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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Aipim bicho-grilo

50 mil pessoas passaram pela Festa do Aipim em Tinguá
Por Alines Marques, Camila Oliveira e Mariane Dias
Este é o quinto ano da Festa do Aipim, evento que acontece todos os anos na praça principal de Tinguá. Cerca de 50 mil pessoas passaram pela festa entre os dias 10 e 13 de julho. Na festa, o aipim, também conhecido como mandioca ou macaxeira, pôde ser saboreado em mais de 60 pratos diferentes, distribuídos em 40 barracas ao longo na praça.

Nos quatro dias de festa, foi possível desfrutar de diferentes atrações: bandas musicais, pratos típicos, artesanato, campeonato gastronômico e concurso para a rainha da festa.

R$ 200 mil

Segundo cálculos extra-oficiais da Associação de Moradores e Amigos do Tinguá (AMAT), a festa gerou cerca de 200 empregos temporários e movimentou mais de R$ 200 mil. Além da diversão, esta festa promove o crescimento do bairro, já que atrai um grande número de visitantes para Tinguá.

A festa também atrai muitas pessoas talentosas. Na praça central do bairro, podia-se avistar um grupo de hippies sentados na calçada. Eles estavam produzindo belíssimas pulseiras, cordões, anéis e peças em madeira. Mas a história por trás desses artistas é ainda mais interessante que as peças de artesanato.

Família feliz


Essa família de hippies, que se autodenomina “família feliz”, consegue transmitir alegria com toda simplicidade do seu estilo de vida. Agradáveis e comunicativos, os hippies trabalhavam em suas criações com prazer e satisfação.

O líder da família, conhecido por Fininho, trabalha junto com sua esposa, Valquíria. Ele a conheceu há quatro anos, em meio à longa viagem iniciada oito anos antes, quando resolveu “cair no mundo”, como ele mesmo diz.

Bicho grilinho

“Um belo dia eu cheguei para o meu pai e disse que queria ganhar o mundo”, diz Fininho. “Queria liberdade para fazer o que tivesse vontade, de me expressar através da minha arte.” Assim o fez até conhecer sua esposa e se encantar por este mundo de magia e energia em que vive agora.

A família ficou ainda mais feliz com a chegada de Yuri, hoje com dois anos. “O moleque já tem um currículo imenso”, brinca Fininho. “Foi a duas raves, forró, reggae e já conhece dois estados. No fim deste mês, Yuri irá conhecer Espírito Santo, São Paulo e Maranhão.” Além de levar suas produções para vários estados, Fininho já participou do programa do Jô Soares.

Gergelim dos duendes

Na filosofia de vida dos hippies, a prioridade é ser feliz. Eles não têm apego a coisas materiais e transformam suas dificuldades em superação. A arte que produzem gera satisfação e prazer pela vida, pois produzem o que gostam e fazem com amor. Suas obras impressionam e atraem todo tipo de público.
A família que viaja unida para vender suas peças possui uma casa cultural em Barra de Guaratiba, onde produzem artesanato e passam esse conhecimento adiante.

O trabalho é feito com materiais fornecidos pela própria natureza, dando um toque ainda mais especial às obras. “O mar me dá as conchas”, enumera Fininho. “A floresta se encarrega pelas sementes, pela madeira e pelas penas.” Algumas sementes são raras, como a de gergelim. “Eu só encontro em Visconde de Mauá, onde vejo duendes e fadas andando pelas ruas da cidade.” Mas além de precisar andar seis quilômetros em meio a esses seres mágico, Fininho tem que cavar com a mão. “Quando a semente cai da árvore, ela se enterra no solo.” Por ser especial, a os moradores da região farão uma festa em homenagem à semente de gergelim.

A maneira como a família aborda seus clientes faz com que a compra seja irresistível. A forma alegre, sutil e atenciosa como tratam as pessoas os tornam ainda mais encantadores. Os hippies transmitem uma energia muito positiva e ao mesmo tempo relaxante.

Rap do aipim


Quando chegamos à PAos poucos, fomos descobrindo que Darlan também era talentoso. O menino cantou alguns raps que compôs, incluindo a música apresentada no programa ‘Domingão do Faustão’, exibido pela raça de Tinguá, encontramos um menino chamado Darlan Cardoso, 13 anos, morador da região. Ele estava sentado junto ao casal de hippies, aprendendo algumas técnicas de artesanato. Rede Globo. A letra dessa música fala sobre educação. Darlan também canta seus funks na Rádio Mix do Tinguá, rádio comunitária do bairro.



Antes de se mudar para Tinguá, Darlan morava no bairro Pantanal, em Duque de Caxias. “Não estudei até os dez anos, pois morava numa localidade muito violenta”, conta o rapper. “Por uma questão de segurança, minha mãe resolveu não me matricular na escola.” Há três anos, ele estuda numa escola pública do bairro, Escola Municipal Barão de Tinguá. Darlan tem mais dois irmãos, Tarcísio, 15 anos e Cibele Cardoso, quatro.

Percebemos que sua situação financeira não é muito estável, pois quando fomos até sua casa, sua mãe estava descendo a rua com a filha e um monte de garrafas pet para encher em uma biquinha, como é chamada uma pequena rocha que jorra água potável. A família de Darlan utiliza essa água para tudo, inclusive para se banhar. Apesar da situação difícil, Darlan aparenta ser mais que uma criança talentosa.

A experiência de ir à festa do Aipim é gratificante, pois além das atrações, podem-se conhecer pessoas e histórias de vida impressionantes. Esse contato estimula a busca dos nossos sonhos sem nunca desistirmos.






RAP DO AIPIM


"Piririm piririm arroz, feijão, aipim
Piririm piririm arroz, feijão, aipim
Epa, epa, epa, acabou a empadinha
Epa, epa, epa, acabou a empadinha
Calma aí, calma aí, que tem coxinha
Piririm piririm arroz, feijão, aipim
Piririm piririm arroz, feijão, aipim"

terça-feira, 8 de julho de 2008

Festa para os mártires

Por: Aline Marques
Fotos: Retiradas da internet

São Pedro chamava-se Simão ou Simeão. Nascido em um pequeno vilarejo pagão na Galiléia, tornou-se pescador na cidade de Carfanaum.

O povo vê São Pedro como "o porteiro do céu", o manda-chuva e o padroeiro dos pescadores. A presença dele na tradição portuguesa e brasileira é constante.

São Paulo tinha o nome de Saul ou Saulo, um fiel evangelizador. Nasceu na cidade de Tarsus, na Cilícia, Ásia Menor (hoje Turquia).

São Pedro e São Paulo são irmanados pelo martírio.

Outras comunidades
Há muitos anos, se comemora o dia dos santos Pedro e Paulo nos dias 27 e 29 de junho. Em Nova Iguaçu, a festa dos dois padroeiros começou no 21 de junho, no bairro do Jardim Iguaçu, onde a prefeitura fechou a rua professor Heleno Cláudio Fragoso.

A abertura da festa foi com a famosa Cristoteca, que contou com a presença de Djs e membros da igreja. "A festa foi maravilhosa", diz Luana Souza, 20 anos. "Vieram muitos jovens de outras comunidades, que não conheciam essa festa." A jovem nunca viu a Paróquia de São Pedro e São Paulo tão cheia.

Nos dias 27, 28 e 29, a festa também contou com a presença da banda Identidade Juvenil e Exôdos, entre outras. A banda Identidade Juvenil não deixou ninguém parado. "Nunca vi uma banda jovem tão animada e tão competente", diz Amanda Fernandes. "Ao mesmo tempo, eles conseguem passar uma paz e uma alegria tão grande, é tão intenso."

Estaria rico
Como a festa invade a rua, é uma ótima oportunidade para os comerciantes de Jardim Iguaçu. Eles armam barraquinhas de milho verde, cachorro quente, pipoca, caip-fruta e outras delícias nas imediações da paróquia.

"Eu ganho um bom dinheiro nos três dias de festa", diz Moacyr Araújo, um comerciante do bairro de 56 anos. "Se tivesse essas festas toda semana, eu estaria rico", brinca.

Ansiedade
As pessoas aguardam a festa com ansiedade. Esse é o caso de Maria Eduarda, mãe de Anna Júlia, uma menina excepcional de três anos. "Eu fico superalegre, pois a minha filha tem problemas mentais e fica muito difícil sair com ela para os outros lugares", conta essa moradora de Jardim Iguaçu.

A festa de Jardim Iguaçu é uma das raras oportunidades de que elas têm para se divertir sem enfrentar a dificuldade de subir no ônibus e atravessar as calçadas com a cadeira de rodas de que a filha precisa. "Fico muito animada porque conheço o jeitinho dela e sei que isso é uma diversão. Posso ver nos olhinhos dela a alegria e a vontade de estar ali."

terça-feira, 17 de junho de 2008

A multiplicação do amor

Festa de Santo Antônio atrai multidão em Nova Iguaçu.
Texto e fotos por Bruno Marinho Loura e Marcelle da Fonseca

Santo Antônio inaugura as festas juninas em todo Brasil. Aqui em Nova Iguaçu ele tem um título mais que especial. É o padroeiro de nossa cidade e tem uma festa reconhecida por todos como a maior da Baixada Fluminense. A prefeitura fechou a Av. Avenida Marechal Floriano Peixoto entre a rua Dom Walmor e a Praça da Liberdade, fechando quase dois quilômetros durante quatro dias para que o santo casamenteiro fosse comemorado.

Na sexta-feira, dia de Santo Antônio, a Diocese e o Município de Nova Iguaçu amanheceram em festa. O altar da Catedral de Santo Antônio de Jacutinga, no Centro, havia sido adornado com muitas flores amarelas, vermelhas e brancas. Mesmo sendo uma sexta-feira 13, os católicos dos seis municípios da Baixada não se mostraram supersticiosos e aos poucos foram lotando a Catedral. Dirigiam-se e amontoavam-se à frente da imagem do santo, onde faziam seus pedidos: “Pedi a ele para que intercedesse junto a Deus pelos casamentos e noivados, pois está havendo muitos divórcios”, disse a dona de casa Nayane Couto, 34 anos.

A missa foi presidida pelo bispo diocesano Dom Luciano Bergamin, que em sua homilia ressaltou a campanha da fraternidade 2008, “Fraternidade e defesa da vida”. Ele também pediu ao santo para que abençoe as famílias e as ilumine na ora de votar. A celebração Eucarística foi co-presidida por dezenas de padres e diáconos. Também marcaram presença o prefeito da cidade, Lindberg Farias, autoridades militares e o deputado federal Nelson Bornier.

Pão na mesa

A missa foi concluída com a tradicional benção dos pães, uma homenagem ao fato de Santo Antônio distribuir esse tipo de alimento para as famílias pobres de Pádua e Lisboa. De acordo com a lenda cristã, não faltará pão na mesa de quem guardar um pão dentro de uma lata de mantimento. Há quem diga que o pão não mofa, mantendo suas propriedades durante um ano.

A procissão saiu em seguida, arrastando uma multidão pelas ruas do Centro. Por onde passava, o padre Geraldo Magalhães, pároco da Catedral, aspergia água benta sobre os fiéis, as barraquinhas e as lojas comerciais.

Festa do Oi

A festa, conhecida como a "festa do vai e vem" ou "festa do oi", também fez jus à tradição. A festa ganhou esse apelido por causa da multidão que se espreme na Avenida Marechal Floriano Peixoto. De um lado, forma-se uma fila que vai e, do outro, uma que vem. E nesse movimento, as pessoas mal têm tempo de cumprimentar os muitos conhecidos que vão encontrando: "oi, oi, oi."

Nesse vai-e-vem, as pessoas encontram várias barraquinhas de sopa, milho, cachorro-quente, hambúrguer, churrasquinho e artigos religiosos, como terços, medalhas, camisetas e fitinhas de Santo Antônio. Também há barraquinhas de artesanato e bebida. Mas o item mais vendido na festa é a cocada. Elas são oferecidos em pelo menos 20 barracas, nos mais variados sabores.


Depois das barraquinhas, as pessoas dançam, sambam, cantam e rebolam até o chão ao som dos grupos de pagode, funk e axé que se revezam no palanque. Nas mesas da Praça da Liberdade, a multidão bebe, come e gargalha.




O milagre do amor

Parte da multidão foi para a festa agradecer a graça concedida pelo santo casamenteiro. Esse foi o caso de Lidiane dos Santos Silva, que há dois anos vai à festa agradecer por ter conseguido o atual namorado. Não é diferente com Luciene Almeida Faria: “Eu agradeço muito a Deus e ao santinho, pois eu não conseguia namorado. Depois que pedi muito a Deus e tive fé na intercessão de Santo Antônio, consegui um ótimo namorado que mais tarde se tornou meu marido e no dia 13 de junho deste ano completamos 10 anos juntos”, disse ela.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Um casamento perfeito

Nova Iguaçu festeja Santo Antônio, o padroeiro da cidade.

Por Breno Marques e Paulo Nino
Fotos: Marcelle da Fonseca e Bruno Marinho


A festa de Santo Antônio, uma das mais famosas de Nova Iguaçu, começou no dia 12 de junho e terminou no dia 15 de junho. A festa, realizada pela diocese com apoio da prefeitura, reúne tradições do santo, comidas típicas e missas católicas.

Como vem ocorrendo desde que Dom Adriano Hipólito consagrou o santo como o padroeiro de Nova Iguaçu, uma grande multidão se espremeu na Avenida Marechal Floriano Peixoto.

Cento e noventa e duas barraquinhas foram montadas ao longo de dois quilômetros entre a Praça da Liberdade e a Igreja de Santo Antônio de Jacutinga, na esquina com a Avenida Getúlio de Moura.

Diversão de graça

O evento atraiu pessoas de diversos bairros de Nova Iguaçu. O estudante Cláudio Antunes, de 16 anos, mora no bairro do Rancho Novo e sempre que pode vai à festa.
“Eu fui só no segundo dia da festa, achei super legal porque tinha bastante gente diferente, e também revi meus amigos de infância”, conta Cláudio. Para ele, a festa do padroeiro é mais uma opção para se divertir de graça em Nova Iguaçu.
O santo é conhecido por ser casamenteiro, padroeiro dos pobres e ajudar a encontrar objetos perdidos. Grande parte daquela multidão não apenas acredita nos poderes desse que é o santo mais popular no Brasil, como está ali para agradece por uma graça alcançada.

Facão na bananeira

O estudante Christopher Anute, de 18 anos, morador do bairro Califórnia, diz que se tornou devoto de Santo Antônio quando encontrou sua cara-metade. “Uma vez encravei um facão na bananeira do sítio da minha tia, no dia 12 de junho à meia-noite”, conta Christopher. Conheceu a mulher que se tornaria sua noiva nesta mesma semana e a partir de então não perdeu uma missa de Santo Antônio. “É minha forma de gratidão”, afirma ele.

Anute, no entanto, não gosta da badalação em torno do santo. “Acho a festa muito ruim, pois tem pouca segurança e muita gente mal encarada.” No entanto, ele acha que Santo Antônio merece a homenagem e gosta das comidas típicas servidas na festa. “Adoro cocada”, diz.
A festa atrai jovens e adultos, nem todos devotos. Muita gente vai apenas para se divertir. “Eu não sou devoto, nem vou à igreja”, diz o estudante de administração Paulo Monfort, 20 anos, morador do centro de Nova Iguaçu. “Mas gosto da festa, não perco um ano sequer porque aqui encontro todos os meus amigos da antiga escola e agora da faculdade.” Paulo Monfort acha, porém, que devia haver mais atrações.
Falta segurança

Algumas pessoas se decepcionaram com a festa. Esse foi o caso da estudante Thamires Nunes, de 17 anos, que reclamou da segurança. “Eu particularmente achei a festa muita chata, pois vi muitas pessoas bêbadas”, protesta Thamires. Esses bêbados brigam entre si e terminam estragando a festa de quem está ali para se divertir.
O atendente de lan house Diego Pereira, de 19 anos, morador do bairro Califórnia, pensou que haveria mais gente na festa. “Achei estranho assim que cheguei, pois não estava cheia como imaginava”, diz o atendente. Ele também se surpreendeu ao ver um membro da igreja subir no palco de madrugada. “Achei entranho quando um cara subiu no palco às duas da manhã e pediu pra as pessoas ir à missa das dez horas do dia seguinte. Até parece que alguém ia, estavam quase todos bêbados.”

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