segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Drama costurado com humor

ONTEM, NO II IGUACINE

Marcelo Zona Sul, clássico do cinema brasileiro, é exibido no último dia de Iguacine com presença de Xavier de Oliveira
por Carine Caitano

Silêncio no pátio so Espaço Cultural Sylvio Monteiro. Funcionários e plateia encontram-se no auditório a pedido de Marcus Vinícius Faustini, secretário de Cultura de Nova Iguaçu, com motivos bem especias. Xavier, diretor e roteirista de Marcelo Zona Sul, prestigia o festival com exibição do longa e bate papo com plateia.

Abordar o cotidiano da juventude é comum. Mas o que diferencia essa produção é a leveza e verdade contida nos diálogos e ações dos personagens. Antes mesmo do apagar das luzes, Faustini sobrevoou as realizações do Iguacine. Os filmes, as trocas, conversas, encontros e desencontros promovidos, que só acrescentam à cidade de Nova Iguaçu. O secretário também comparou o papel político de um festival de cinema na Baixada Fluminense com o manifesto escondido no longa de Xavier.

Iniciado com imagens do cotidiano carioca dos anos 60, o filme arrancou boas risadas da plateia. E também surpreendeu algumas pessoas, pelas gírias tão comuns ao nosso dia-a-dia e até pela fotografia em preto e branco. "Nunca mais assisti nada em preto e branco", diz Jorge Luis, professor de Vila de Cava. "A gente tá tão acostumado com cores, alta definição, que se esquece da beleza que é tonalizar filmes assim".

Outras das caracteríticas marcantes do filme, presente nas produções da época, foi a música narrando a cena, ouvida nos momentos de solidão e apuros de Marcelo, personagem principal da trama. Além disso, conferimos facilmente o processo de urbanização do Rio de Janeiro e a descoberta dos pontos turísticos ainda famosos da cidade.

Lindberg Farias, Prefeito de Nova Iguaçu, entregou o prêmio de honra ao diretor e o público, extasiado, aplaudiu de pé.

Interatividade:
Quem você aplaudiria de pé?

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Curta à vontade!

ONTEM NO II IGUACINE

Site Porta-Curtas recebe homenagem no encerramento do festival
por Jéssica de Oliveira

O site Porta-Curtas recebeu neste domingo, 30 de agosto, uma homenagem pelo trabalho e apoio dado ao festival. Sua função foi disponibilizar a exibição de todos os curtas produzidos e exibidos nos quatro dias em que a cidade voltou seu olhar para a tela de cinema do Espaço Cultural Sylvio Monteiro.

Em seu discurso de agradecimento, Vanessa Souza, que faz parte da equipe do Porta-Curtas, parabenizou as produções e diz que espera poder participar do próximo Iguacine, servindo mais uma vez de canal entre os realizadores e o público que não pode estar presente no festival. “Eu não preparei um discurso, mas tudo o que tenho a dizer é que foi um imenso prazer poder participar de tudo isso. Em 2010 esperamos voltar”, diz com timidez.

Também presentes à homenagem, Lucas Djahjah e Talita Arruda contam que o site, cuja sede fica no Jardim Botânico, também tem uma íntima relação com o jornalismo. “Nossos vídeos podem ser visualizados gratuitamente por todo o Brasil”, conta Djajah, para quem o curta-metragem não tem a devida divulgação. O próprio nome do site é uma forma subliminar de dizer que o Porta-Curtas é um portal que ultrapassa um determinado grupo, cidade, estado ou festival, indo de maneira rápida e fácil a qualquer canto do país.

Pra quem quiser curtir
Além de todas as premiações que rolaram pela noite de encerramento - e que você pode ver aqui no blog -, o Porta-Curtas premiou o curta-metragem mais votado pela galera que deu seu clique no site. É isso mesmo! Os trabalhos de audiovisual que encantaram a todos nesses quatro dias não foram apenas assistidos, como também votados como o melhor curta.

Essa interatividade faz com que o internauta tome a posição de jurado e decida o que achar mais justo. Foram milhares de votos de todo o Brasil e o vencedor foi “Animadores”, com direção e roteiro de Allan Sieber.

Agora, se você perdeu algum curta-metragem, inclusive “Animadores”, não se desespere: entre no Porta-Curtas e digite o nome do filme. Mas não se esqueça de no próximo Iguacine acessar o site, votar no seu curta preferido e reassisti-lo no festival.

Interatividade:
Você já baixou algum filme do Porta-Curtas?

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Cinema cidadão

ONTEM NO II IGUACINE

Cine Santa é um dos homenageados no II Iguacine
por Robert Tavares

O Cine Santa Teresa fez sua primeira exibição em Santa Teresa no dia 23 de junho de 2003, apresentando o sucesso nacional "Deus é Brasileiro". Nestes mais de seis anos de funcionamento o cinema ocupou, por mais de dois anos, todos os domingos, a Igreja Anglicana do bairro. Exibia filmes de arte para os cinéfilos e revertia parte da renda obtida com a venda de ingressos para as obras sociais.

Ultimamente o Cine vem sendo considerado um dos pontos mais influentes e visitados - em comparação aos outros cineclubes espalhados pela cidade - do Rio de Janeiro. "Os moradores de Santa Teresa são os cinéfilos que mais assistem e prestigiam o cinema nacional", diz Fernanda Oliveira, que fundou o cineclube junto a seu marido, Adil Tiscatti.

Ele foi considerado o maior exibidor de cinema brasileiro 2008/2009. Pelo segundo ano consecutivo, o Cine Santa Teresa conquista o Prêmio Adicional de Renda da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), como o maior exibidor de cinema brasileiro de todo o país. Tendo exibido 33 títulos nacionais, o Cine Santa ficou em primeiro lugar no ranking de exibidores.

Mas não para por aí. Ontem, no último dia de II Iguacine, um dos homenageados da noite foi o Cine Santa, que foi aplaudidíssimo pelos presentes. "Eu acredito plenamente na arte, em viver de cultura, é difícil sair de uma sala de cinema sem ser transformado, fico completamente emocionada e grata em receber essa homenagem feita pelo Iguacine".

Em seu discurso de agradecimento, o casal disse: "A Baixada sai ganhando, porque inaugurou a primeira escola de audiovisual, isso é um marco, investir é um ganho, aliás o Rio ganha mais, ou melhor, o Brasil! Nós somos um povo, é nossa essa conquista", comemora Adil Tiscatti. "Eu fundei na minha cabeça, e no meu coração", diz Fernanda, que há muito tinha vontade de criar a primeira sala de cinema de Santa Teresa. Desde o início, Fernanda e Adil foram totalmente apoiados pelos amigos do bairro onde moram. "Eles abraçaram a ideia. Não foi surpresa, eu já sabia que todos necessitavam de um cinema, eu e os moradores começamos a batalhar por espaço, horários, filmes".

Em dezembro de 2005, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro convidou o cinema para ocupar uma das salas do prédio da XXlll RA e assim poder funcionar todos os dias, como desejavam os moradores. Este convite viabilizou um dos maiores objetivos: ampliar o número de frequentadores. Com várias sessões diárias, o cinema pode ampliar seus programas e desenvolver métodos sócios-culturais-educacionais voltados para todas as classes sociais do bairro. Essa evolução pode ser observada apenas pelo atual espaço onde acontecem as exibições. "Hoje em dia somos cinema, oficialmente falando", conclui Fernanda.

Aos interessados, eis o endereço de um dos cineclubes mais badalados da cidade:
Cine Santa Teresa - Largo do Guimarães, 136

Interatividade:
Você já andou no bondinho de Santa Teresa?

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Peitos e piadas

II IGUACINE

Notas sobre a exibição de "Um lobisomem na Amazônia"
por Josy Antunes

Você precisa conversar com o Ivan Cardoso”. Na sexta-feira - enquanto parte da equipe do Jovem Repórter estava concentrada na biblioteca do Sylvio Monteiro, e outra parte, junto com o público, assistia à Mostra Competitiva de Curtas – ouvi a frase, quase que imperativa, de diversas pessoas.

Minutos depois, encontrei-o sendo filmado pela produção do II Iguacine, se expressando com seu jeito carregado de performances e portando um inconfundível chapéu preto. Imaginei, pelas extremas recomendações, que o contato com ele seria complicado. Me enganei!

Elaine Cristina acompanhava o artista, oferecendo companhia até o carro. Ele se desvencilhava dos cuidados, mostrando-se à vontade com a organização do Festival. Dos minutos em que conversamos, destaco a definição que Ivan fez, sobre sua relação com o cinema: “Visceral”. Palavra dita com a mesma intensidade com que declarou dormir com seus filmes.

A paixão inflamada pelo cinema é o que move o diretor, que criticou aqueles que fazem a arte por dinheiro. “Tem gente que só sai pra filmar com R$ 5 milhões no bolso”, comparou ele. Segundo Ivan, seus filmes são feitos com seu próprio sangue. Enquanto isso, no telão era exibido “Um lobisomem na Amazônia”, de 2005.

Poucos instantes depois - ainda durante o filme – entre cigarros e risadas, Ivan Cardoso conversava animadamente com Matheus Topine, com quem pude falar posteriormente (ontem). Entrei na sala de exibição e me acomodei em um dos degraus, já que os assentos, como aconteceria nos próximos dias, estavam lotados. Na saída, ouvi descrições sobre o filme, como: “Combinação de peitos e piadas”. Conversei com um grupo de estudantes que tinham acabado de dedicar as únicas horas livres do dia ao Iguacine, animadíssimos. Haviam ainda os espectadores que não paravam de lembrar da cena inicial de “Um lobisomem...”, que trazia Karina Bacchi com Danielle Winits.

Voltando agora ao Matheus, fiquei surpresa ao saber de onde ele e Ivan se conheciam: “Ele pirateia os próprios filmes e vende pelo orkut”. A afirmação só confirmou que a principal preocupação do diretor é com a difusão de seu trabalho, não com os lucros.

Matheus, 20 anos, é realizador do Cine Goteira, onde filmes do diretor já foram incluídos na programação. “O Ivan é um dos mais importantes realizadores do cinema”, alegou . A cada sessão, uma vinheta feita por ele é exibida. A próxima, contará com uma fala de Ivan, gravada com uma câmera fotográfica, sobre o que os jovens devem assistir de produções cinematográficas: “Ele falou que os jovens devem parar de inventar, que a fórmula do cinema já está feita: ação, aventura e mulher pelada”.

O Goteira, que teve início em 2007, acontece uma vez por mês, na Sala Popular de Cinema Zelito Viana, que fica no auditório da Prefeitura de Mesquita. Já acompanhei uma sessão e recomendo fortemente. Algumas das vinhetas exibidas lá estão disponíveis no You Tube. Deixo a do mês de maio aqui (porque acredito que elas são o tipo de coisa impossível de se “palavrear”).




Interatividade:
Assim como Ivan Cardoso, defina, em uma palavra, sua relação com seu trabalho.

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Revelação na primeira viagem

ONTEM NO II IGUACINE

"Um dia qualquer" dá prêmio de ‘diretor revelação’ a Leonardo Remor
por Edson Borges Vicente e Fernanda Bastos da Silva

Recém-formado em publicidade pela Unisinos, Leonardo Remor, um gaúcho de 21 anos, começou a carreira com o pé direito. Depois de conquistar o prêmio de Melhor Filme na 2ª MIAU (Mostra Independente Audiovisual Universitário), em Goiânia, 'Sobre um dia qualquer' saiu do II Iguacine com a menção honrosa de diretor revelação. Modesto, ele já se considerava um vitorioso desde o dia em que seu filme foi escolhido entre os 270 curtas enviados para o II Festival de Cinema da Cidade Nova Iguaçu.

Muito alegre, o ‘conscrito-capitão’ se surpreendeu com a homenagem do II Iguacine, que deixou seu coração batendo forte a noite toda. “É o segundo festival que escrevo esse meu primeiro e, até o momento, único filme. Tenho outros projetos, mas ainda está fluindo”, confessa o jovem.

‘Sobre um dia qualquer’, que recebeu muitos aplausos da plateia e foi debatido até mesmo pelos representantes de outros curtas concorrentes, mostra a vida de uma operária com rotina de trabalho massificante que, vendo televisão na hora do almoço, imagina várias coisas e resolve mudar seu cotidiano. Uma das coisas que mais chamou a atenção no debate foi a escolha de tomadas fixas e as imagens feitas com MiniDV, cuja qualidade fez com que algumas pessoas pensassem que o filme foi rodado em 35 mm. Leonardo atribui os méritos dessa façanha ao fotógrafo Matheus Massochini.

Sissi Venturin, a atriz principal do filme, era um sonho de consumo do ainda aspirante a diretor mesmo antes de ele iniciar a faculdade. “Conheci em uma peça. Ela fazia um personagem muito diferente do meu filme. Era uma menina mimada com o cabelo descolorido. Eu gostei muito dela, do brilho do rosto e do seu jeito”, que antes mesmo de terminar a ideia do filme já a tinha escolhido para o papel principal.

E como uma vitória puxa a outra, Leonardo já pensa em seu próximo trabalho. Mesmo ainda estando em fase de elaboração, ele nos dá uma palinha do que vem pela frente, quem sabe no II Iguacine.

“Estou pensando ainda no próximo roteiro, a minha ideia é fazer um filme com um personagem principal feminino”, conta ele, para quem um bom filme tem começo, meio e fim. Embora ainda não tenha concluído o roteiro, ele adianta que a personagem feminina em questão será uma trapezista de circo.

Interatividade:
O que você fez pela primeira vez e já foi premiado?

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E o vencedor é

ONTEM NO II IGUACINE

Jovem repórter escreveu um poema para Arquitetura do corpo, o grande ganhador
por Lívia Pereira

O curta “Arquitetura do Corpo” traz em si grandes ensinamentos...
O que se vê além do corpo, se o corpo é muito mais que o corpo?
O corpo é oco, pois que dentro dele há a alma...
O corpo então é todo
E é dessa alma que surge a força, quase e tão enigmática...
O ser humano adaptável, está mais contido em sua mente (nada estática)
O homem em sua arquitetura é dança, é dor, é arte, é parte de si mesmo
E transfere a toda gente sua potência tão intrínseca
Eis então o homem, equilibrado em suas vértebras
Alicerçado em suas vísceras
O homem é alma E é daí que surge a calma
Pra transformar a dor em vento
Fazer de um momento
Sua tristeza virar fé
Até!

Interatividade:
Fale de um momento mediúnico de sua vida, em que você teve certeza de que algo de bom ou ruim iria acontecer.

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Cena do dia

II IGUACINE

Os realizadores e participantes da oficina de audiovisual do Itaú Cultural falam sobre sua "cena do dia"




Interatividade:
Qual foi sua cena do dia ?

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domingo, 30 de agosto de 2009

Carta aos Iguacineiros

HOJE NO IGUACINE

Por Dariana Nogueira
Nova Iguaçu, 30 de agosto de 2009

Querido leitor,
Neste último dia de Iguacine fico dividida entre a alegria pelo dever cumprido e a tristeza por chegar ao fim. Quatro dias de alegria, emoção, arte, informação, trabalho... e prazer. Muito do que vi, ouvi e senti, ficará marcado por muito tempo, tenho certeza.

Do último curta-metragem que escrevo – “Querida Mãe”, de Patrícia Cornils (SP) - que foi o que me inspirou a escrever em formato de carta, levo a doce sensação de ter participado de um grande evento, de ter compartilhado bons momentos e, de afirmar, mais uma vez, minha paixão pela memória. Ela que está presente em tudo, que nos une, conecta, aproxima, que é tão subjetivamente construída, e quando precisa ser transmitida é remodelada e, por isso obstruída em sua forma primeira.

Tenho a sensação de que a Patrícia Cornils nunca irá saber de maneira total sobre sua mãe, mas as cartas lidas de maneira excepcional no filme, resultaram, talvez em seu menor grau de importância na escala do que produziram na vida da Patrícia, um filme extraordinário.

A 6ª Mostra Competitiva onde o filme foi exibido, tematizou o indivíduo, pessoal e intransferível. Sem dúvidas foi a mais emocionante.

Como a Bia Lessa pontuou hoje no início da tarde, e sobre algo que já estou convencida há tempos: não há nada mais interessante que o indivíduo. E falo agora com a experiência da formação que recebo, daquela que estuda “A ciência dos homens no tempo.” – a História.

A mesma História que é filha da memória, que a alimenta.

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Papo de Negão

HOJE NO II IGUACINE

Guerreiro da periferia deseja passar todo o conhecimento adquirido no cinema para moradores de comunidade
por Marcelo Santos

Certa vez, um jovem da periferia de São Paulo estava procurando emprego e ao caminhar por entre as ruas do seu bairro avistou a seguinte faixa: “oficina de vídeo”. Sem perder tempo, imediatamente o jovem se encaminhou para o local, pois ele observou naquela faixa a oportunidade de praticar um curso que lhe oferecesse uma boa profissão no futuro. Entretanto, o curso não era “bem” o que ele esperava. O curso não lhe ensinava a consertar videocassete, videogame e coisas desse tipo, como ele imaginou.

Essa inusitada história foi vivida pelo João Carlos, também conhecido como JC, de 25 anos, nascido e criado em Cidade Tiradentes, um bairro na periferia de São Paulo. “Acabou que hoje eu sou editor de vídeo profissional, trabalho na área e é da onde que eu tiro o meu sustento. Sustento o meu filho e minha família através disso”, conta JC, que antes tinha sido segurança por causa do seu avantajado porte físico (2,02m). “Eu não gostava de fazer porque você tem que está sempre com aquela postura de mau e tratar as pessoas com certa arrogância e frieza. Hoje eu faço o que amo e adquiri muito conhecimento através do cinema”.

Com o conhecimento e a estabilidade que adquiriu, JC se tornou coordenador de um projeto itinerante chamado Cinema de Periferia. “Nosso objetivo é levar o cinema brasileiro, conhecimento e conscientização às ruas e praças das periferias de São Paulo”, afirma o produtor cultural. O projeto começou a partir da força de vontade e garra de JC e seus amigos. “Após a oficina, decidimos dar continuidade ao aprendizado que foi adquirido no curso e também nos especializar um pouco mais”, lembra JC, que saiu do curso em questão como editor de imagens. “Percorremos diversas ONGs, faculdades e produtoras de audiovisuais e cinema e vídeos para adquirimos mais experiência e vivência. E também fizemos um curso de captação de recurso e elaboração de projeto”.

JC não é apenas cria da periferia, mas também agente social do meio onde vive. Segundo JC, o Cinema da Periferia começou com o intuito de viabilizar os vídeos produzidos por ele e seus companheiros, que não estavam sendo visto pelos morados do bairro por causa das barreiras geográficas criadas pela imensidão do estado de São Paulo. “Os nossos vídeos eram exibidos em muitos festivais, mas, como os lugares desses festivais eram muito distantes do nosso bairro, se tornava difícil o acesso dos moradores aos nossos filmes. Daí surgiu à idéia de distribuir cópias de nossos vídeos nas locadoras do nosso bairro”. Foi assim que se tornou viável o acesso dos moradores aos filmes da rapaziada, que enfim pode trazer as suas experiências culturais e técnicas. “Também pudemos mostrar as coisas positivas que tem em nosso bairro”.

O projeto cresceu e hoje está em percorrendo ruas e praças da periferia de São Paulo. Durante o dia, JC e sua equipe se instalam na praça de um determinado bairro periférico e apresentam palestras e músicas de diversos assuntos e estilos. “As palestras são sobre educação sexual e prevenção de doenças transmissíveis, entre outros assuntos de interesse das comunidades. Tem músicas para todos os gostos e à noite um filme sempre brasileiro com o intuito de despertar cada vez mais a visão critica das comunidades. A pipoca também é por nossa conta”, acrecenta JC, exaltando a parceria com a comunidade. “O público participa de várias formas: divulgando o evento, ajudando na montagem e escolhendo os filmes”.

O projeto Cinema de Periferia fez tanto sucesso que já rendeu reportagens a programas televisivos de grande expressão e audiência popular, como o Central da Periferia e diversos jornais de São Paulo. “O bairro apareceu na mídia de forma positiva, da maneira que a gente gostaria que sempre aparecesse. Isso também é uma forma de mostrar para a sociedade preconceituosa que nas comunidades tem muito gente de valor”.

Enfim, João Carlos deixa uma última mensagens para todos aqueles que vivem em meio ao caos e à incerteza: “Acredite nos seus sonhos e objetivos e corram atrás, não fique esperando que as coisas venham a acontecer, pois faça e respeite o próximo”.

Interatividade:
Expresse sua idéia sobre algum projeto ou mudança político e cultural que você deseja ver no seu bairro ou cidade.

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A mistura de influências

ONTEM NO II IGUACINE

“Salada Mista” – Direção: Thiago Ribeiro
Por Camilla Medeiros

O filme impressiona pela simplicidade e profundidade do tema, a busca de um homem por sua origem, e, por conseguinte de sua identidade. Apesar de ter sido criado com todo amor, e ser muito bem educado por uma família, Sérgio se inquieta por não ser parecido com os seus.
Lembrei-me da história do ‘patinho feio’, para quem não se lembra a história conta sobre um ovo de cisne que foi parar num ninho de patos, e após o nascimento o filhote de cisne se incomoda por não ser semelhante aos que foram criados com ele. Em todo tempo, ele insiste em buscar lá fora a origem de sua família, e de si.

Sérgio encontra seus parentes biológicos, encontra sua identidade e percebe que ela não está ligada tanto a sua origem biológica, e na procura, ele se encontrou.
Penso em quantas vezes já me senti diferente dos meus, e creio que isso seja mais comum do que posso imaginar. Quem somos? Penso que essa pergunta se responde das mais variadas formas, e como diz um ditado: “Somos mais parecidos com o nosso tempo, do que com os nossos pais”. Acho que viajei um pouco...rs Alguém conseguiu acompanhar?

Interatividade:
Qual são as frutas que você pode misturar para fazer uma "Salada Mista"?

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Discutindo relações

ONTEM NO II IGUACINE

Domingos de Oliveira faz o público delirar (no bom sentido) com "Todo mundo tem problemas sexuais" no terceiro dia do Iguacine.
por Edson Borges Vicente

O fechamento do sábado, dia 29, no II IGUACINE teve grandes surpresas. O diretor Domingos de Oliveira - produtor do longa "Todo mundo tem problemas sexuais" - viu lotar o teatro do Centro Cultural Silvio Monteiro. Entre risadas e gargalhadas, o público não se conteve com atuação brilhante de Pedro Cardoso, Cláudia Abreu, Priscilla Rozembaum , Orã Figueiredo e Paloma Riani que, numa mistura da peça teatral em cartaz já há dez anos com o a linguagem do cinema, arrancou toda a emoção possível do público.

Procurando separar a sensualidade da vulgaridade em uma linha muito tênue, o filme foi, a que tudo indica, o mais polêmico do dia. A platéia só ficou quieta em poucas cenas com mais suspense mas que, ao final, sempre terminavam na mesma coisa: risadas.

Terminada a exibição o cineasta bateu um longo papo com o público que muito interagiu com ele. Com certeza todos os presentes sairam dalí diferentes, ao menos com muita pergunta pelo ar. Esse terceiro dia do II Iguacine foi marcante e o encerramento vai ser, com certeza, muito emocionante.

Interatividade:
Você costuma se perguntar se tem problemas em sua relação amorosa?

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Atestado de óbito

HOJE, NO II IGUACINE.

Filme de Débora Diniz questiona manicômios judiciários
por Jéssica de Oliveira

Quem acessou a programação completa no site da ONG Reperiferia, pôde ter total conhecimento de tudo que ia rolar - ou já rolou - no II Iguacine que, diga-se de passagem, foi sensacional. Os que acessaram o site, com certeza trocaram o sofá e a telinha pelos acentos e a telona do teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro.

Às 15h, houve a Mostra Competitiva Nacional de Curtas-metragens, onde foram apresentadas obras como "Sobre Um Dia Qualquer", de Leonardo Remor, do Rio Grande do Sul; "Homo Metronomus SP", dos Alunos Oficina Cineinstein, de São Paulo; "Animadores", de Allan Sieber, daqui do Rio de Janeiro; "Bibliofagia", de Renato Cunha, Destrito Federal e por fim, mas não menos importante, "A Casa dos Mortos", de Débora Diniz, também do Distrito Federal.
"A Casa dos Mortos" é um documentário que retrata a saga de internos em um manicômio penitenciário na Bahia. Mesmo já tendo sua pena cumprida, os internos se encontram sufocados pelas frias paredes do sanatório, envoltos em perdas, esquecimentos e mortes.

O nome do curta vem do poema do detento Bubu, que já sofreu doze internações e que a todo momento questiona o método escolhido pelo Governo para tratamento dos doentes-infratores. A maneira como os pacientes são banidos da sociedade acaba não sendo um remédio, mas sim um atestado de óbito. Por trás dos muros, no interior daquelas salas, vivem pessoas que já morreram.

Com roteiro e direção de Débora Diniz, o documetário é uma denúncia de descaso, mesmo que o trabalho desempenhado pela equipe médica e auxíliar do manicômio seja relativamente bom. Segundo Débora, o descaso vem de diversas direções, começando muitas vezes pela família, que cruza os braços e não luta pela liberdade dos internos.

Interatividade:
Qual foi a maior loucura que você já cometeu na vida?

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Metronomizando

HOJE NO II IGUACINE

Homo Metronomus SP, curta elaborado por alunos de Ribeirão Preto, mostra que o cotidiano é mutante.
Fernanda Bastos da Silva e Edson Borges Vicente

Cuidado com o cotidiano. Essa parece ser a proposta de Homo Metronomus SP, o filme elaborado pelos alunos da oficina Cineinstein do Colégio Einstein Ribeirão Preto que foi exibido na mostra competitiva 5 de hoje no II IGUACINE.
Cid Machado, professor e produtor de áudio visual confere aos alunos da oficina os méritos do vídeo. Segundo ele, foi durante as oficinas, que se dividiram em semestre teórico e semestre prático, que surgiu a idéia de trabalhar o cotidiano e o surealismo. Tudo de forma simples e objetiva, “sem efeitos especiais mirabolantes e fogos de artifício” comenta. O roteiro foi escolhido com unanimidade e, inicialmente, trataria do coditiano de um operário. A idéia ainda passou por recortar um caixa de supermercado até chegar ao escritório que nada mais era do que o próprio ambiente escolar. Produto de oficinae e recorte da propria escola, o filme não fez feio e foi um dos escolhidos dentre mais de 250 enviados à curadoria do evento que recebeu propostas de todo o país.

O filme produzido em MiniDV trata o cotidiano de um homem comum que leva a vida com a automação de um robô. Trabalhando em um escrítorio, ele divide seu tempo diário rigorosamente cronometrado entre acordar às seis da manha, escovar os dentes e ir ao trabalho (com repetição extrema até mesmo do ato de passar o cartão de ponto na entrada), a digitação massiva em um computador entre um cafézinho e outro além de muitas pizzas no almoço. Ao fim do dia ele apenas chega em casa, assiste televisão e come pizza. No dia seguinte a rotina se repete como o nascer do sol. Com o passar do tempo, seu corpo passa por transformações que o remetem à imagem de um computador. Esse processo, que aparente mente o tomaria por completo, só é quebrado quando uma colega de trabalho arrisca um diálogo com ele durante o café. A única fala do filme é “você prefere amargo?”, momento o qual ele entra em transe e quebra sua rotina no dia seguinte, voltando a ser um ‘homo sapiens sapiens’.
Professor Cid acredita que o festival Iguacine é uma democratização das produções ao não fazer acepção entre produções autorais e de oficinas. Veterano no Iguacine, tendo participado da primeira edição, ele promete voltar ano que vem para trazer novas imagens para o público degustar.

Beijos e Boa Leitura

Interatividade:
O que você faz pra fugir da rotina?

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Olhar diferenciado

ONTEM, NO II IGUACINE

Produzida por alunos da Escola Livre de Cinema, um documentário compara o bairro de Miguel Couto com a capital paulista e mineira
Carine Caitano

Sábado, manhã de sol, 3º dia do Iguacine. Na Escola Livre de Cinema, a Oficina Imagens Cidadã é ministrada por Fabrício Noronha e Nego JC para alunos da escola.

Oferecida pelo Itaú Cultural, a Oficina da Onda Cidadã de produção audiovisual foi construída durante um bate papo entre alunos e oficineiros. Um deles é Fabrício Noronha, participante do Sol na Garganta do Futuro. Na direção do Cine Falcatrua desde 2003, ele propõe um repensar do circuito de cinema. Defende que as produções devem ser livres e divulgadas na internet, priorizando o acesso fácil. Nego JC, de Cidade Tiradentes, é integrante do coletivo Filmagens Periféricas. A oficina, repensada a cada experiência, ja foi feita em cinco pontos de seu estado.

A ideia foi articulada com os participantes, que decidiram coletar imagens de Miguel Couto e compará-las com relações e acontecimentos mineiros e paulistas. Nas ruas, os alunos surpreenderam moradores com câmeras, extintas do cotidiano. De volta a sede da escola com 3 olhares sobre o bairro, os alunos se reuniram na sala de edição para finalizar o material. A produção você confere aqui, no Jovem Repórter.

Interatividade:
Como é o movimento no centro do seu bairro?

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Animador desanimado


A VELHA E NOVA HISTÓRIA

Curta promove reflexão sobre relacionamentos
por Wanderson Duke Ramalho

O novo curta de Allan Sieber , “Animadores”, traz as obsessões típicas do diretor com o universo subversivo dos outsiders. O curta narra, de uma forma simples a vida do personagem principal, num emprego intragável (animador de festas infantis), caindo de amores pela colega de trabalho loirinha, que nunca vai perceber o quanto é sedutora.

Todos os clichês de um gênero a que estamos acostumados desde a infância, com as Sessões da Tarde, podem ser vistos no filme de Allan Sieber. Mas aqui a coisa é um pouco diferente. As referências do underground e da contracultura deixam o bom mocismo de lado e atraem a atenção de um público mais maldoso, tanto quanto o autor.

Não é por acaso que toda a animação se dá quase sem diálogos, entrecortada somente pela distorção nervosa da guitarra de Edu K.. O que aliás, faz muito bem, pontuando ininterruptamente todas as situações da tensão ao tédio, chegando até a euforia.O único senão nesta postura cínica e desleixada, típica não só dos trabalhos de Allan Sieber, mas de toda um conglomerado de cineastas(que já deixa marcas e inúmeros seguidores) é que, ao desacreditarem no "sistema" nada mais resta, a não ser o deboche autodepreciativo e o mais puro desprezo pelo que resta a sua volta.

De forma resumida:
Um curta excelente, aclamado, de uma originalidade singular e muito bem construído. “O curta é ótimo! Um dos melhores a que já assisti”, diz Camila Souza.



Interatividade:
O que mais lhe atrai em um curta-metragem?

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Misturando espaços

HOJE, NO II IGUACINE

Segunda sessão Encontros mostra que é possível unir a arte do palco com a do audiovisual.
Por Hosana Souza e Nany Rabello.

Teatro no Iguacine. Parece contraditório? Pois não é. Quando a proposta “Misturando Imagens” foi dada para o II Iguacine não era apenas a escolha de um tema ou uma frase chamativa, o festival esta com tudo, misturando teatro, audiovisual e muita música. Hoje tivemos a segunda mostra Encontros, com a exibição do documentário “Formas Breves”, que mostra o making off da peça, de mesmo nome, da diretora Bia Lessa.

Apos a exibição do documentário de trinta minutos, a recepção a consagrada diretora foi feita pelo cineasta e atual secretário de cultura, Marcus Vinícius Faustini. “Mas do que um “papo de botequim”, nós estamos aqui para mostrar que dá para trabalhar batendo papo em uma sala de projeção”, diz o secretário, que contou, também, uma experiência pessoal com o teatro e diretamente com Bia Lessa. “Eu fiquei muito impressionado com a força daquela mulher, a energia, a presença física... Eu cheguei lá e pensei: nossa como essa mulher é impressionante”, contou. O episodio se deu em 96, quando o cineasta, quase ator, atuou sob a direção de Bia no Teatro Municipal do rio de Janeiro: “Ate então eu só imaginava opera como aquela coisa onde de repente surge uma luz e a pessoa começava a cantar, e ela escreveu as cenas, envolveu e criou uma realidade presente”, relembra emocionado, e conclui: “Mas, aquilo não dava para mim, o máximo que eu fiz foi carregar umas almofadinhas durante a peça”.

Simpática e agradecida pelo convite, Bia Lessa comenta a surpresa que teve ao ver uma cidade tão diferente da que conheceu há alguns anos. “Eu vim de carro e a única coisa que eu pensava era ‘Nossa, que diferente’. Eu verdadeiramente me emocionei ao chegar aqui e ver esse espaço tão lindo, e mais ainda de ver que a uma da tarde de um domingo tinha gente prestigiando toda essa beleza. Portanto, não me deixem falando sozinha, por favor, vamos conversar”, disse à diretora que deu inicio ao debate, em que ela respondia as dúvidas do publico sobre seu trabalho e sobre o documentário.

A conversa seguiu animada e o público se deliciava com a presença de Bia. “Eu achei a presença dela super legal. Ela é engraçada, inteligente, fenomenal”, diz Mauricio Oliveira, 21 anos, professor de um grupo livre de teatro, o Grupo FAMA. O curta, que misturou o teatro com o cinema, mostra a preparação da peça “Formas Breves”, as dificuldades, o trabalho, a função do diretor, os atores, os ensaios, as brigas, todo lado humano de uma peça teatral que por vezes não é levado para o palco. “Ela retratou bem a realidade humana do teatro, algo que às vezes é difícil de ser percebido pelo público. Poder assistir um debate desses é ir alem na vida e no teatro”, comenta Juliana Quirino, 16 anos, estudante de teatro.

O produtor cultural Marcelo Borghi também marcou presença na mostra, animadíssimo ele comenta: “Eu vim aqui por tudo, pela própria Bia Lessa. Eu sou ator, eu sou produtor, e a qualidade do evento é algo que eu nem preciso comentar”. Marcelo conta ter adorado tudo: “Participei ate agora de todo o evento. O que eu mais gostei foi mesmo o ‘Todo mundo tem problemas sexuais’, é uma comedia maravilhosa, e eu vou trazer essa peça aqui para Nova Iguaçu”. Ele que está investindo na revitalização do Cine Iguaçu, transformando-o em teatro, diz que a data de abertura do local já está marcada: “Março de 2010, com Marisa Monte”, está anotado.

Para tristeza de todos, a conversa durou pouco, pois Bia teve de se retirar: havia deixado um grupo ensaiando no Rio. “Gente, eu deixei eles com uma tarefa. E quando chegar lá eu vou cobrar”, despediu-se, entre sorrisos e aplausos. Bia veio para mostrar que o teatro é humano, feito de gente, por gente, pra gente. E pra mostrar que o II Iguacine é um espaço que mistura as imagens, os gostos, os sons, as pessoas e os elencos. Sejam os da telona ou os do palco.

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O que você acompanhou do II Iguacine?

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Alienígenas invadem Miguel Couto!

ONTEM NO II IGUACINE

Registro em vídeo da intervenção urbana realizada durante a "Oficina de Imagens", na Escola Livre de Cinema
por Josy Antunes


A movimentação trouxe uma experiência riquíssima aos educadores participantes da oficina, ministrada por Bernardo Brant. Despertou também, a curiosidade nos moradores que, por vezes, até se juntavam ao grupo para compartilhar as "fascinantes bugigangas", feitas de papelão.
Mais uma vez, o bairro tornou-se uma grande escola.

Saiba mais sobre a oficina lendo a matéria escrita por Mayara Freyre:
Imagens educativas

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Você já participou de uma movimentação semelhante? Conte para nós!

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Respeitável público!

OLHA O IGUACINE AÍ, GENTE!

Comentários e opiniões do público ao fim da 1ª Mostra competitiva
por Aléxia Sousa

Nova Iguaçu se encontrou durante o Iguacine. Estudantes, crianças, trabalhadores, adultos, rockeiros, hippies, funkeiros, alternativos, enfim, pessoas de todas as idades e estilos, assim como os curtas que foram bem diversificados.

As competitivas foram bem equilibradas e todos ficaram vidrados nos filmes. Na primeira mostra de curtas pode-se sentir a alegria que estava no teatro, o público se divertia muito, exibindo olhos brilhantes, satisfação e altas gargalhadas.

O que pode se perceber também, é que a maioria das pessoas ficou sabendo do Iguacine por intermedio de alguém; como diz Bianca Avellar, 39 anos, "O meu marido está presente em todos os eventos que tenham exibições de curtas e com isso eu passei a me interessar, logo, não poderia perder esse", diz motivada.

Muitos escolheram essa sessão devido ao seus trabalhos e estudo, como explica a normalista Maria Letícia Pimentel, 17 anos, "Era o meu único horário disponível, mas vim", diz interessada.

→ VAMOS AOS COMENTÁRIOS, PESSOAL!
Alguns comentários do respeitável público do Iguacine 2009.

" O curta da Sweet Karolynne me fez rir muito. Foi o melhor por ser mais engraçado, já o Admirável Mundo de Frei, eu não entendi absolutamente nada", comenta Maria Letícia.

"Os meninos pelados me chamou muita atenção, foi o mais divertido", diz Raissa Rocha Trindade, 12 anos, referindo-se ao curta Com Ravi e Iel.

"A atmosfera dos filmes foram diferentes, houve exibições com diversidade cultural, e isso é legal", explica Mauro Bandeira de Vasconcellos, 19 anos, que comenta também que achou o filme Com Ravi e Iel, o melhor.

"Achei confuso e difícil entender a menssagem que eles queriam passar para nós", diz Bianca, e deixa escapar, "O fato da criança agir com naturalidade diante da morte, me assustou", referindo-se ao curta Sweet Karolynne.

"Todos os curtas tiveram visões diferentes", diz Caio Gonçalves, 18 anos; "O momento que mais me chamou atenção, foi no curta Com Ravi e Iel, na hora em que o menino diz: Posso ficar pelado?, e logo, fica nú", diz ele com humor.

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Qual seu comentário sobre o II Iguacine?

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Mormaço no ar condicionado

ONTEM NO II IGUACINE

Filme de Keila Serruya mostra o Amazonas por um ângulo diferente
por Camilla Medeiros

O filme desperta muitas sensações no espectador: o excesso, a repetição, as cores, o suor pelo corpo, chega a agonizar quem assiste. No que se propõe, o curta veio cheio de surpresas, e a ação mecânica dos atores, e a trilha prepara o ambiente para o calor que está por vir, ou melhor, um ‘mormaço muito quente’.

Ao olhar para o lado percebi sorrisos, caras feias, e com toda certeza tinha alguém se abanando, apesar do ar condicionado da sala de projeção. A diretora comentou no fim da exibição que nunca tinha assistido ao filme com um público que achasse graça nas cenas - com certeza, um filme capaz de despertar muitas leituras.

Apesar de se passar no Amazonas, o cenário é quase idêntico aos muitos encontrados no Rio de Janeiro e São Paulo. Essa identificação com outros estados brasileiros, e a aproximação com situações cotidianas, nos remete à coerência que existe no nosso país. E uma visão diferente de um estado tão projetado mundialmente. O filme foca em outro ambiente, que não são as matas, nem as águas em abundância do estado, o urbano, o asfalto, o calor, que também se encontra lá.

“Como um mormaço muito quente” é um curta que sem dúvidas quebrou muitas visões preconceituosas sobre as possibilidades de produção artística do nosso país. E dentro da mostra competitiva, o curta veio com grandes chances de ser premiado.

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Você sabia que há favelas no Amazonas?

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Perfil de uma Iguacineira

II IGUACINE, EU FUI!

Perfil de jovem normalista que acredita na importância da cultura na educação
por Edson Borges Vicente



Confira o áudio

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Você professor, costuma ir ao cinema?

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Cinco, seis... mil sentidos

Ontem no II Iguacine


Mostra Competitiva 4 agita a noite de sábado no Iguacine
Por Dariana Nogueira

Se “todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite”, na noite de ontem a expectativa foi correspondida. Às 18h, no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, foi dado início à 4ª mostra competitiva de curtas-metragens do Iguacine. Nove maravilhosos filmes foram expostos, arrancando do público que lotava o teatro as mais variadas sensações.

Se me pedissem pra definir a quarta mostra em uma palavra, a primeira que me vem à cabeça é SENTIDOS. Porque foram eles que estiveram aguçados durante toda a sessão de forma incomum.

Os filmes atingiram uma capacidade incrível de interação com o público, onde um show de sons, como no enérgico “Voltage”, de Willian Paiva e Filippe Lyra (PE), aguçou os ouvidos da platéia em meio ao caos presente em sua composição; junto com todo o dinamismo de “Sala de montagem”, de Umberto Martins (SP), dando ao público a oportunidade de adentrar nos “meios” da produção de um filme, complementado pelo som doce e melódico da voz de Fernanda Takai interpretando “Luz Negra”, que deu um toque mais que especial à produção, deixando de ser um mero detalhe para protagonizar o trabalho.

As imagens incríveis de “Vidigal”, de Cavi Borges e Gustavo Melo (RJ), captados de maneira autêntica e surpreendente; e de “Trilhos”, de Andréa Souza (RJ), concedem ao público para além do ‘ver’, a sensação do ‘pertencer’; e o movimentado “Ocidente”, de Leonardo Sette (PE), vem para completar a bela sequência.

Nas dores, odores e sabores nada mais representativo que “Arquitetura do corpo”, de Marcos Pimentel (MG), mostrando através da bela e dolorosa linguagem da dança as [i]limitações do corpo humano; ou “Nem marcha nem chouta”, de Helvécio Marins Jr. (MG), que inquieta, irrita, enoja... fere; “Nacos de pele”, de Leonardo Barcelos e Hélio Lauar (MG) que partilha nostalgia, angústia e solidão durante toda exibição; e não esquecendo dos calafrios causados pelo sensitivo e bem-humorado - para surpresa de sua criadora - “Como um mormaço muito quente”, de Keila Serruya (AM), que por cerca de 5 minutos fez desaparecer o ambiente frio e condicionado da sala de exibição.

Com todas as minhas impressões, sensações e impactos tudo o que eu não queria é estar na pele do júri, mesmo porque, até domingo a noite “tudo pode mudar”.

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Qual filme da quarta mostra mais te impressionou?

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O Dinossauro e o Lobisomem

IVAN CARDOSO NO II IGUACINE

Em entrevista com o Jovem Repórter, Ivan Cardoso fala sobre o seu filme "Um Lobisomem na Amazônia".
Edson Borges Vicente e Fernanda Bastos da Silva

Dinossauro do cinema, o cineasta e artista plástico Ivan Cardoso deu um toque especial ao II IGUACINE com a exibição de seu longa "Um Lobisomem na Amazônia". O Filme conta a saga de um grupo de jovens que visitam o pulmão do mundo e se envolvem em uma trama sinistra e perigosa na qual só um sairá vivo (pelo menos até a última cena). Cientistas malucos nazistas, lenda das amazônas, lobisomem e até um deus maia cantor (Sidney Magal) misturam-se à sensualidade de Karina Bacchi e Danielle Winits em plena selva.

O filme de baixo custo está, segundo Rodrigo Fonseca, professor da Escola Livre de Cinema, dentro do grupo dos 80% de produções brasileiras que não entram no circuito do grande mercado. Para Ivan, "os cineastas publicitários são condenados a viver em uma 'Faixa-de-Gaza' sem Gaza" pois o mercado é excludente e só aceita produções comerciais.

"Os Multiplex, cinemas de shophing, acabaram com os cinemas populares", desabafa Ivan alegando que não produz cinema para ganhar dinheiro e sim para divertir. Ele diz que seu filme não passará nos grandes cinemas do circuito por que os produtores não querem que isso aconteça. Ivan ressalta, porém, que o título 'Um lobisomem na Amazônia' é chamativo. "Um lobisomem na Amazônia, esse título, vende no mundo inteiro. Mas tem que vender no meu país também. Eu sou brasileiro" diz Ivan Cardoso.

Com simpatia e irreverência o mestre confessou seu sonho: "meu sonho é ver o meu filme sendo exibido para o povo como um todo, nem que seja de graça". Longe de falsas modéstias, ele ressaltou que é opreciso ter cuidado para não banalizar a arte. "É que cinema brasileiro de graça pode dar a idéia que é muito ruim, né".

Ivan finaliza com uma afirmação à moda Machado de Assis: "eu já pensei até em simular minha morte pois assim meu filme passaria em todos os multiplex por que artista bom no Brasil é artista morto. Mas aí é mais difícil, né", ironiza.

Ivan conversou com o prefeito Lindberg Farias e o parabenizou pelo festival e ao final da exibição debateu com todo o público sobre o seu filme.

A reportagem em vídeo está postada abaixo, confiram. Confiram!

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Iguacineiros, o que acharam do filme "Um lobisomem na Amazônia de Ivan Cardoso.

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Um Dinossauro falando do Lobisomem

OLHA O II IGUACINE AÍ,GENTE.

Vídeo-entrevista com Ivan Cardoso falando de "Um lobisomem na Amazônia" de 2006
entrevista Fernanda Bastos da Silva / filmagem e fotos Edson Borges Vicente
video
Esse vídeo foi gravado em 28 de agosto de 2009 no II IGUACINE.

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Você gosta de ir ao cinema de graça?

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Iguacine on-line

ONTEM NO II IGUACINE .



Uma tentativa de descortinar o sentimentalismo cinematográfico
por Lucas Lima e Nany Rabello




O terceiro dia do Iguacine começou agitado em Miguel Couto com várias oficinas, enquanto a Casa de Cultura Sylvio Monteiro estava vazia e silenciosa. Mas na biblioteca do espaço estava rolando algo novo, que não tem nada haver com o cinema. Os jovens Lucas e Juliane, o técnico Gaido e o DJ Rômulo ajeitavam toda a aparelhagem para colocar, online, a Rádio Onda Cidadã.



Ontem a rádio esteve no ar de 11h até ás 18h com muita música e entreterimento. No último dia do festival a rádio estará online no mesmo horário. No meio da tarde Juliane se despediu do público e Nany Rabelo assumiu o posto levando muitas entrevistas, músicas e entreterimento para os ouvintes ligados no Iguacine online, juntamente com Lucas Lima, o ‘Âncora’ da rádio.



Durante todo o dia foram muitos os entrevistados. O primeiro foi o secretário de cultura de Nova Iguaçu, Marcos Vinícius Faustini. “Acho que os festivais de cinema devem durar pouco, e daqui a uns 10 anos acontecerem festivais de blogs e não de cinema” disse o secretário.




Três Mostras Competitivas foram exibidas neste sábado, com 17 curtas ao todo, e alguns dos diretores, produtores e atores desses curtas estiveram prestigiando o público com suas entrevistas ao vivo no programa. Por exemplo, os produtores do curta “Alice”, Edward Boggiss e Miguel Przewodowski, que foram os primeiros. “Darluz” de Leandro Goddinho também foi exibido, porém o próprio não pode estar presente e foi representado pela simpática e divertida Renata Esperança, produtora do polêmico curta. Allan Ribeiro, Diretor de “Depois das Nove” também esteve no estúdio. E a última entrevistada da noite foi Keyla Serruya, autora do filme “Como um mormaço muito quente”, que veio diretamente de Manaus para o II Iguacine.



Além das Notícias quentíssimas do evento, rolaram seqüências de música comandadas pelo DJ Rômulo, que fez uma participação mais do que especial na programação da rádio. Aproveite para curtir! A rádio está disponível no link: mms://mediaserver1.ufes.br/labic.



Hoje teremos mais curtas e mais entrevistas. Não deixem de nos ouvir e nos acompanhar aqui no blog e no twitter.

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Já ouviu nossa rádio? Tá perdendo tempo por quê?

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Silêncio...

MINICONTO

por Wanderson Duke Ramalho

Sentou-se na última fila em uma cadeira vermelha daquele cinema no final da rua dos ventos. Eram as últimas cadeiras das quais ainda poderia ter-se uma visão privilegiada. Acometido por um paradoxo de alegria e vazio ao mesmo tempo, algo até então comum, vindo daquele garoto que na adolescência costumava pintar calçadas com giz de pedra carvão. Era perceptível nos olhos vermelhos (pelo relativo consumo de vinho tinto em um bar da esquina da rua 51), nada estava tão lúcido.

Aqueles questionamentos de amores implícitos vinham ao encontro do filme, uma miscelânea de drama e romance pelas ruas da Áustria do século XX. Vinha ao encontro dos andares despretensiosos dos personagens por entre ruas e vielas com pouca luz e bares boêmios, embora ainda não fosse noite, o dia era noite velada.

Ainda assim acreditavam que o amor altruísta é paciente e pacato, nasce e tem vida na hora exata. As convicções são prenúncios de tempos em tempos, consumíveis ou não, estão intrínsecos aos olhos que vigiam olhos. Paciência é aptidão. Os braços se curvaram no segundo exato, ainda que seja na última fila, preferem entrar sem serem convidados.

É assim, sempre será.
Mudo é o cinema que vejo...

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Sobre filmes e lágrimas

ONTEM NO II IGUACINE

Uma tentativa de descortinar o sentimentalismo cinematográfico
por Wanderson Duke Ramalho

Sabem, às vezes, quando assistimos àqueles lindos filmes românticos, muitos com um sempre esperado final feliz, lágrimas insistem em escorrer de nossos olhos. Algumas pessoas são mais discretas, seguram o máximo que conseguem, encostam a cabeça na almofada, ou, simplesmente, esfregam os olhos com a conhecida desculpa de que um cisco o incomoda. Outras, menos tímidas talvez, já trazem a caixa de lenços consigo e se declaram de imediato verdadeiras “manteigas derretidas”.

Não importam se as lágrimas são discretas ou escancaradas. O que procuro analisar aqui são os motivos por detrás das mesmas. Não sou psicólogo ou qualquer outra coisa do gênero, e nem poderia fazer um estudo científico sobre o fato; entretanto, como dizem, para tanto usarei a “enorme” experiência adquirida durante minha vida. Simplificando, é quase uma autoanálise.

Por que tamanha comoção ao assistir um filme, tantos com cenas e finais previsíveis ou mesmo filmes assistidos repetidamente?

Temos a propensão de nos derramarmos em lágrimas diante da tela do cinema ou da TV; fico pensando se o que nos impulsiona é o simples fato de, realmente, serem emocionantes as cenas e por detrás delas esconderem-se a calculada intenção do autor de tocar fundo no coração do interlocutor, ou se é apenas a nossa fértil imaginação aproveitando-se do frágil estado emocional a que fomos levados, para nos transportar para a pele das personagens e criar um mundo à parte, totalmente oposto ao monótono mundo real, o qual nos vemos obrigados a enfrentar a cada nascer do sol.

Para uma alma sensível e sonhadora, é quase impossível não envolver-se com tantos sentimentos, transportar-se para as situações tão bem apresentadas e imaginar-se vivendo cada uma daquelas emoções.

Não é segredo que muitas coisas só podem acontecer em filmes, são inimagináveis na vida real; no entanto, ainda sonhamos com a existência de uma intervenção divina e uma conspiração do universo para que se realize o encontro com a pessoa perfeita, no lugar perfeito, no dia perfeito. Fechamos os olhos e vemos aquela pessoa (a perfeita) nos surpreendendo com uma aparição espetacular em meio a uma festa, trazendo um buquê de rosas consigo e declarando seu amor perante algumas dezenas de espectadores. Suspiramos e somos capazes de sentir o acelerar do coração...

Alguns poderiam julgar-nos bobos por tais atitudes, mas será crime, por um instante, sonhar em possuir a perfeição no transcorrer da vida? Aquela existente nos filmes?

Finalmente, chego à conclusão de que são as insatisfações com a inalterabilidade da vida real, que nos impulsiona a almejar fazer parte do elenco de um perfeito enredo e possuir o papel de personagem principal. E já que ninguém se atreveu a dizer que isso é crime, então, continuamos a sonhar!

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Qual longa-metragem mais lhe comoveu?

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sábado, 29 de agosto de 2009

Imagens educativas

HOJE NO II IGUACINE

Oficina na ELC ensina os professores a verem os meios de comunicação como fontes de aprendizagem
por Mayara Freire

O Iguacine não se baseou somente em filmes. Durante a manhã, na Escola Livre de Cinema, em Miguel Couto, aconteceu a "Oficina de Imagens", comandada por Bernardo Brant. Direcionada para professores das escolas municipais de Nova Iguaçu, foi discutido de forma interativa as possibilidades de renovação da comunicação entre educadores e alunos através de análise de mídias como rádio, TV, jornal e filmes. “A oficina nos mostrou novas possibilidades de discussões em sala de aula. Também foi abordado a importância da formação de cidadãos críticos em relação aos meios de comunicação”, contou Renata Felício, professora de incentivo a cultura e leitura, da escola municipal Professor Osires Neves, localizada na Estrada Iguaçu.

“Achei muito interessante a oficina. Percebi que muitas vezes o professor se prende ao texto escrito. Mas a comunicação de fato, acontece a todo instante. Temos diversas maneiras de poder ensinar os alunos, trabalhando com materiais variados. Não devemos ficar somente ligado a textos impressos e didáticos. Portanto, temos alternativas de poder utilizar imagens, músicas, propaganda e filmes”, ressaltou A professora Darlene Almeida, da escola Janir Clementino Pereira, de Miguel Couto.

Foi levantado muitos assuntos nas oficinas. Uma delas foi o questionamento da veracidade da gripe suína e até que ponto a imprensa é positiva ou negativa, além da reflexão sobre quais interesses ela atende. Os professores se impressionaram com o vídeo de uma entrevista com a banda Mundo Livre S/A que falavam sobre a defesa dos índios do Recife. Primeiramente ele foi exibido editado, que transmitia que eles eram contra os nativos. “Foi muito curioso depois, quando vimos o vídeo na íntegra, sem alterações. Realmente vemos que é possível deturpar qualquer tipo de informação”, disse a Maria Aparecida Rodrigues, professora de literatura, que trabalha em escola do bairro Jardim Nova Era. “Devemos ensinar aos alunos esses conceitos. A mídia pode efetivamente manipular e formar a opinião pública. Também é nosso papel conscientizar os alunos para terem uma opinião crítica”, completou a professora.

Ao final, duas atividades associadas com o tema central, entreteram todas os participantes da oficina. Foi feito uma experiência sensorial, em que pessoas formadas em duplas, tinham que observar atentamente um ao outro de uma certa distancia. Segundo Bernardo Brant, isso serve para eles perceberem que cada um vê com perspectivas diferentes. “Foi curioso. Uns prestaram mais atenção na imagem objetiva e outras na subjetiva, ou seja, no fisico e no que as pessoas aparentavam ser psicologicamente. Já alguns perceberam a sua imagem na retina do outro, além se focarem na movimentação da pupila, observou. Já na outra atividade, os professores construíram objetos óticos, usando papelão, papel e cola. Quando tudo estava pronto, eles saíram pelas ruas e se divertiram observando imagens através do novo instrumento.

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Cite um filme que você viu e que tenha aprendido algo importante?

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Rotina em cena

HOJE NO II IGUACINE

Diretor Allan Ribeiro concorre na Mostra Competitiva com o curta “Depois das Nove”
por Mayara Freire

Foi exibido hoje a tarde, no segundo dia de exibição dos curtas-metragem da Mostra Competitiva do Iguacine, o filme “Depois das Nove”, dirigido por Allan Ribeiro. O curta, de 15 minutos de duração, é um filme curioso, com roteiro simples, no qual podemos perceber a rotina trivial de um jovem que mora com sua avó em um apartamento em Copacabana. A repetição dos acontecimentos na vida do personagem Rafael, não o faz despertar qualquer emoção e motivação. Associação que pode ser feita com a personalidade do personagem principal de Albert Camus, em O Estrangeiro, porém mais humanizado e contemporâneo. Certo dia ele é surpreendido com uma tragédia e sua avó é levada para o hospital. Neste momento do filme, a rotina do jovem é quebrada e ele passa a ver a vida com outros olhos. Rafael retoma a vida com mais envolvimento e percebe seus momentos de encanto.

A moral da história é clara, no entanto, é encantadora a escolha da narrativa e a maneira em que foi feita a direção. Segundo o diretor do filme, o roteiro se baseia em uma grande virada que pode acontecer na vida das pessoas. “O roteiro foi bastante pessoal, e tentei explorar um universo de Copacabana, onde moro. Quando cotifiano do personagem muda, ele altera seu jeito e passa a ter mais consciência de sua realidade, expressando outro tipo sentimento”, contou Allan.

Pouco popular no país, a linguagem de curta metragem é normalmente identificada por ter duração máxima de 25 minutos. De acordo com Allan, o longa e o curta são dois universos com a mesma proposta, mas são modelos diferenciados. “É um formato maravilhoso, possibilitando fazer uma experimentação com maior liberdade. Além disso, não precisamos se preocupar com patrocinadores, já que normalmente não exige muitos recursos financeiros”, explicou o diretor. Ele ainda disse a repercussão desse tipo de mídia. “O curta-metragem não é comercial e não tem pretensão de atingir o grande mercado. Pode ser vendido para TV, sites e são vistos em exibições pagas e festivais. Geralmente não temos um retorno financeiro com esse produto. Na verdade, escolhi o cinema como uma arte que permitisse eu me expressar de alguma forma”, concluiu Allan Ribeiro.

Para assistir curtas do Allan Ribeiro acesse: Porta Curtas

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Explique o curta-metragem que você achou mais interessante no Iguacine.

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80% R$ 1,99

HOJE NO II IGUACINE

Rodrigo Fonseca explica o papel dos longas-metragens de baixo custo no contexto do II IGUACINE
por Edson Borges Vicente

Oitenta por cento. Esse é o percentual de produções de baixo custo dentro do mercado cinematográfico brasileiro. Apenas os 20% restantes, cujos orçamentos chegam à cifra dos milhões, são destinados aos Multiplex. Diante desse quadro e considerando a natureza das produções exibidas no II Iguacine, foram escolhidos “Um Lobisomem na Amazônia” de Ivan Cardoso, “Sans Peña” de Vinicius Reis, “Todo Mundo tem problemas sexuais” de Domingos de Oliveira e “Marcelo Zona Sul” de Xavier de Oliveira como os longa-metragem representativos da produção autoral carioca fora das películas de orçamento cavalar.

Rodrigo Fonseca, crítico de cinema do Jornal o Globo e professor da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu fez a curadoria dos longas. Sua meta era representar o cinema enxuto, porém criativo e que, como se pode perceber, corresponde à maioria dos projetos nacionais. “Até por que se fossem oitenta por cento de lançamentos gigantes teríamos 5 filmes e não 70 como a gente tem”, ressalta.

Segundo ele, havia também a necessidade da presença de alguns mestres com olhares particulares e autorais sobre cinema, com ampla trajetória cultural. Nesse sentido, Domingos de Oliveira, diretor de teatro, cineasta e ator; Ivan Cardoso, fotógrafo e artista plástico renomado e Vinicius Reis com trabalho amplo em pesquisa e de documentários que confluiu o trâmite da ficção para o documentário foram escolhidos para dar um toque especial ao festival.

A presença dessas pérolas, segundo Rodrigo, é de suma importância. “Mais do que importante, eu acho fundamental para a construção de um evento cuja meta é frisar que Nova Iguaçu tem cinema, está produzindo cinema e mais do que isso, tá pensando cinema, que é o papel da Escola na cidade”. Frisa ele.

Ainda quanto às aspirações iguaçuanas ao cinema, ele comenta o sentido do trecho inédito do filme que trata da vida do operário-presidente Lula. Uma pessoa que sempre aspirou o reconhecimento de sua militância política e correu atrás disso.

“Eu sugeri que a gente abrisse com o corte do Lula por que Eu acho que a gente tá trabalhando com a noção de uma cidade que quer se fazer enxergar como produção áudio-visual. Então, colocar um filme de uma pessoa que quis se fazer enxergar como pensador da política, eu acho que é confluir pensamentos e ambições estéticas e éticas”. Finaliza. Boa Leitura!

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Qual longa-metragem você mais se interessou em assistir?

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Infectados pela Emoção

HOJE NO II IGUACINE


Jovens foram ao II IGUACINE protegidos da Gripe Suína
Por Edson Borges Vicente

Quando a luz do Teatro do Espaço Cultural Silvio Monteiro acendeu, antes que “um Lobisomem na Amazônia” entrasse em cena, uma fileira de espectadores chamou a atenção. Cinco jovens mascarados aguardavam o filme, mas nenhum deles se tratava do “Mister M”. Eram os críticos da Influenza “A”. Jovens que queriam trabalhar a conscientização do público em favor de não rejeição aos infectados pela gripe suína.

Leitores do Blog Jovem Repórter, eles ficaram sabendo do evento a partir da divulgação on-line e de um amigo da agência, além da distribuição de filipetas. O quinteto estava formado por Leandro, 16; Felipe 23; Walace, 19; Ieda 15 e Arlei 15 anos. Todos estavam muito alegres e ansiosos para verem o filme de Ivan Cardoso. Já haviam participado da abertura do II Iguacine com o trecho do filme sobre o Lula e com o longa-metragem Sans Peña de Vinícius Reis.

Um dos mais empolgados era Felipe. Ironicamente ele proclamou um discurso anti-preconceito aos suíno-gripados.

“Na verdade isso é uma apologia a todos aqueles que acreditam que uma doença tão contagiosa pode trazer influências negativas às pessoas que não pensam como nós, ou seja, nós somos pessoas de bom caráter que querem transmitir uma idéia muito positiva de todos aqueles tem a Influenza A”, declara Felipe.

Ieda complementa que “hoje em dia as pessoas estão tão neuróticas que ninguém pode tossir do lado que elas já ficam cheias de preconceito”.

Ao iniciar o filme os espirros foram substituídos por atenção e risadas.
Boa leitura!

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Você já se afastou de alguém no cinema por medo da gripe suína?

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Cinema abrasileirado

HOJE NO II IGUACINE

Crítico de Cinema Rodrigo Fonseca discute dublagem de títulos estrangeiros
Por Edson Borges Vicente e Fernanda Bastos da Silva

Continuando a série de reportagens com Rodrigo Fonseca, crítico de cinema do Jornal do O Globo e professor da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu vamos tratar, nesta matéria, da tradução de filmes estrangeiros. Qualidade e quantidade, importância e papéis das diferentes formas de decifrar as falas dos nossos personagens favoritos de filmes gringos que, embora não nos demos conta, às vezes, nem sempre são em inglês.

Legenda x Dublagem
Rodrigo analisa que o trabalho desenvolvido pelos tradutores e dubladores é de boa qualidade, principalmente destes últimos. Ele diz que a dublagem é uma arte e é uma atividade muito difícil. Para tanto existe um time de profissionais muito gabaritado que desenvolve um trabalho muito bom e que propicia maior aproximação dos filmes estrangeiros ao público brasileiro, principalmente aos pouco letrados.

A dublagem também é um recurso que depende da tradução que pode ser feita, de maneira muitas vezes diferenciada, também para a legendagem. Rodrigo comenta que, no caso de Portugal, por exemplo, a tradução de filmes é feita muito mais intensamente para a legendagem e não para a dublagem. Em se tratando de Brasil, esse último caso é muito mais freqüente, pois “é uma arte que permite uma inclusão maior de expectadores”, diz ele. Isso é feito principalmente por duas razões:
1ª - No Brasil ainda existe um número muito grande de analfabetos. Para essa parcela de pessoas a dublagem acaba sendo uma forma de permitir que seja possível acompanhar os filmes. Mesmo entre os alfabetizados, existe muita gente que não possui habilidade para realizar uma leitura veloz. Principalmente em filmes muito dinâmicos como os de ação.

2ª - Pessoas com problemas de visão têm dificuldade de leitura no ambiente do cinema. Até mesmo sentem-se mal ao fazê-la. Portadores de miopia não conseguem concentrar-se por muito tempo nos textos na tela. O próprio Rodrigo confessa que já passou muito mal sem entender ao acompanhar filmes legendados em sua “árdua” atividade de análise de filmes. Antes de saber que era portador de miopia, teve dificuldades e já teve até mesmo que sair da sala antes de o filme acabar com forte dor de cabeça.

De todo modo, ele aponta que o grande público tem preferência pelos filmes dublados. Seria assim uma questão cultural. Porém, numa outra análise, a questão social esboça algumas interferências nessa lógica. A elite que tem acesso a cursos de idiomas muitas vezes opta por assistir a filmes legendados como forma de se familiarizar com a fala principalmente em filmes em inglês. “Na zona sul existe uma resistência maior por que as pessoas tem mais acesso a cursos de inglês. Acham também que lendo e ouvindo vão aprender. Mas isso não se estende ao Rio de Janeiro como um todo”. Afirma Rodrigo complementando que “existe um raciocínio um preconceituoso que é o seguinte: a gente pensa que a dublagem está ligada somente a filmes americanos. Se você for assistir a um filme russo, por exemplo, e ele for legendado, você provavelmente não vai conseguir aprender nada”.

Um filme dublado possui retorno de público muito maior. Além da preferência já dita e da questão das restrições do público com dificuldade de leitura ou de visão, nem todo mundo tem paciência para ficar fixado na tela todo o tempo da película. Principalmente nos casos em que os espectadores vão acompanhados. Caso o contrário, não poderiam nem se olhar ou perderiam a cena. Vamos imaginar uma cena romântica de beijo, por exemplo, como seria se um casal assistisse e um deles tentasse beijar também o outro e ele dissesse: espera aí por que eu quero saber o que ele/a vai dize a ele/a!, coisa que daria pra saber sem olhar pra tela caso o filme fosse dublado.
Rodrigo prefere exemplificar com filmes de animação. Segundo ele, mais de quarenta por cento dos espectadores de filmes voltados para o público infanto-juvenil vão ao cinema como acompanhantes. São dois ingressos que valem por um. Um da criança que vai assistir e outro dos responsáveis que a levam. Nesse sentido, títulos infantis têm de ser quase que unanimemente dublados.

Para ele, a justificativa de o filme dublado impedir que o espectador preste atenção no filme e passe a lê-lo não é válida. Isso acontece com pessoas com problemas de dispersão causada por dificuldade de concentração ou por hiper-atividade. “Mas não podemos julgar a todos por uma pequena parte. Aliás, a dispersão pode acontecer quando uma pessoa com conhecimento em inglês, por exemplo, vê um erro de tradução” complementa. Isso acontece por que a dublagem é feita com mais fidelidade à fala original, porém a legenda costuma ser modificada, como a mudança de palavras para tornar mais fácil a leitura.

Na análise do crítico, que gosta mais de ser identificado como amante do cinema, temos a melhor dublagem do mundo. No que se trata a legendagem, alguns erros de português ainda costumam ser encontrados e isso será mais dificultado com as novas regras da gramática. Mas a qualidade da dublagem do cinema no Brasil deve muito à atuação dos dubladores cariocas. Para ele o time paulista precisa melhorar em qualidade.

A arte da dublagem
Para dublar um filme, uma equipe de atores é escalada contando também com um diretor de dublagem e um técnico de gravação. Em uma bancada é colocado o roteiro, consistindo do texto com a fala e a marcação do horário das mesmas, além de um cronômetro. Qualquer erro de um segundo prejudica a qualidade do trabalho, principalmente em cenas onde os personagens falam bastante ou “batem-boca”, causando falta de sincronia. Isso, contudo, pode ser corrigido por software de computador desde que a fala não tenha sido muito ruim. “Se você for um mal ator você pode ter o software que for que ele não vai te salvar. Você não vai imprimir a emoção necessária à cena”, comenta. Além disso, a entonação é um trabalho muito difícil. Para isso, um diretor deve auxiliar os dubladores. Nos casos onde o personagem expressa raiva ou fala com autoridade, por exemplo, uma pessoa deve orientar o dublador a mudar o tom de voz.

Grande parte das empresas de dublagem estão na zona norte da cidade do Rio, principalmente da Tijuca. A Abelarte, que dubla filmes da Disney, é uma das melhores na opinião de Rodrigo. Tijuca é berço também de grandes atores. Ricardo Schnetzer é um deles. Ele empresta a voz a Ton Cruiser. Outro que é muito conhecido pelo público embora não saibam, é Marco Ribeiro. Sua voz é ouvida sempre que Ton Hanks ou Dim Kare e Antonio Banderas abrem a boca nas telinhas brasileiras. Marco, que também é pastor da Igreja Evangélica Assembléia de Deus dublou Robert Downey Jr personificando Tony Stark em ‘O Homem de Ferro’.

Em entrevista de Rodrigo Fonseca ele conta o que é preciso para se tornar um dublador:
“É fundamental que um dublador tenha boa leitura (...) Também acho fundamental, em qualquer profissão, o amor ao trabalho. Também é importante bons reflexos, um bom nível de cultura geral e, pelo menos, alguma noção de inglês (...) Também seria interessante que o dublador soubesse cantar, pois assim ele abriria mais o campo de trabalho e poderia ter mais possibilidades para ser escalado no caso de desenhos com canções. Habilidades de mudar a voz e brincar com a voz também contam muito. Quanto mais versátil um dublador for, mais chances ele terá. Outras questões importantes: humildade e jogo de cintura. Sem estas duas virtudes é difícil sobreviver na dublagem” (fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/post.asp?t=marco-ribeiro-uma-voz-que-nao-enferruja&cod_Post=100383&a=18)
* Ouça o áudio abaixo com um trecho de Pecado Original (EUA: 2001 Michael Cristofer, baseado em livro de Cornell Woolrich) com Antonio Banderas e Angelina Joile na cena em que ele, na pele de Luis Antonio Vargas descobre está sendo traído com um golpe por Julia Russel (Angelina). Perceba a emoção da dublagem de Marco Ribeiro.
Beijos, boa leitura e Hasta lá vista, Baby!

Interatividade:
O que você prefere ao ver filmes estrangeiros: filmes dublados ou legendados?

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Cinema à brasileira


HOJE NO II IGUACINE

Crítico de Cinema Rodrigo Fonseca fala sobre cinema nacional para o Jovem Repórter
Por Edson Borges Vicente e Fernanda Bastos da Silva

Cinema Tupiniquim
Embora não exerça competitividade significativa, se comparado com mercado norte-americano, o cinema brasileiro possui excelente qualidade. Essa é a opinião de Rodrigo Fonseca, 29 anos, crítico e amante de cinema há dez anos que trabalha para o Jornal o Globo. Segundo ele o cinema tupiniquim é muito dependente da questão das leis. “você tem um patrocínio público, isso limita um pouco uma imposta no cinema mais auto-sustentável, mais competitivo, comercial”, afirma ele.

Contudo, vale ressaltar que a competitividade do mercado do cinema é guiada pela lógica americana uma vez que lá já existe tem uma rede de investimento próprio muito forte. Por isso além de desenvolver boas produções, existe a necessidade de se exportar para a maior parte do mundo. Arrecadar quantia suficiente para zerar as contas. Sendo assim, quanto mais competitiva, quanto mais voltada pro mercado, melhor sucedida será a indústria cinematográfica.

O mercado brasileiro não segue à risca essa mesma lógica por que, de certa maneira, é um mercado muito dependente além de, é obvio, a competição com os Estados Unidos que não ser fácil. Isso modifica um pouco a natureza dos projetos.

“A gente é muito dependente desse esquema de leis e tudo mais, mas em termos de qualidade, a gente dá um show. Temos um nível de qualidade altíssimo, além de termos um investimento em cinema experimental muito forte” avalia Rodrigo.

No Brasil a busca é pela garantia de sala cheia, não necessariamente para uma análise de mercado. Um cinema formador. Por isso temos grandes realizadores. Formou-se no Brasil um time de diretores bastante variado, bastante conceituado. Segundo Rodrigo Fonseca, há um grupo de realizadores bem embasado e bem rico.

Cineperiferia
Quanto às pequenas produções, como os filmes desenvolvidos em comunidades e o trabalho desenvolvido pela Escola Livre de Cinema em Nova Iguaçu , Rodrigo que é professor da escola, acredita que ainda estão em processo de reconhecimento por parte da grande indústria de cinema. Para ele, “o mercado só vai sofrer uma mudança significativa quando o filme ‘Cinco Vezes Favela’ estrear”. Por enquanto, os profissionais que surgem dessa origem, complementam a área. São vistos como mão de obra do cinema, como possíveis nichos de mercado. “Você não tem ainda não um filme de mercado longa metragem lançado por produtor de favela que, de uma certa maneira, dê conta disso. Há filmes de curta que ganharam prêmios e construíram prestígios por outras vias, mas não por competitividade. Pro mercado ele é visto como mão de obra”, explica Rodrigo.

Nesse sentido, alguns desses participantes podem vir a ser incorporados ao cinema oficial. Todavia, o que se percebe, segundo ele, é uma redescoberta, uma re-contextualização do plano do cinema. Isso permite que atores de outra ordem, diretores de outras vertentes, se associem a esse tipo de cinema mais urbano, que muitas vezes trabalha com a temática da violência urbana. “É um processo que está em andamento e que vai ganhar uma força grande quando o filme Cinco Vezes Favela’ estrelar”, afirma ele.

Cinco Vezes Favela – agora por nós mesmos” é um projeto / filme que surgiu da parceria entre cinco organizações numa tentativa de releitura do filme que há 45 anos trouxe à tona a questão da periferia agora sob nova roupagem e por “eles" mesmos: AfroReggae, Cidadela, Cufa, Nós do Morro e Observatório de Favelas e conta com uma ex-aluna da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, Caroline da Costa Barros, 21 anos. O blog do projeto com a matéria de Rodrigo Fonseca o para o jornal o Globo no Segundo Caderno- na data de 15 de abril de 2009 pode ser acessado em
http://5xfavela.blogspot.com/2009/04/oficinas-cinco-vezes-favela-agora-por.html

O papel da Escola Livre de Cinema, de acordo com Rodrigo, é servir de espaço de aprendizagem principalmente de áreas de subúrbio. “Acho que faltava isso (...) Mais do que enriquecer, é uma forma de a cidade de Nova Iguaçu e toda a Baixada Fluminense estar se contextualizado e se posicionando para afirmar: a gente faz cinema, a gente é capaz de pensar cinema (...) O festival (Iguacine) é uma afirmação em um nível mais amplo, uma democratização do acesso pelo público”. Sendo assim, o que se percebe é que o simples fato de desafiar jovens a pensar cinema já é um diferencial, principalmente nas periferias e na Baixada. “Mais do que o acesso, o êxito da escola é desenvolver o pensamento. Uma reflexão crítica sobre o mundo do cinema”. Explica ele.

Interatividade:
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