quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Tricotando na rede

Meninas ainda são minoria nas Lan Houses

Por Dardânia Carvalho

Pode-se dizer que as lan houses de Nova Iguaçu são mais freqüentadas por homens do que por mulheres. Qualquer pessoa que entrar numa lan verá que o número de homens lá dentro é bem maior do que o de mulheres. Para Eduardo Garrido, o servidor da lan house Connection, em Botafogo, isso acontece porque os meninos são barulhentos e bagunceiros. "As mulheres têm vergonha de estar junto dos homens", acredita Eduardo. "Pelo menos aqui na Connection, elas preferem mais sossego."


Aline Santos, que não tem computador em casa e vai às lans checar e-mails e fazer pesquisas para a faculdade, concorda em gênero, número e grau com Eduardo. "Eu não gosto quando um monte de gente fica atrás de mim, lendo minhas conversas", diz a estudante, de 22 anos. "Deveria ter mais privacidade." Apesar disso, Aline confessa que a lan house facilita sua vida. "Sempre que eu preciso usar a internet, vou à lan house. Lan house é o que não falta. Tem em todo lugar."

Mas nem todas as meninas procuram sossego. Quem prova isso é a freqüentadora Cíntia Rosário, 18 anos. Para ela, há um número expressivo de meninas que vão à lan mais interessada em arrumar namorado na rede do que em fazer trabalhos escolares. "Elas vão para fazer amigos e ficar bate-papo no MSN", afirma Cíntia. "Algumas até gostam de safadeza na lan house. As mulheres deveriam ter mais privacidade e atenção."




Jogos masculinos

Para a servidora Mônica Amora, 39 anos, que trabalha em uma lan house na Caioaba, as lans
atraem mais homens porque em sua maioria são projetadas para jogos. "As meninas procuram mais amizades. Poderiam ser proibidos certos tipos de comportamentos como xingamentos, palavrões, etc. Em compensação, depois que surgiram as lan houses, as pessoas passaram a ficar bem mais informadas", completa.

"A lan é como se fosse um clube para os homens", analisa Rodrigo Barbosa, 19 anos. "Se tem mulher, eles atacam de todos os jeitos." Para ele, as mulheres só querem saber de Orkut. Rodrigo acha que a solução seria melhorar o conforto e exigir mais respeito dentro da lan. "Isso atrairia mais mulheres", imagina.

Wanderson Oliveira, 16 anos, também dá seu palpite para aumentar o número de mulheres nas lan houses. Segundo ele, as mulheres podem ser conquistadas pelo bolso. "Poderia ter mais promoções para elas. Quem sabe, assim, elas poderiam se interessar", diz. Para Rômulo Diego, 18 anos, educação é a palavra chave para aumentar a freqüência de mulheres nas lans. "Tem muita pornografia nas lans", afirma Rômulo.

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