passarela, competências essenciais para quem quer seguir carreira na profissão de modelo.

O grupo de dança The Street Cats, também agenciadas pelo projeto Conexão Modelo, inflamou a casa de cultura na hora da apresentação. Formado por belas meninas, o grupo fez uma adaptação do grupo estrangeiro 'PussyCat Dolls'. Ao som da música 'Buttons', as meninas não deixaram nada a desejar às verdadeiras dançarinas do PussyCat. Alguns até acharam que as dançarinas do The Street Cats foram mais sensuais e talentosas que as do grupo estrangeiro. "Muito boa a sensação de subir no palco. Quando vimos o calor do publico, então. Muito bom, diz Ingrid Chapper, uma das dançarinas.

Dançarinas unidas

Além de dançarem juntas, as meninas do The Street Cats são boas amigas. Prova disso foi a falta que uma das dançarinas do grupo fazia na noite de apresentação. "A noite poderia ter sido melhor, mas infelizmente uma das nossas amigas, que também é dançarina, não pôde comparecer. Fora isso, foi maravilhoso", revela Daniele Sousa. Jéssica Santos, uma das dançarinas mais quietinhas, estava muito contente pelo show e por ser agenciada pela Conexão Modelo. "A sensação do show foi ótima. E o bom de tudo é que agora somos agenciadas e contamos com um espaço para ensaios e trabalhos do grupo."

Edilson Sampaio, diretor executivo da Agência Conexão Modelo, estava bastante orgulhoso com o desempenho dos grupos. A proposta social e cultural da agência é ajudar crianças, jovens, adultos e idosos a entrar no mundo da moda, interferindo e expandindo a cultura e a educação dessas pessoas. Os integrantes da agência aprendem técnicas de passarela, postura, alimentação, higiene, etiqueta pessoal e cidadania.

Mesmo sendo um projeto particular, os jovens devem se dedicar aos estudos e obter boas notas para participar dos eventos e oportunidades da agência. O projeto tem convênio com a revista Click Models e disponibiliza seus cursos com preços acessíveis.

"O Conexão Modelo quer dar um direcionamento profissional e tornar a moda acessível a todas as pessoas, principalmente ao povo iguaçuano", diz Edilson. "Nova Iguaçu tem indústria e mercado de vestuário."


Talento da Baixada

O pessoal da Cia. Faces de Teatro também fez um ótimo trabalho nesta noite. Gilberto Luiz, o diretor da companhia, tem total confiança no potencial da Baixada. "Acredito no talento de Nova Iguaçu e da Baixada. Infelizmente, somos descriminados. Mas estamos provando que temos talento e somos capazes." Para Gilberto Luiz, o Espaço das 7 Artes tem tudo para se tornar um pólo artístico na região. "Na verdade, já mostramos que na Baixada tem talento. Agora temos que importar olhares para os artistas que mostram sua arte por aqui ao invés de exportar artistas para fazer sucesso fora da região", provoca o artista. Gilberto Luiz está fazendo trabalhos com material reciclável, além de gravar um curta com artistas da Baixada Fluminense.

A palhaça Joice Mendes, 19 anos, deu um brilho todo especial à noite. Ela sempre recebeu apoio da mãe para fazer curso de teatro e modelo, mas não lhe dava ouvidos. "Nunca gostei de ver novela nem de freqüentar teatro", diz ela. Só que há três anos uma apresentação teatral na igreja que freqüenta despertou nela o desejo de experimentar o palco. Foi amor à primeira vista.

O teatro acabou mudando sua visão a respeito das artes e despertou o seu talento, até então adormecido. Hoje, ela é professora e atriz na Cia Faces de Teatro e no Espaço 7 Artes. "A sensação quando faço show é inexplicável. Não penso em sair dessa área. Nada vai me fazer sair. Só Deus pode me fazer mudar de idéia e, mesmo assim, ele terá que fazer um grande esforço para que isso aconteça", explica a atriz.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Caravana da diversão

Três dias de festa, calor e brincadeiras no Campo do Brasileirinho

Por Flávia Ferreira

fotos: Flávia Ferreira e Camila Elen

"Precisamos levar Educação, Esporte, Arte e Cultura para o mundo de lugares no Brasil que ninguém vai e ninguém chega", disse ex-jogadora de vôlei Ana Moser, idealizadora da Caravana do Esporte e da Música. Foram três dias de festa, suor, calor e brincadeiras no Campo do Brasileirinho, Ouro Preto. As 3.600 crianças que participaram do evento deixaram a ex-jogadora entusiasmada. "O nosso trabalho foi só colocar uma luz sobre este local e fazê-lo ser visto", disse ela.

Devido à grande participação dos jovens de Nova Iguaçu, os organizadores da caravana tiveram que criar um corpo de voluntários."O voluntariado foi incorporado este ano porque sentimos a necessidade de jovens participando ativamente do projeto, para que pudessem ser produtores de eventos sociais", disse Mariana Gabriel, a produtora da Caravana de Esporte.

Unicef e prefeitura

"Tudo isso pôde ser viabilizado por conta do trabalho realizado pelo projeto Bairro-Escola e da intimidade do Unicef com a prefeitura de Nova Iguaçu", disse Ana Moser. Ela comanda a caravana de esporte e Daniela Mercury, a de música. O IEE (Instituto Esporte e Educação) também participa da produção da caravana.

Apesar do calor intenso, as crianças não paravam de falar o quanto aprenderam com as oficinas e os professores. "Foi muito bom, porque trouxeram atletas para conhecermos e nos ensinaram o esporte de uma forma legal e divertida", disse a suada Kethlen dos Santos, 11 anos. Como ela, as outras crianças falavam da Caravana, e de todas as oficinas por que passaram, com um certo brilho no olhar.

Laranjas e amarelas



As crianças que estavam com a blusa laranja revesavam nas oficinas esportivas e as de blusa amarela, na oficinas musicais. As oficinas esportivas foram ministradas por atletas e professores especializados. Houve oficinas de brinquedos reciclados, basquete e vôlei, judô, handebol, atletismo, tênis e futebol.

A oficina de basquete usou aros maiores e mais coloridos, para que as crianças pontuassem bastante. As oficinas de judô e handebol foram ensinadas de forma lúdica. A de atletismo unificou as várias modalidades em um minicircuito. Como era de esperar, a oficina de futebol foi a mais procurada pelos meninos.

Pouco gasto
As crianças de amarelo pse reuniram nas tendas espalhadas no campo, onde foram realizadas as igualmente animadas oficinas de música e dança. Elas trabalhavam com coordenação motora, ritmo, marcações, sensorialidade e lateralidade, entre outras coisas.

Além das oficinas infantis, a caravana dos esportes e da música fizeram um trabalho de capacitação dos profissionais ligados à educação. Rondson da Lima, 25 anos , oficineiro de cultura da E.M. Ivonete (CM), foi uma das pessoas que participou da oficina de música. "Essas oficinas me fizeram perceber que posso trabalhar música com poucos componentes e com pouco gasto."

Não pense que parou por aí. Os 'grandinhos' também tiveram seu momento de diversão. À noite, inúmeros artistas locais se apresentaram, no primeiro dia no Sylvio Monteiro e nos outros dois no próprio Campo do Brasileirinho. A ESPN, promotora das caravanas, acompanhou de perto os trabalhos.

Dinheirinho

A comunidade aproveitou a caravana para ganhar um dinheirinho. Esse foi o caso de Carlos Alberto Leão, que ganhou o dia enquanto as crianças brincavam. Ele é sorveteiro e montou sua máquina em frente à casa da sogra, próxima ao campo. As quase 3.600 crianças que passaram pela caravana puderam se refrescar com o sorvetinho de seu Carlos. "O movimento foi contante."

Os envolvidos no evento também não resistiram ao calor e recorreram ao sorvete do seu Carlos."Os lucro subiram nestes três dias de caravana e isso é muito bom." Parece que a família de seu Carlos tem tino para o negócio. Bruna da Silva, comerciante e parente de seu Carlos, vendia salgados na barraca de sua mãe. Ela também lucrou com o evento. "Tivemos que em um dia fazer três vezes a massa de coxinha, porque acabava tudo", comemorou Bruna da Silva.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Reflexão e suor

Jovens do Graal se confraternizam na Vila Olímpica

Por Lucas Lima

No dia 12 deste mês, os grupos reflexivos do GRAAL se encontraram para uma confraternização esportiva na Vila Olímpica, Centro de Nova Iguaçu. Participaram do evento jovens participantes do programa, facilitadores, coordenadores e intervisores, que conversavam e se conheciam enquanto praticavam esporte. Os grupos de Cabuçu, Vila de Cava, Centro, Tinguá, Rio D’ouro, Austin, por exemplo, marcaram presença na ‘tarde esportiva’.

A ‘tarde’ começou com alongamento e aquecimento com um dos professores de Educação Física da Vila Olímpica. Em seguida, os jovens e facilitadores foram divididos em grupos e escolheram entre as seguintes atividades: futsal, vôlei, xadrez e capoeira.

O primeiro evento esportivo do GRAAL teve como finalidade reunir os jovens que participam do programa e promover uma maior interação entre eles. Esta necessidade foi percebida pelos facilitadores, já que os jovens queriam se conhecer.

A opção pelo esporte, embora fuja da proposta reflexiva do GRAAL, foi proposta pelos jovens. “Eles sempre pedem trabalhos diferentes. De vez em quando, o esporte é um apelo dos próprios jovens, eles trazem isso como demanda pra gente”, declarou Alessandra Rodrigues, 23 anos, facilitadora do programa.
Enquanto a maioria dos jovens corria e suava jogando fustsal ou vôlei, um grupo estava sentado jogando xadrez, atividade ainda não vista como esporte. Além de incluir aqueles que não queriam participar das atividades físicas, o xadrez permitiu que os jovens trocassem experiências.

Por dentro do GRAAL

O Graal trabalha com grupos reflexivos formado por jovens que buscam diminuir os índices de violência em Nova Iguaçu, e cria agentes propagadores da paz. O projeto foi criado pela SEMUVV, Secretaria de Valorização da Vida e Prevenção da Violência. Esses grupos, que podem ter de 10 a 20 integrantes, se reúnem semanalmente durante 2 horas por um período de seis meses. Nesses encontros, os integrantes discutem temas como cidade, religião, sexualidade, relações familiares, violência urbana e etc. É o próprio grupo quem escolhe a pauta do dia.

Pessoas de ambos os sexos, com idade entre 13 e 29 anos, podem participar dessas reuniões. Além dos grupos dedicados à juventude, há grupos de familiares de vítimas de violência, policiais civis e militares.

Os grupos são coordenados por uma dupla de facilitadores, um profissional e um estagiário, ambos cursando e/ou atuando na área de psicologia, pedagogia, ciências sociais e serviços sociais. Uma das funções dos facilitadores é propor atividades que estimulem a interação-vivência em torno dos temas durantes as reuniões.


No 24º e último encontro do grupo, os participantes recebem um certificado de participação no programa “Agente da Paz”, que poderá ser acrescentado ao seu currículo pessoal e profissional. Os grupos ocupam escolas municipais, igrejas e paróquias, centros comunitários, organizações não-governamentais, associações de moradores, etc.

Além do certificado de “Agente da Paz”, a pessoa que participa do GRAAL consegue amadurecer sua identidade, sua auto-estima e suas relações interpessoais. “Eu já participo do GRAAL há seis meses. É bom porque discutimos temas interessantes e escolhidos por nós", disse Margarida Ferreira, 19 anos. "Além disso, o grupo me ajudou a conhecer coisas que não sabia antes. Também me ajudou a amadurecer como pessoa, os temas induzem isso. Eu conheci o programa através dos facilitadores e nem sabia o que era. Acabei me surpreendendo. Achei muito interessante e continuei porque gostei."

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A saúde do SUS

Mesa da SBPC faz uma radiografia do SUS, que completa 20 anos.


Por William Faria da Costa

Na reunião regional da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) que está acontecendo na Baixada Fluminense simultaneamente em Nova Iguaçu e em Duque de Caxias, foram comemorados os 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS) numa mesa de debate com constituintes que em 1988 lutram pela criação deste programa de saúde.

Três velhos militantes da causa da saúde pública participaram da mesa promovida na última quinta-feira: Luiz Antônio Rodrigues da Silva (diretor geral do INCA), Lúcia Couto (ex-deputada e médica) e Laura Tavares (vice-reitora da UFRJ).


Luiz Antônio abriu o debate falando sobre o privilégio de sua geração ter sido tão atuante no desenvolvimento social do Brasil, destacando a luta, a dedicação e o empenho da sua geração para a criação do SUS. “Apesar de muita gente ter sido contra”, disse o diretor do INCA, “conseguimos criar o SUS depois de muitas conferências e discussões.”

A mídia não perde oportunidade para fuzilar o SUS, mas, segundo Luiz Antônio, os maiores críticos são aqueles que nem usam nem precisam dele. “Esses críticos se esquecem dos trabalhos realizados pelo SUS que atendem toda a sociedade, como o serviço de vigilância sanitária e o programa nacional de imunizações oferecidos gratuitamente.” O oncologista destacou ainda o programa de transplantes de órgãos brasileiro e o de prevenção e tratamento contra Aids. “O programa de aids do SUS contrariou a expectativa de especialistas, que em 1982 diziam que no ano 2000 haveria 2 milhões de portadores do vírus da Aids no Brasil." Graças ao SUS, esse número caiu para 400mil.

A ex-deputada Lúcia Souto lembrou que o surgimento do SUS foi uma vitória daqueles que lutaram pelo direito à saúde no Brasil num momento importante da redemocratização. “Foi uma luta suprapartidária, que também abrangeu o campo social e econômico”, disse. Lúcia Souto fez um relato da saúde pública no país antes do SUS, à qual apenas os trabalhadores com carteira assinada tinham acesso. “A idéia central do SUS era universalizar a saúde.” Essa idéia sensibilizou a 8ª Conferência Nacional de Saúde, da qual a classe médica saiu com um abaixo-assinado com mais de 100 mil nomes. Os funcionários públicos também aderiram à campanha em prol do SUS e não ofereceram resistência à fusão dos diversos órgãos então responsáveis pela saúde pública no país.

A sanitarista Laura Tavares defendeu idéias polêmicas. Mostrou-se contrária, por exemplo, ao incensado PSF (Programa Saúde da Família). “Os agentes comunitários de saúde não têm como dar conta de visitar todas as famílias das regiões metropolitanas”, afirmou. Ela também é contra a municipalização de hospitais regionais como o HGNI (Hospital da Posse) e o montante de dinheiro atualmente destinado à saúde. "A fórmula de cálculo está equivocada”, disse. “Ela não deveria estar relacionada ao PIB, mas à Seguridade Social.” Laura Tavares comparou o SUS a um copo de água pela metade, que para uns está meio cheio e, para outro, meio vazio. Mesmo assim, acredita que chegou a hora de se discutir o modelo do SUS. “Temos muitas realizações, mas podemos fazer muito mais.”

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Portas abertas para a Ciência e a Tecnologia

Depois do Fórum Mundial e do IguaCine, é a vez da SBPC entrar com tudo em Nova Iguaçu.


Por Flávia Ferreira

A Reunião Regional da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) foi aberta na tarde da última quarta-feira, no teatro do SESC de Nova Iguaçu. Participaram da solenidade personalidades do meio educacional, político e cientifico. O prefeito Lindberg Farias, que se disse orgulhoso porque a cidade administrada por ele está sediando um evento importante para a sua formação política, abriu os trabalhos.

O presidente da SBPC, o matemático Marco Antônio Raupp, explicou que a instituição, feita por amigos da ciência e por pessoas que se preocupam com o futuro da nação, trabalha com três vetores. “O primeiro é a desigualdade regional e intra-regional”, disse o presidente da sociedade. “O segundo é a evolução científica e terceiro, a educação na inclusão.” Esses três vetores colocam a SBPC no centro dos debates nacionais e, dessa forma, o fato de ela estar sendo apresentada aqui inclui a Baixada no mundo cientifico, político, econômico e educacional. “Nossos debates se entendem para todos os cantos sociais.”

Lindberg Farias insistiu na importância de que a reunião traga resultados concretos para a Baixada Fluminense e, por extensão, para Nova Iguaçu. “Só vamos lucrar se a gente aproximar as experimentações deste evento com as escolas” – disse o prefeito.

Para a ex-secretária de Educação de Nova Iguaçu, a vereadora Marly de Freitas, eventos como a SBPC atraem o olhar estrangeiro para a Baixada. “Isso facilita a discussão da educação”, disse. “Nós vamos discutir educação não só para o professor de ciência, mas para alunos, crianças e pessoas leigas.” Marly acredita que este é o caminho para fazer uma educação diferente.

A SBPC estará acontecendo tanto em Nova Iguaçu quanto em Duque de Caxias. Serão cinco dias de descobertas, experimentações, e articulação com a ciência.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Sociedade Brasileira para o Progresso da Baixada

Nova Iguaçu e Duque de Caxias sediam evento cientifico e tecnológico que discute desenvolvimento sustentável.

Por Flávia Ferreira
Imagens retiradas do site da SBPC

Nova Iguaçu e Duque de Caxias serão palco, dos dias 7 a 9 de maio, da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). O tema da reunião é "Educação e Ciência para o Desenvolvimento Sustentável da Baixada Fluminense". Segundo Joana Nunes, secretária adjunta da Secretária Municipal de Monitoramento e Gestão, trata-se de um tema altamente pertinente a nossa realidade "Só poderemos resolver os problemas do estado se pensarmos na Baixada primeiro. Então, tudo que tem a ver com educação, desenvolvimento e ciência são questões que estão diretamente ligadas à sustentabilidade do nosso município", diz ela.

A SBPC é uma instituição sem fins lucrativos, que reúne professores, estudantes de todas as áreas de ensino, acadêmicos, pesquisadores e cientistas. Ela acontece uma vez por ano em seu formato original, sempre em alguma capital importante do país. Além disso, essa sociedade apresenta um formato regional. De dois em dois anos, escolhe-se uma região brasileira para sediar o encontro, que discute temas referentes à região. A Baixada reunirá esse formato regional.

A programação deste encontro envolve todas as áreas do conhecimento: de cinema à saúde, passando por teatro, literatura, educação e esporte. Por isso, a organização do evento está fazendo uma convocação geral da população da Baixada. A Secretária de Monitoramento e Gestão é a secretária executiva da SBPC em Nova Iguaçu. Ela ficou responsável por mobilizar os municípios vizinhos e convidar secretários, empresários, escolas e ongs. Estarão presentes os Prefeitos Lindberg Farias e Washinton Reis, respectivamente de Nova Iguaçu e Caxias. O Ministro Mangabeira Unger, da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, e a Ministra Dilma Russef, da Casa Civil, virão para a solenidade de encerramento.

O evento terá duas mesas de referência. A primeira, na qual serão debatidos os 20 anos do SUS (Sistema Único de Saúde), acontecerá no SESC de Nova Iguaçu, na quinta-feira 8, às 19h. Participarão desta mesa a deputada Lucia Souto, o sanitarista Antonio Ivo de Carvalho (Fiocruz), a economista Laura Tavares (Instituto de Economia da UFRJ), Marcos Souza (Hospital Geral de Nova Iguaçu), e o ex-ministro da Previdência Rafael de Almeida Guimarães. A segunda mesa, dedicada à educação universal, terá Tereza Cruvinel (TV pública) Muniz Sodré (Biblioteca nacional), Maria Antonia Goulart (Bairro Escola) e o ex-secretário estadual de educação Nelson Macula.

A secretária adjunta, Joana Nunes, faz um apelo para que a população participe do debate proposto pela SBPC, pois não é possível desenvolvimento sustentável sem mobilização da sociedade. “A sustentabilidade tem um significado mais amplo do que a gente pensa”, diz Joana Nunes. "É um guarda-chuva embaixo do qual todos nós estamos.”

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