quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Evolução x conservação: o que fazer?

Manejo sustentável como ponto de equilíbrio
Por Flávia ferreira
Imagem: Salvatore
Se olharmos o mapa do Brasil, veremos que a Mata Atlântica segue toda a faixa litorânea do nosso território, acompanhando o oceano Atlântico, de onde originou seu nome. Esta mata pode ser considerada, por conta de sua fauna e flora, uma das mais ricas florestas tropicais do planeta. Um conjunto de matas que se estende do Ceará ao Rio Grande do Sul, passando por Piauí, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná e Santa Catarina.

O capitalismo adotado pelo Brasil nos últimos tempos, buscando uma evolução a qualquer custo, obteve como resultado a devastação quase total de nossa floresta, e com isso uma decadência na qualidade de vida do campo e da cidade, que cresceram com essa ideologia.

Um dos visíveis impactos ambientas causados por essa destruição é o efeito estufa, pois as árvores em geral contribuem para baixar os índices de dióxido de carbono no ar, o que não ocorre em conseqüência do desmatamento, ocasionando elevadas temperaturas e fortes chuvas. A cidade de Nova Iguaçu obtêm parte desta floresta, a qual, atualmente, se encontra reduzida quase à metade pelas queimadas. É visível a destruição causada pelo homem e suas máquinas, a maior causa disso é a pedreira localizada na Serra de Madureira.

Mesmo reduzida e fragmentada, a Mata Atlântica ainda abriga áreas florestais riquíssimas, com milhares de espécies vegetais e animais endêmicos, ou seja, que não existem em nenhum outro lugar. Ao total, ela abriga cerca de 450 espécies de árvores por hectare, 20 mil espécies de plantas (oito mil endêmicas), 261mamíferos (73 endêmicos), 620 aves (160 endêmicas), 200 répteis (60 endêmicos) e 268 anfíbios (253 endêmicos).

A exploração correta dessa biodiversidade é possível por meio do manejo sustentável, essa nova concepção inclui a necessidade de preservação do ambiente, significando, enfim, um desenvolvimento que atenda as necessidades do presente sem comprometer a vida do planeta e das futuras gerações.

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