sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Coletivos de meio ambiente

Você sabe como preservar o meio ambiente?
Por Tatiana Sant’Anna e Carolina de Alcantara

É fácil. Basta não jogar metais, papéis, vidros ou qualquer outro material nas ruas, rios e encostas. Sendo assim, você estará colaborando para preservação do meio ambiente. Hoje em dia, muitas pessoas adquirem um bom lucro através desses materiais.

Atualmente, a palavra reciclagem está na boca do povo, porém, pouco se pratica. Foi pensando nisso que surgiram os coletivos de meio ambiente, que são espaços onde os moradores podem trocar opiniões e falar sobre preservação.

É importante a conscientização nos bairros sobre os problemas ambientais que ocorre dentro do município de Nova Iguaçu. A participação da população nos Conselhos Bairro Escola, levando opiniões e sugestões, são essenciais para a solução desses problemas.

O território iguaçuano tem 67% de áreas de preservação ambiental e importantes unidades de conservação criadas por leis federais, estaduais e municipais.
A educação ambiental procura ajudar a população a entender os problemas ambientais do município, levando-as a respeitar e a colaborar na conservação do meio ambiente.

Faça a sua parte!

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Coleta Seletiva

Vila de Cava tem coleta seletiva

Por Camila Elen e Flávia Ferreira


Pessoas como Seu Darcídio, Dona Isabel e Ana Clara, ambos motivadores da iniciativa de coleta seletiva em Vila de Cava, uniram-se em grupo de catadores (foto) para recolher materiais recicláveis, já separados, na comunidade. A idéia central é conscientizar e melhorar o meio ambiente com o esforço direto das pessoas do bairro.

Segundo Seu Darcídio, "não existe um dono, não somos nem um pouquinho capitalistas. Não importa o que o indivíduo tem ou o que o cara é, visamos o ser humano. Tudo é decidido em grupo, sempre em grupo". Através de pequenos avisos as pessoas ficam sabendo da ação, então, separam o lixo reciclável do não reciclável, guardam e esperam os coletores em suas casas.
Hoje, 60 casas colaboram com a coleta, e o mais surpreendente é que pessoas de outras localidades também colaboram. Atualmente dez famílias do bairro tiram seu sustento com a reciclagem dos resíduos, mostrando as inúmeras possibilidades que o lixo traz e que, através da RECICLAGEM, é possível conseguir um trabalho honesto, digno e que gera renda.

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Educação Ambiental

Alegria de cuidar do meio ambiente

Por Daniel Santos e Thiago Oliveira - Foto: Rafael Nike
Existem lugares e pessoas que lutam para conscientizar a população sobre a preservação do meio ambiente e formas de reciclagem. Essas iniciativas vêm de pessoas como a gente, que participa de ações voluntárias e que se preocupa com o futuro.


É o caso da educadora Márcia Guadalupe (foto), que abriu sua casa para receber as crianças da rede municipal para um trabalho bem interessante de educação ambiental. Márcia é parceira do Bairro-Escola. Lá na "casa da Márcia" elas vivem o meio ambiente.

Nessas tarefas, as crianças aprendem brincando a dar valor a terra, as plantas e até mesmo como plantar uma hortinha. Aprendem também o significado das cores nos latões da coleta seletiva e identificam objetos que podem ou não ser reciclados.

Atitudes como essas fazem com que a sociedade passe a ter uma nova visão e a dar mais importância ao meio ambiente.

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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Oportunidades

Três chances que podem mudar sua vida.

Por Flávia Ferreira

A prefeitura de Nova Iguaçu disponibilizou 200 vagas para o curso de informática básica do Telecentro localizado dentro da Universidade Estácio de Sá. Os cursos acontecem duas vezes por semana com duração de cinco meses. Não é sempre que se tem a chance de fazer um curso de informática gratuito, a oportunidade é única, então não a deixe escapar. Se estiver interessado, entre em contato pelo telefone 2669-4487 ou pelo e-mail edscard@gmail.com.

Já o Banco Carioca de Bolsas de Estudo está oferecendo 203 bolsas integrais, no município do Rio, para pessoas de baixa renda que queiram cursar gratuitamente o Ensino Fundamental, Faculdade Informática ou aprender Francês. Se você se interessou, entre no site da Prefeitura do Rio ou ligue 3973-3800. Os Centros de Assistência Social da Prefeitura do Rio funcionam das 9 h às 17 h. Corra e se inscreva.

Tem também o pré-vestibular da Prefeitura de Nova Iguaçu, que abriu inscrições até dia 23 de janeiro para moradores do município. Os interessados devem comparecer a uma das quatro escolas cadastradas, de segunda à sexta, das 18h30 às 21h30, dentre elas a E. M. Monteiro Lobato (Rua Professor Paris s/nº, Centro) e a E. M. Ruy Berçot de Mattos (Rua Okir 282, Bairro Jardim Alvorada). O aluno precisa levar comprovante de residência, duas Foto 3x4, comprovante de escolaridade e uma cópia da identidade. Ingressar em uma faculdade só depende de você, não perca tempo.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A boa da noite

Shows em praça pública agitam as noites do TEIA 2007.
Por Kézia jacomo

Nem o frio foi capaz de desanimar as noites na capital mineira durante o TEIA 2007. Em um palco montado na Praça da Estação, em frente ao Museu de Artes e Ofícios, artistas populares como Alceu Valença e Martinho da Vila marcaram presença apresentando, além de suas músicas, os Pontos de Cultura apadrinhados por eles.

Os shows tiveram início com o Clube da Esquina (um movimento musical nascido na década de 60, em Minas Gerais), apresentando o Ponto de Cultura Humbiumbi-MG, que desenvolve um trabalho musical com jovens de comunidades carentes e em situação de risco social. Esses jovens tiveram no TEIA a oportunidade de articular e desenvolver seu próprio trabalho, onde se destaca a valorização da cultura popular como “o côngado mineiro”, que, por sinal, proporcionou à platéia um dos mais belos espetáculos apresentados no TEIA.

Finalizando, o cantor Happin Hood subiu ao palco juntamente com o Ponto de Cultura Vila Augusta_SP promovendo um verdadeiro baile levantando a massa com a batida envolvente do rap.

Quem não foi, perdeu!

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Uma casa de show diferente!

Nova Arena arrasa com noite GLS. Por Karen Cristina
Imagens: Brenno Stock e Karen Cristina

Pessoas de todos os estilos, raças, cores e etnias se divertem sem nenhum tipo de constrangimento e preconceito em relação a sua escolha sexual. Homossexuais, bissexuais e heterossexuais dividem o mesmo espaço, reservado para seus valores, num lugar diferente de todos os outros, na boate Nova Arena.
Há muito tempo pessoas viam essas casas como um setor de pura orgia, mas hoje, a visão é bem diferente da citada. As pessoas não vêem nesses locais um transtorno para a sociedade, mas sim, um crescimento conjugal da mesma. Por ser um local frequentado por pessoas que sofrem preconceito, gerado pelo público da nossa cidade e de centenas de outras, é relativamente mais seguro que outras casas de shows, o motivo é fácil: o respeito que os envolvem dentro desses lugares. Um exemplo claro disto é que se você estiver acompanhado, seja de homem ou de mulher, nenhum frequentador deste ambiente irá te dar uma “cantada”, é aí que a Arena se difere de outras casa. Por esse motivo que casais héteros resolvem curtir em um lugar assim.


A Arena possui dois ambientes, o primeiro toca músicas eletrônicas e dançantes, já no segundo, você encontra funk, raggae e, é claro, uma apresentação de um grupo musical da casa. Sendo assim, todas as pessoas, independente de seu estilo musical, podem frequentar essa grande casa de show, é só deixar de lado uma coisa chamada preconceito e se divertir como nunca em um lugar livre de discriminação, onde pessoas normais, de escolha diferente da sua, fazem a diferença.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Evolução x conservação: o que fazer?

Manejo sustentável como ponto de equilíbrio
Por Flávia ferreira
Imagem: Salvatore
Se olharmos o mapa do Brasil, veremos que a Mata Atlântica segue toda a faixa litorânea do nosso território, acompanhando o oceano Atlântico, de onde originou seu nome. Esta mata pode ser considerada, por conta de sua fauna e flora, uma das mais ricas florestas tropicais do planeta. Um conjunto de matas que se estende do Ceará ao Rio Grande do Sul, passando por Piauí, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná e Santa Catarina.

O capitalismo adotado pelo Brasil nos últimos tempos, buscando uma evolução a qualquer custo, obteve como resultado a devastação quase total de nossa floresta, e com isso uma decadência na qualidade de vida do campo e da cidade, que cresceram com essa ideologia.

Um dos visíveis impactos ambientas causados por essa destruição é o efeito estufa, pois as árvores em geral contribuem para baixar os índices de dióxido de carbono no ar, o que não ocorre em conseqüência do desmatamento, ocasionando elevadas temperaturas e fortes chuvas. A cidade de Nova Iguaçu obtêm parte desta floresta, a qual, atualmente, se encontra reduzida quase à metade pelas queimadas. É visível a destruição causada pelo homem e suas máquinas, a maior causa disso é a pedreira localizada na Serra de Madureira.

Mesmo reduzida e fragmentada, a Mata Atlântica ainda abriga áreas florestais riquíssimas, com milhares de espécies vegetais e animais endêmicos, ou seja, que não existem em nenhum outro lugar. Ao total, ela abriga cerca de 450 espécies de árvores por hectare, 20 mil espécies de plantas (oito mil endêmicas), 261mamíferos (73 endêmicos), 620 aves (160 endêmicas), 200 répteis (60 endêmicos) e 268 anfíbios (253 endêmicos).

A exploração correta dessa biodiversidade é possível por meio do manejo sustentável, essa nova concepção inclui a necessidade de preservação do ambiente, significando, enfim, um desenvolvimento que atenda as necessidades do presente sem comprometer a vida do planeta e das futuras gerações.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Jota Rodrigues: mais de meio século de poesia popular

“O bom artista nem sempre é visto pela sua boa arte, mas sim pela simplicidade”
Por Rodrigo Valo e Saulo Ribeiro

José Rodrigues de Oliveira ou apenas “Jota Rodrigues” é poeta popular de literatura de cordel, xilogravador, grande conhecedor das plantas medicinais e, acima de tudo, um homem simples. Nascido em águas belas, sertão de Pernambuco, Jota obteve desde cedo o interesse pela arte, se maravilhava e ficava até altas horas ouvindo seu pai, José Salustiano, lavrador e violeiro repentista, tocar depois de um dia de trabalho.


Em 1946, José escreve o seu primeiro folheto: “Cordel tiatro e curtura da roça” e no início de 64 o poeta chega a Morro Agudo, Nova Iguaçu. Depois de editar várias obras, o cordelista se apresenta à Feira de São Cristóvão onde é discriminado por ser analfabeto. Surpreso com a ignorância dos seus pares, desconhecedores da verdadeira identidade do cordel, Jota passa a procurar outros meios de divulgar suas obras e começa a apresentar sua proposta em museus, escolas, creches e universidades.


Os temas abordados pelo poeta refletem fantasia, desejos, sonhos, esperanças, fatos históricos e o sofrimento do povo. Até agora são mais de 400 obras, entre eles folhetos com oito páginas, romances com 32 e um livro intitulado “Primeira Antologia de Cordéis do Jota Rodrigues”, no qual são reproduzidos, na íntegra, 12 folhtetos do autor.


O cordelista, mesmo sofrendo diversos momentos difíceis para divulgar seu trabalho diz:


- Para viver na arte tem que viver para arte – afirma o poeta.

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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Nós na TEIA

Nova Iguaçu invade evento cultural em Belo Horizonte.

Por Rodrigo Valo
Imagem: Kézia Jacomo

Diversos integrantes da Escola Agência de Comunicação, da Escola Livre de Cinema, da Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu e do grupo Nós da Baixada foram até Belo Horizonte vivenciar e representar o município iguaçuano no evento nacional de diversidade cultural chamado TEIA 2007.

A capital mineira acolheu bem os pitorescos personagens de Nova Iguaçu. Esse seria o início de uma série de eventos que culminariam no reconhecimento do Projeto Bairro-Escola no maior encontro da cultura brasileira.

Entendendo o TEIA 2007

Mais de 600 pontos de cultura se reuniram entre 07 e 11 de novembro, em Belo Horizonte, para o grande encontro da diversidade brasileira, o TEIA 2007. Os pontos de cultura são organizações espontâneas da sociedade que promovem cultura, educação e economia solidária em suas comunidades. Hoje, existem 650 pontos de cultura espalhados pelo Brasil. A TEIA cumpre a função de estimular a construção de formas democráticas e participativas de uma política de cultura para o país.
Para abrigar as diversas atividades foram utilizados vários espaços culturais da capital mineira como: a Serraria Souza Pinto, o Palácio das Artes, o Teatro Francisco Nunes, o Museu de Arte e Ofícios, o Centro Cultural UFMG, a Praça da Estação, A Estação do Conde e a Funarte Casa do Conde.
A programação focou a relação entre cultura e educação, onde o principal objetivo foi promover o diálogo em torno do tema “Tudo de Todos”.

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Nós na TEIA II

Jornalismo cultural Independente: O que é? E para quem?

Por Rodrigo Valo e Janaína Russo

As oficinas de jornalismo cultural ocorridas no TEIA 2007 tinham como principal objetivo discutir e entender essa nova proposta jornalística, ou seja, de um jornalismo cultural independente. Através de dinâmicas de grupo e diálogos em mesas rotativas, sempre coordenadas por um instrutor, tentou-se chegar a um entendimento mútuo dessa proposta inovadora. Mas então o que é Jornalismo cultural independente?

Independente é a palavra chave dessa questão, mas uma independência real se torna algo utópico. A palavra “alternativa” soaria como um sinônimo adequado para o termo “independente”, que exemplifica um jornalismo cultural alternativo ao padrão utilizado pela grande mídia. Essas informações nos levam a resposta da segunda pergunta: “E para quem?”.

Para quem quiser. Para aqueles que procuram informação de modo diferenciado a que estamos acostumados.A internet é a principal ferramenta desse processo através de sites que funcionam como compartilhadores de informação, cria-se, então, uma teia entre nós, agentes comunicadores, como é o caso dos sites 100canais e Agênciateia2007, que, juntos, promovem e participam desse novo tipo de jornalismo.

Jovem-repórter aprende com o TEIA

Quatro estagiários da Escola Agência de Comunicação de Nova Iguaçu foram privilegiados para participar do TEIA 2007. Daniele Brito, Janaína Ribeiro, Kézia Jacomo e Rodrigo Valo foram para Belo Horizontes com seu coordenador, Bruno Tupan, aprender sobre cultura e educação em diversas áreas, também retratar e entender mais sobre o Bairro-Escola. Lá, eles puderam conhecer a cultura de outras cidades do Brasil, assistiram a seminários, participaram de oficinas de jornalismo, de encontros culturais e, principalmente, obtiveram atenção, informação e inclusão de profissionais experientes da comunicação, fazendo a diferença no incentivo e motivação da vida profissional desses jovens.

Imagem: 100canais.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Unidos para mudar

Seminário na CDL demonstra que várias cabeças pensam melhor que uma
Por Bruno Marinho
Os representantes das coordenadorias e secretarias de Participação Popular, da Infância e Juventude, Valorização da vida e Prevenção da Violência, Meio-Ambiente e Projetos Urbanos, se reuniram no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas, no dia 5 de novembro, para refletir sobre a atuação das mesmas dentro do Bairro-Escola, um projeto do governo Lindberg Farias que integra a escola ao bairro para que as crianças tenham, além do horário integral, atividades extracurriculares dentro do sua comunidade com a ajuda dos moradores.
No início da palestra a coordenadora geral do Bairro-Escola, Maria Antônia Goulart, fez a apresentação e o direcionamento do seminário.

- Vamos produzir um olhar coletivo de tudo que estamos fazendo, ler o conjunto de ações das secretárias e juntar as experiências em uma ação com todas as coordenadorias- disse ela.

Os principais problemas apontados pelos participantes foram: a falta de comunicação entre secretarias do Bairro-Escola, os espaços para as atividades e os colaboradores. Contudo, houve o levantamento dos grupos atuantes como: os ComVidas, o GRAAL, Escola Aberta ,áreas de esportes em clubes esportivos, aulas de basquete e outras melhorias na estética, iluminação e pavimentação do bairro.
No final do seminário foi apresentada a Escola Agência de Comunicação do Bairro-Escola, que vem para fazer a ligação entre as coordenadorias e secretarias do projeto, além de repercutir as ações que ocorrem na cidade.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Do Méier para o MUNDO

Dj Marlboro agita a festa de encerramento do Projeto Juventude Cidadã

Por Brenno Stock
Fernando Luiz Mattos da Matta, popularmente conhecido como DJ Marlboro, é o pai do funk carioca. Além de Dj, também é escritor nas horas vagas e produtor fonográfico. O funk que antes era coisa de "preto e favelado", vem animando festas de elite hoje em dia.

Numa entrevista exclusiva ao JOVEM REPÓRTER, ele nos mostra que o sucesso de 24 anos de carreira não subiu à cabeça. Malboro falou da sua empreitada internacional e como a mídia tem repercutido o funk e seu trabalho. Antenado, o dj vem dominando as rádios e várias ferramentas da internet como o MYSPACE, FOTOLOG, LAST.FM e comunidades do orkut. O DJ tocou na festa de encerramento do Projeto Juventude Cidadã promovido pela Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu. A festa? Bombou, é claro!

Jovem Reporter: Quando começou sua ligação com o funk?
Marlboro:
Comecei em 77, sou DJ há 30 anos, faço baile e toco funk. Eu sempre toquei Black Music, sempre toquei música negra. A Tendência na época era até mesmo internacional. O funk nacional não existia naquela época, só o internacional. E em 88, o Hermano Vianna fez a uma tese de mestrado que acabou virando um livro chamado “O Baile Funk Carioca”, daí eu ganhei uma bateria eletrônica e eu mesmo comecei a fazer as letras de funk, a formular as músicas e inventar os artistas, meu primeiro show foi em 89.

JR: E o que mudou de lá pra cá?
M: O funk ganhou cada vez mais originalidade, mais autenticidade, cada vez mais ficou desligado da coisa da origem internacional e ficou mais nacionalista, misturado com forró, com pagode e com axé. Cada vez mais ficou como uma coisa brasileira.

JR: E por que o funk carioca é tão original?
M: Porque o funk que se faz no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, não se faz em nenhum outro lugar do mundo. Essa originalidade se dá em virtude da galera, dos DJ’s dos MC’s. Há um tempo atrás era discriminado, as pessoas não davam nem um “alô” e até chamavam a música de marginal e desclassificada - até porque o funk é representado por uma população carente, que já era marginalizada. Hoje o funk dominou o mundo inteiro: Japão, Estados Unidos, Europa. Antes as pessoas falavam assim:
- Caramba! E a gente pensou que não ia chegar em lugar nenhum.
Agora está aí, conquistando o mundo.

JR: Como a mídia vem mostrando o funk?
M: De todas as formas. Graças a Deus parou a perseguição, de que tudo de ruim que acontecia na cidade era culpa do funk.
- Houve um arrastão ali.
- A culpa é do funk.
- Quebra-quebra não sei aonde.
- A culpa é do funk.
Quer dizer, pararam com isso, mas ainda continua com a discriminação de alguma forma. De algum otário, de alguma autoridade que não conhece o funk e que fica perseguindo, proibindo ou coibindo o funk.

JR: Depois de produzir a cantora M.I.A., do Sri Lanka, você está produzindo algum outro artista internacional?
M: Eles estão sempre se apropriando do funk. Tem vários artistas internacionais que estão pegando a batida do funk e fazendo produção, pegando as coisas daqui e começando a fundir com outras. Fico muito feliz por hoje estar sendo copiado por artistas internacionais, eu não imaginava que isso pudesse acontecer. Imaginava que o funk fosse conquistar seu espaço, o respeito da mídia e da população, e eu não ia ver isso. Imaginei que isso só fosse acontecer quando eu já estivesse morto ou aposentado, bem velhinho. Mas graças a Deus vi isso em vida.

JR: Quais são os novos nomes do funk para 2008?
M: Tem muita gente, tem o Jamay, Vinny e Will, Mayara, tem vários . O funk é um grande caldeirão de novidades.

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terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sorria Bairro-Escola

Programa de saúde bucal investe na educação contra cáries

Por Flávia Ferreira

A saúde bucal é um dos problemas que mais preocupam a humanidade, ir ao dentista pode não ser a coisa mais agradável, porém é necessário. Segundo pesquisas, as crianças de até 3 anos de idade possuem, em média, pelo menos um dente com cárie. Quando a idade é de 5 anos esta média aumenta para três dentes cariados por criança.

O projeto Sorria Bairro-Escola é um projeto pioneiro na Baixada Fluminense, onde todas as crianças matriculadas nas creches municipais receberão, durante um ano e meio, instruções sobre como cuidar de sua saúde bucal. Nessa ação serão distribuídos três mil kits contendo: escova de dente, pasta de dente e fio dental. As crianças contempladas pelo programa terão seus dentes tratados nas próprias creches com uma técnica que dispensa o uso do temido motorzinho. Essa técnica trata dos casos de cárie dentária, principalmente em estágio inicial.

- O projeto veio para fazer com que as crianças tenham habito da escovação e que aprendendo isto na escola, obviamente o fará em casa. A promoção deste projeto é um meio de dizer que a educação se faz com saúde e a saúde com educação - disse Marli Freitas, secretária de saúde do municipio de Nova Iguaçu.

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